Maria Henrique é uma irmã bem-disposta em “Vidago Palace”

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Depois de ter feito de guarda prisional em “Dentro”, una das séries da primeira “fornada” que a direcção do canal fez, Maria Henrique volta aos ecrãs da RTP em “Vidago Palace”. Na produção luso-galega ela viverá Gertudes Perliquitetes. Ao lado de Custódia Gallego será a outra face das irmãs Perliquitetes.

 

 

Elas estão sempre bem-dispostas, tentam manter a moral e os bons costumes mas no fundo, ainda no outro dia gravámos um baile onde não há um homem que nos venha buscar para dançar. Tem este lado bem-disposto, também, de duas senhoras que cá estão no hotel e mesmo não tendo posses para isso acabam por conseguir passar a temporada de verão no hotel e são as senhoras que acabam por saber de tudo sobre toda a gente e que fazem um bocadinho de ponte entre as várias intrigas“, conta Maria Henrique sobre as irmãs Perliquitetes.

 

 

Estas irmãs bem-dispostas saberão de todos os segredos das restantes personagens da trama de Henrique Oliveira, que já assinou projectos como “Mulheres Assim” ou “Major Alvega”, ambas da estação pública de televisão.

 

 

Estas duas manas são muito unidas. Eu acho que esta personagem é um bombom porque o texto está tudo muito bem escrito mas para mim é um grande prazer fazer esta Gertrudes“, explica a actriz que com Gerturdes Perliquitetes volta a viver uma personagem com um lado mais cómico, pois elas vão até ao Vidago Palace numa última tentativa para tentarem arranjar um marido que as sustentem e ao nível de roupa e maquilhagem são diferentes das restantes personagens femininas deste elenco.

 

 

A nossa maquilhagem é um bocadinho antiga para parecer moderna“, fala Maria Henrique sobre a maquilhagem. Esta, o guarda-roupa e os adereços são um factor essencial do trabalho de construção de uma personagem.

 

 

Tenho utilizado muito o leque e já me apropriei um pouco dele. E também já faz parte de uma comunicação da personagem que utiliza num certo tipo de linguagem o leque“,

 

 

As irmãs Perliquitetes nesta história representam, um pouco, a figura do coro no teatro grego pois vão saber de tudo sobre todos e servirão como elo de ligação entre as diferentes personagens que se vão deslocar pelo Vidago Palace em pleno ano de 1936, que ficou marcado pela cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Berlim, a Guerra Civil espanhola e a inauguração do campo de golfe desta unidade hoteleira.

 

 

Sendo um formato diferente é sempre um desafio diferente e dá-nos timings de trabalho diferentes. Nesse sentido acho que podemos saborear mais pois são feitos com outra calma para além do cuidado do trabalho“, diz a actriz. Para ela o formato de uma série e de uma telenovela são diferentes e como tal enceram desafios diferentes.

 

 

As gravações da série “Vidago Palace” decorreram no Vidago Palace Hotel, no concelho de Chaves. Já a pré-produção e os testes de imagem decorreram na cidade do Porto. O trabalho dos actores para criarem estas personagens do início do século XX começou bem cedo.

 

 

Obrigatoriamente existe esse trabalho de casa constante. A postura, a forma de estar, a forma de olhar, há que pensar isso para a personagem“, explica Maria Henrique sobre o processo de construção para esta personagem de época. Para a actriz o espaço onde esta série foi gravada é propício para o desenrolar da mesma.

 

 

Maria Henrique e Custódia Gallego serão as irmãs Perliquitetes num elenco onde se destacam nomes como Pedro Barroso, Mikaela Lupu, Marco António Del Carlo, Anabela Teixeira, Almeno Gonçalves, João Didelet e Margarida Marinho, com quem protagonizou a peça “Confissões de Mulheres de 30”. Actualmente a actriz está na estrada com o monólogo “O Farrusco, o Telefone e Eu”.

 

 

Eu costumo dizer na brincadeira que uma mata e a outra esfola. E como se completassem as ideias e às vezes as palavras uma da outra. Há pequenos traços de personalidade“, conta Maria Henrique sobre a relação fraterna que viverá brevemente no pequeno ecrã com a personagem de Custódia Gallego.

 

 

A história de “Vidago Palace” acompanha o amor trágico de Carlota do Vimieiro (Mikaela Lupu) e do galego Pedro (David Seijo), só que ela estava de casamento marcado com César da Silva (Pedro Barroso). As famílias das duas personagens deslocam-se até ao luxuoso complexo hoteleiro para realizar o casamento das personagens. Neste local vão encontrar as duas irmãs que foram até ao hotel do Vidago com uma missão em específico.

 

 

Nós não vamos contar completamente tudo, como acaba a história, mas digamos que não há o cumprir do grande objectivo que elas poderiam ter e isso tem a sua graça. Elas estão há procura de uma data de coisas aqui e isso é que tem muito interesse e dá uma possível continuação“, diz a actriz sobre o possível final das irmãs Perliquitetes.

 

 

A produção de “Vidago Palace” juntou uma equipa composta por elementos dos dois lados da fronteira, duas formas diferentes de trabalhar a ficção televisiva. Mesmo antes de concluídas as gravações, esta nova série foi vendida para outros países, para além de Portugal e da Galiza.

 

 

A RTP está de parabéns porque, sendo serviço público começou a apostar num formato que à partida poderá não ser uma zona de conforto para um canal de televisão porque tem que rivalizar com outros formatos que têm muitas mais audiências. A RTP sendo um canal de serviço público é de louvar estar a sair da sua zona de conforto e tentar apostar numa ficção diferente“, diz Maria Henrique sobre a aposta cada vez maior da estação pública numa nova forma de ficção.

 

 

“Vidago Palace” pode ser visto a partir do dia 30 de Março na RTP.