Xistos: Um paraíso terreno no Alentejo profundo…

arrowarrow


Em Beja por entre as suas bonitas e calmantes planícies existe Xistos, um projecto agro-turístico onde podemos usufruir de um Alentejo profundo e genuíno e em que o contacto com natureza mais do que obrigatório se torna um prazer. Falámos com Paula Conduto, a responsável deste projecto para nos dar a conhecer um pouco mais sobre Xistos, uma forma diferente de contactar com a natureza.

Na Herdade Monte da Ponte, sita na Trindade em Beja, encontramos o Xistos, um projecto agro-turístico em que podemos usufruir da natureza no seu modo mais puro. Em que os olhares se perdem pelas planícies e a alma se deixa encantar pela beleza natural do Alentejo.

 

 

Paula Conduto é a responsável por todo este projecto que nos começa por apresentar, “ Xistos é um projecto de agro-turismo implementado numa zona especial do Alentejo escondido. Um Alentejo que toca na Ribeira de Cobre e que tem um pequeno bosque com uma zona de biodiversidade interessantíssima. Um espaço intocável. Gerações familiares que a perpetuaram e não a estragaram. Eu pensei que essa presença da natureza seria interessante divulgá-la e dar a conhecer à comunidade. Ao turista de dentro e ao turista de fora”.

 

 

Questionámos porque tinha optado por criar este projecto no Alentejo profundo, tendo Paula Conduto nos explicado que “esta paisagem é especial e praticamente as pessoas não a conhecem. Dar a conhecer ao máximo de pessoas foi o objectivo que quis agarrar mas para além de dar a conhecer esta natureza, esta biodiversidade e esta sustentabilidade é trazer um valor acrescentado. Eu acho que os alentejanos têm uma potencialidade no sentido de criar projectos de vida. Este é o projecto de vida da Paula e da família da Paula mas isto amplia-se ao território. Eu sou a mulher da parceria dos Xistos, que não é só um espaço público mas é um espaço de dinamizações. A Paula pode aproveitar o espaço para dinamizar as suas ideias mas também para dinamizar as das outras pessoas que podem vir a colaborar comigo. As pessoas sentem-se mais enriquecidas e, sobretudo, acreditando mais nelas próprias. Eu acho que este projecto abraça várias áreas mas sobretudo a pessoal. É para as pessoas pensarem que tudo vale a pena se arriscarem um pouco mas não fazendo investimentos que não sejam sustentáveis. Nunca deixem de seguir as vossas paixões”.

 

 

As pessoas chegam aqui e sentem o silêncio da noite, vêm as estrelas e antes podem aproveitar o pôr-do-sol. Todos os elementos naturais que vão desde as plantas aos animais selvagens e domésticos. Acima de tudo há os sons” diz-nos visivelmente feliz Paula sobre as sensações que são provocadas a quem visita Xistos.

 

 

Para quem quiser usufruir deste pequeno paraíso terreno, os acessos são fáceis, como nos explica Paula Conduto, “Não temos auto-estrada até Beja, é verdade. Temos o troço de estrada até Beja que foi todo arranjado. O que traz grande facilidade. Neste momento o Xistos encontra-se na estrada que liga Beja a Mértola. Está a um quilómetro e duzentos metros junto da estrada nacional. Esta é uma zona escondida e as pessoas, sendo alentejanas ou não ficam muito satisfeitas por esta zona estar a ter um outro dinamismo” acrescentando que “podem vir de comboio ou de autocarro até Beja que nós vamos buscar as pessoas ao local”.

 

 

A estadia de uma noite no alojamento com pequeno-almoço garantido e passeio no bosque são 85 euros. Se quiser fazer um workshop de plantas aromáticas comigo ou compotas com os nossos produtos paga um preço simbólico entre os cinco e os dez euros. Entretanto, se quiser fazer outras actividades como: passeio de balão, massagens terapêuticas com óleos feitos com plantas alentejanas, pode ter workshops de mantas alentejanas, pode fazer ioga ou BTT. Eu costumo dizer que pode aproveitar o Xistos como alavanca de uma ideia que vir a ter” esclarecendo que o facto de irem buscar as pessoas a Beja não tem qualquer custo associado.

 

 

Para quem pretender conhecer um pouco mais de Xistos pode fazê-lo através do “site: www.xistos. pt, temos facebook ( xistos. pt) e brevemente vamos ter instagram” revela-nos Paula antes de acrescentar “outra questão que é importante divulgar é que é fácil encontra-nos. O Terras Sem Sombras encontrou-nos, o galardão da bandeira azul também. É com muita satisfação, não com vaidade, que eu digo isto pois sou uma pessoa muito discreta. O Xistos dá-se a conhecer com naturalidade. Ainda ouvimos esta manhã durante o passeio as pessoas a dizerem que isto era realmente muito bom. É com muita satisfação que escuto este elogio. Acima de tudo aquilo que o Xistos nos proporciona é bem-estar e a vida ser feita de momentos. É um slogan. É o slogan do projecto Xistos e não pode ser de outra maneira. As pessoas chegam aqui e a natureza, a paisagem e a nossa maneira de estar transforma-o na sua casa no campo. É assim que as pessoas gostam e sentem que querem voltar. Ter uma unidade hoteleira luxuosa não é o papel da minha vida” até porque “o bem-estar pode ser adquirido com as coisas mais simples. Cada vez mais simples”.

 

 

No Xistos pode encontrar a sua casa no campo, usufruir de experiencias sensoriais, num espaço pedagógico e com uma equipa simpática e disponível ao seu dispor.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

Rui Lavrador has 6448 posts and counting. See all posts by Rui Lavrador

Rui Lavrador

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.