Vereador de V.F.X: “Não podemos é permitir que as pessoas queiram proibir por decreto algo que é cultural, legal e característico da nossa região”

C.M. V.F.X.

 

 

Vila Franca de Xira recebeu no passado dia 27 de Setembro, Dia Mundial do Turismo, as III Jornadas do Turismo. Várias actividades e participantes, divididos por dois espaços: Fábrica das Palavras e Subserra.

No final do evento, o Infocul falou com o vereador do turismo da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, António Félix,  que nos falou sobre o turismo taurino, uma das temática abordadas durante a manhã.

Eu infelizmente não pude estar, de manhã, nesse debate. Relativamente ao turismo taurino, não sentimos ainda que haja uma grande necessidade. O Colete Encarnado este ano, estudos apontam, teve mais de 250 mil pessoas. Portanto isto está perfeitamente consolidado, mas não é politicamente correcto falarmos nisto. Não sentimos muito essa necessidade, o que não podemos é permitir que as pessoas queiram proibir por decreto algo que é cultural, legal e característico da nossa região e nesse sentido continuaremos a promover o Colete Encarnado, a Feira de Outubro que está aí, e estamos a tratar e a trabalhar para que o Colete Encarnado seja incluído e considerado Património Nacional Imaterial. Continuaremos a defender a nossa identidade, as nossas características únicas, contra tudo e contra todos, como costumo dizer”.

Sobre o trabalho desenvolvido para a inserção do Colete Encarnado como Património Cultural Imaterial Nacional disse que “já fizemos o levantamento todo, agora estamos em contacto com entidades que possam elas preparar a candidatura para a submeter. Fizemos um levantamento exaustivo de material e assim que for escolhida a empresa, ela vai ter muito material para trabalhar e apresentar uma candidatura”.

Sobre as expectativas para número de visitantes na Feira de Outubro, depois das 250 mil pessoas no Colete Encarnado, foi prudente nas expectativas quanto ao igualar esse número pois “são realidades diferentes. O Colete Encarnado é uma festa que decorre na cidade toda, a Feira de Outubro está confinada a um espaço e tem características completamente diferentes. A Feira de Outubro para além de ter aquela parte de vendedores, tem o salão de artesanato que é um dos melhores do país e que está no pavilhão. Obviamente que Vila Franca não pode nunca dissociar a vertente taurina disto, portanto é um salão de artesanato e uma feira. Não é uma festividade taurina, a parte taurina tem de lá estar sempre mas não é uma festividade taurina”.

Um dos projectos que seria apresentado nestas jornadas do turismo, era o doce regional de Vila Franca de Xira. Contudo, o concurso ficou sem vencedor. O vereador assume que “não correu bem. Ou melhor, não correu conforme era a minha expectativa. Abrimos à iniciativa privada, não apareceram em quantidade e qualidade como esperávamos. Mas como disse, é um processo que temos de evoluir. Para o próximo ano já temos algumas ideias para alterar o regulamento de forma a que consigamos a ter um doce e a promovê-lo”.

 

O vereador aproveitou ainda para enaltecer o sucesso dos vinhos Encostas de Xira.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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