Alimente seus ouvidos e sua alma

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Alimente seus ouvidos e sua alma

Alimente seus ouvidos e sua alma, um artigo de opinião por Raul Tartarotti.

Vou te contar uma história de muitas vidas, que eu e você também vivemos até hoje, vai nos ajudar a refletir no último dia desse ano, construído a um tempo que nem bem sabemos onde começou, porque as aventuras que vivemos resultaram no que somos agora, preparados para um novo front.

Não te parece que temos menos tempo pra viver do que pra saber?

Como nos disse Mark Twain, “As rugas deveriam apenas indicar onde os sorrisos estiveram” e por isso os lamentos desse ano que finda ficam com ele, porque amanhã nos comprometeremos em fazer tudo bem melhor, e assumiremos os riscos e os títulos do que vamos buscar. Por vezes nos apropriamos de palavras que cruzam esquinas ou em nossos jornais, e que nos servem porque tem nosso tamanho, e podemos vestir e sair no bairro pra mostrar o que escolhemos e nos envolveu até então.

Use-as para apagar a mancha com que a alma mareia seu espírito, é a única coisa a fazer pra lembrar que está vivo.

Não procure mais prestígio somente na expressão, e sim na alma que te sustenta, encontre valor na graça do evento ao invés de somente em sua intuição, porque algumas pessoas chegam aos nossos olhos e preenchem o rosto de lágrimas, de afeto, de amor, e são quase um abraço de emoções correntes no interior de um corpo calejado pela vida de ensinamentos.

O futuro espera ali na próxima badalada do Big Ben, que sem fogos de artifício entrega um novo construir de oportunidades, singrando os tempos pra mostrar que sua rigidez pode servir de exemplo a quem segue vivo no continuo tic tac de seu tempo.

Eu gostaria que as telas se desligassem, e passássemos a prestar atenção em rostos, inspirá-los, e ver o brilho que vem da vida real de um amigo. Esses são os que te ajudam a viver, e alguns deles se tornam pessoas de personalidade tão forte, quase como uma montanha, por isso é difícil entender que um dia se vão como areia, de homens gigantes que foram, se reduzem a um nome na lápide.

Sozinhos não temos valor particular, necessitamos do outro, mas bilhões de pessoas continuam vivendo distraídas com muito que aparece em seu redor, mas você necessita saber quem é, e descobrir o que precisa fazer pra conduzir sua viagem. Será que temos mesmo alguma opção independente ou apenas seguimos nossa programação biológica?

O livre arbítrio também é uma invenção humana, e pode proporcionar uma reconstrução que fica entre o tudo e o nada.

Dê um objetivo preciso a sua vida, ela sempre perde instantaneamente seus atrativos e assim como você escolhe o alimento no supermercado, escolha onde e com quem vai alimentar seus ouvidos e sua alma, pra fica mais interessante com o que pretendes preencher o ano que se abre.

Nota: Texto escrito em Português do Brasil