Sexta-feira, Outubro 22, 2021

APSTE marca ação de protesto para o dia 30 de junho

APSTE marca ação de protesto para o dia 30 de junho

No seguimento das mais recentes medidas assumidas por Governo e Direção Geral de Saúde em relação aos eventos, a associação decide voltar às ruas de Lisboa com as suas caixas negras 

Após o disposto no nº3 do artigo 6º da Resolução do Conselho de Ministros de 9 de junho, mais recentemente detalhado pela DGS, bem como a revelação de que as conclusões referentes aos eventos-piloto “estão demoradas” e não parecem ter data para serem apresentadas, a Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos (APSTE) anuncia que irá realizar uma nova manifestação, original e sem comprometer as regras atualmente em vigor, para o próximo dia 30 de junho em Lisboa.

“Depois de todos na cultura e eventos, empresas e trabalhadores, terem tido um verdadeiro annus horribilis em 2020, tínhamos a leve esperança, e sobretudo a extrema necessidade, que 2021 trouxesse bons ventos e mais trabalho. No entanto, as nossas autoridades continuam a tomar medidas inexplicáveis quase como se não entendessem a emergência pela qual estamos a passar”, desabafa Pedro Magalhães, Presidente da APSTE.

Mas o responsável não se fica por aqui e concretiza: “Como é possível determinar-se a obrigatoriedade de testes à Covid-19 para os diferentes tipos de eventos sem assumir as despesas inerentes? A ideia é que sejam os organizadores a assumir este custo? Depois de mais de um ano sem trabalhar? Ou é imputar os mesmos aos consumidores? Criando ainda mais obstáculos para que voltem a participar em eventos? Entendemos que se tenha precauções, mas é muito irresponsável lançar-se uma bomba destas sem medir ou até assumir as consequências”.

Outro dos temas que está na base desta decisão da APSTE prende-se com o assumir por parte da DGS de que o tratamento dos dados relativos aos eventos-piloto realizados em abril e maio “está demorado”.

“Antes de mais, julgo que é importante contextualizar: os eventos-piloto é uma iniciativa das associações, empresas e trabalhadores dos setores da cultura e eventos, quando devia ter sido do Governo, e surge exatamente com o objetivo de salvar o verão para todos os que vivem destas indústrias. Às autoridades nacionais apenas cabia a responsabilidade de rastrear e, consequentemente, dar um parecer sobre a viabilidade dos mesmos. Agora, a menos de uma semana de se iniciar o Verão, temos conhecimento que o processo de tratamento dos dados está atrasado e nem sequer se conhece uma data para a apresentação destas conclusões. O que podemos dizer em relação a isto? Repito: ou não entendem o drama que estamos a viver ou a incompetência é muita e têm de se apurar responsabilidades”, afirma Pedro Magalhães.

E conclui: “Perante todo este cenário, não nos resta alternativa a não ser, cerca de um ano depois da última, voltarmos a manifestar o nosso descontentamento e, mais que isso, as tremendas dificuldades que os nossos setores estão a atravessar. Tal como em 2020, a ideia é fazermos algo original, sem comprometer a saúde pública, mas um pouco menos conveniente…”.

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