Antigo ditado grego!

Antigo ditado grego! Um artigo de Raul Tartarotti.

Gertrude stein foi uma genial escritora e poetisa americana que se alistou na F.A.F.F. (fundo de proteção aos americanos)na França, durante a Primeira Guerra Mundial. 

Ela e sua companheira Alice foram para a Europa observar a vida dos franceses no início do século XX. 

Elas não consideravam os franceses insensíveis à ciência, porque eles sabiam onde se situava a prioridade, como deixou claro no texto:”A razão pela qual vir morar na França nos pareceu natural, é que esse povo tem métodos científicos, máquinas e eletricidade, mas não acreditam que essas coisas tenham alguma relação com o fato de viver. A vida é tradição e natureza humana”.

A análise psicológica que Gertrude arriscou sobre os parisienses é de que eles são o resultado vivo daquilo que o interminável passado depositou pacientemente em camadas sucessivas, um resíduo, um amálgama.

Como a poesia, que é uma força que vem de dentro, inata ao poeta, ele não consegue prever ou decidir quando ela começa, ou acaba, a inspiração apenas vem. Ela é a chama de uma alquimia misteriosa.

Essa cultura construída pela vivência com virtudes e que valoriza seu passado, promove um conjunto nobre de intelectualidade ao indivíduo interessado e ocupado com a sociedade, que o torna diferenciado e interessante ao convívio social.

A todo momento, somos testados por olhos e ouvidos mais apurados que selecionam a quem seguir ou a quem dedicar seu tempo caro.

Atitudes que demonstrem humildade e boas virtudes sempre são mais atraentes, porque “é certo que todos que gostamos vão embora um dia, o que fica e retorna é o amor”(Franz Kafka).

Nessa perspectiva a vida diária coloca uma luz renovada e nobre a nossos pares, envolvidos em perecer ao lado do elogio.

É importante a dedicação no aprimoramento de seus atos, sendo desnecessário ir até o Templo de Apolo, em Delfos para ler o aforismo escrito acima da entrada “conhece-te a ti mesmo: nada em excesso”, para saber a importância na realidade em caminhar sem sombras e dúvidas sobre você.

Sendo assim nada mais importante em lembrar um antigo ditado grego que afirma que não somos atormentados pelas coisas em si, mas pelas opiniões que temos delas (Montaigne,1580). 

Os males não têm meios de adentrar em nós, exceto através de nossos julgamentos, que podemos rejeitar e transformá-los em bem.

Nota: Texto redigido em português do Brasil.

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