André Ventura ignora recomendações médicas e regressa à campanha no último dia: “Eu não conseguia não estar aqui hoje”, disse.
Apesar de ter recebido alta hospitalar apenas na quinta-feira, André Ventura marcou presença esta sexta-feira, 17 de maio, na arruada do Chega, na Praça do Município, em Lisboa. Este regresso apanhou muitos de surpresa, já que a assessoria do partido havia anunciado, em comunicado, que o líder não voltaria à campanha por indicação médica.
Ainda assim, André Ventura justificou a sua decisão com firmeza: “Eu não conseguia não estar aqui hoje, para cumprir a nossa missão de transformar Portugal.”
A presença do presidente do Chega acontece no último dia de campanha eleitoral, apenas um dia depois de ter estado internado no Hospital de Odemira. Recorde-se que Ventura se sentiu mal pela segunda vez durante uma ação de rua, tendo-lhe sido diagnosticado um espasmo esofágico.
Além disso, o líder do Chega fez questão de deixar uma mensagem forte aos apoiantes: “Houve muitos que me queriam morto.” Segundo contou, recebeu diversas manifestações de apoio enquanto esteve hospitalizado. “Muitos médicos e enfermeiros deixaram-me mensagens.”
Já perante os militantes que o aguardavam em Lisboa, garantiu que o esforço feito ao longo da campanha não foi em vão: “A luta que travamos valeu a pena.”
Desta forma, André Ventura encerra a campanha com um gesto simbólico de resistência e presença física, apesar dos recentes problemas de saúde. A sua atitude, embora arriscada, procura reforçar o compromisso com os objetivos eleitorais do partido.
Ou seja, André Ventura ignora recomendações médicas e regressa à campanha no último dia: “Eu não conseguia não estar aqui hoje”.




