Vinho da Talha a Património Imaterial da Humanidade: “A entrega desse dossier está prevista para os próximos meses”

D.R.

O Presidente da Câmara Municipal de Vidigueira, Rui Raposo, concedeu declarações ao Infocul sobre a candidatura que está a ser preparada relativamente ao Vinho de Talha.

À parte do Festival Terras sem Sombra, o presidente da autarquia confidenciou-nos que “temos uma aposta muito forte, na promoção e divulgação, além de termos uma candidatura a património cultural e imaterial de toda a técnica de produção do Vinho de Talha, até porque é uma técnica ancestral, milenar, vem dos romanos e faz muita ligação ao nosso património arqueológico, as ruínas romanas de São Cucufate e desde essa altura que se faz Vinho de Talha como se fazia antigamente”.

Daí que “entendemos que havia aqui algo para salvaguardar, toda esta técnica na valorização deste produto que é único e característico desta mesma região. E temos esta candidatura com mais 19 municípios que se associaram ao município da Vidigueira, que lidera esta candidatura, e mais 7 entidades. Estamos prontos para entregar neste momento, com todo o dossier já completo, para fazer já a inscrição no património cultura e imaterial e depois directamente na UNESCO e aguardar a sua decisão”.

A entrega desse dossier está prevista para os próximos meses, até para um momento especial, que é o momento que temos um dos equipamentos que estamos a terminar a obra, que é o Centro Interpretativo do Vinho da Talha, que é também uma aposta do município para dar a conhecer este produto e que ele seja uma experiência para quem nos visita, perceber o que é o Vinho da Talha. E esse será o momento e o ponto alto, que nós queremos e estamos a preparar a entrega desse mesmo documento com o lançamento deste equipamento”, acrescentou.

O Centro Interpretativo do Vinho da Talha inaugurará, previsivelmente, “no mês de Abril, que é o mês em que temos a nossa maior iniciativa de promoção dos vinhos da Vidigueira, o Vidigueira Vinhos, que é na Pascoa, e será muito próximo dessa data a inauguração do centro”.

No ano passado houve uma grande aposta na promoção deste evento, algo que irá manter-se. “Os resultados que tivemos, o ano passado, foram muito bons, para todos os nosso promotores. E por isso continuamos com essa aposta forte nesses produtos e agora sim acrescentando todos os outros que temos vindo a conhecer e que o Terras sem Sombra tem permitido falar e divulgar, como é o Pão, o Vinho da Talha e a Laranja”.

Um dos destaques do primeiro fim-de-semana da 16ª edição do Terras sem Sombra foi a visita aos laranjais da Vidigueira.

Sobre a Laranja da Vidigueira, Rui Raposo disse que “passou por um processo complicado. Teve o seu auge mas depois, como pudemos ver em alguns produtores, a sua idade avançada não permitiu que pensassem num passo seguinte e depois houve um declínio desses produtores e pomares e nota-se que há agora uma nova geração a apostar na laranja e o município vai começar a trabalhar com eles e voltar a ter a laranja no patamar que ela já teve”.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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