APSTE marca ação de protesto para o dia 30 de junho

APSTE marca ação de protesto para o dia 30 de junho

No seguimento das mais recentes medidas assumidas por Governo e Direção Geral de Saúde em relação aos eventos, a associação decide voltar às ruas de Lisboa com as suas caixas negras 

Após o disposto no nº3 do artigo 6º da Resolução do Conselho de Ministros de 9 de junho, mais recentemente detalhado pela DGS, bem como a revelação de que as conclusões referentes aos eventos-piloto “estão demoradas” e não parecem ter data para serem apresentadas, a Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos (APSTE) anuncia que irá realizar uma nova manifestação, original e sem comprometer as regras atualmente em vigor, para o próximo dia 30 de junho em Lisboa.

“Depois de todos na cultura e eventos, empresas e trabalhadores, terem tido um verdadeiro annus horribilis em 2020, tínhamos a leve esperança, e sobretudo a extrema necessidade, que 2021 trouxesse bons ventos e mais trabalho. No entanto, as nossas autoridades continuam a tomar medidas inexplicáveis quase como se não entendessem a emergência pela qual estamos a passar”, desabafa Pedro Magalhães, Presidente da APSTE.

Mas o responsável não se fica por aqui e concretiza: “Como é possível determinar-se a obrigatoriedade de testes à Covid-19 para os diferentes tipos de eventos sem assumir as despesas inerentes? A ideia é que sejam os organizadores a assumir este custo? Depois de mais de um ano sem trabalhar? Ou é imputar os mesmos aos consumidores? Criando ainda mais obstáculos para que voltem a participar em eventos? Entendemos que se tenha precauções, mas é muito irresponsável lançar-se uma bomba destas sem medir ou até assumir as consequências”.

Outro dos temas que está na base desta decisão da APSTE prende-se com o assumir por parte da DGS de que o tratamento dos dados relativos aos eventos-piloto realizados em abril e maio “está demorado”.

“Antes de mais, julgo que é importante contextualizar: os eventos-piloto é uma iniciativa das associações, empresas e trabalhadores dos setores da cultura e eventos, quando devia ter sido do Governo, e surge exatamente com o objetivo de salvar o verão para todos os que vivem destas indústrias. Às autoridades nacionais apenas cabia a responsabilidade de rastrear e, consequentemente, dar um parecer sobre a viabilidade dos mesmos. Agora, a menos de uma semana de se iniciar o Verão, temos conhecimento que o processo de tratamento dos dados está atrasado e nem sequer se conhece uma data para a apresentação destas conclusões. O que podemos dizer em relação a isto? Repito: ou não entendem o drama que estamos a viver ou a incompetência é muita e têm de se apurar responsabilidades”, afirma Pedro Magalhães.

E conclui: “Perante todo este cenário, não nos resta alternativa a não ser, cerca de um ano depois da última, voltarmos a manifestar o nosso descontentamento e, mais que isso, as tremendas dificuldades que os nossos setores estão a atravessar. Tal como em 2020, a ideia é fazermos algo original, sem comprometer a saúde pública, mas um pouco menos conveniente…”.

Destaques

Vitória FC conquista Taça AFS e fecha época com dobradinha diante do Olímpico do Montijo

Vitória FC conquista Taça AFS e fecha época com...

Marcos Bastinhas voltou às arenas como quem trazia fogo debaixo da casaca

Marcos Bastinhas voltou às arenas como quem trazia fogo...

Pormenores fotográficos da corrida de touros em Santarém no 6 de Junho

Pormenores fotográficos da corrida de touros em Santarém no...

Marcos Bastinhas emociona Santarém no regresso: “Dei a cara, lutei e dei tudo pelo público”

Marcos Bastinhas emociona Santarém no regresso: “Dei a cara,...

Regresso épico de Marcos Bastinhas completou o Universo Tauromáquico Português

Regresso épico de Marcos Bastinhas completou o Universo Tauromáquico...
Publicidade
Alojamento Web

Reportagens

Artigos relacionados