Operação Sem Rosto: 7 elementos dos No Name Boys foram detidos

O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, através da Divisão de Investigação Criminal, e sob a coordenação do DIAP de Lisboa, levou a cabo durante toda a manhã uma operação em vários pontos da área metropolitana de Lisboa, com dezenas de diligências processuais relacionadas com uma investigação cujo objecto criminal envolve múltiplos crimes relacionados com o fenómeno da violência no desporto, com especial destaque para os crimes de Homicídio, Roubo, Ofensas Físicas Qualificadas, Detenção de Arma Proibida e Dano.

Ao longo de aproximadamente um ano, foram desencadeados esforços investigatórios permanentes que permitiram indiciar um grupo de autores pertencentes ao grupo organizado de adeptos, conhecido como No Name Boys, a um grande número de ocorrências que intrincam no segmento social e criminal referido, e todas elas movidas por motivações e rivalidades clubísticas no panorama futebolístico.

Em termos globais desta acção operacional resultou a detenção de sete homens, com idades compreendidas entre os 22 e os 33 anos de idade, seis deles através de Mandados de Detenção emitidos pela Autoridade Judiciária, e um em flagrante delito por posse de arma proibida. Associadas a estas detenções esteve também o cumprimento de sete buscas domiciliárias e dez não domiciliárias que permitiu a apreensão dos seguintes objetos com direto e especial relevo probatório, com efeito:

· 1 Revólver calibre .22 devidamente carregado com 8 munições;

· 16 Munições calibre .22;

· 1 pistola 6,35 mm;

· 4 Munições 6,35 mm;

· 1 Bastão extensível;

· 5 Armas brancas;

· 1 Soqueira;

· 1 Spray de gás pimenta;

· 71 bilhetes da Liga NOS sem qualquer descrição no bilhete;

· Vários petardos e potes de fumo artesanais;

· Vários objetos relacionados com a claque No Name Boys, passa montanhas, entre outros objetos com interesse para a investigação.

Durante a investigação foi possível relacionar vários destes indivíduos com crimes de Ofensas à Integridade Física a Polícias, roubos a vítimas que eram adeptos de outras equipas, danos, furtos e, mais recentemente, agressões violentas a adeptos de clubes rivais e até de clubes de outros países estrangeiros. O grupo, agindo em superioridade numérica perante as vítimas, munidos de armas brancas, bastões e soqueiras, abordavam-nas, normalmente em locais isolados, agredindo-as deixavam-nas por vezes com lesões graves, chegando a colocar em causa a própria vida das vítimas.

Para estas violentas agressões, o grupo de agressores estudava as rotinas das vítimas, conseguindo desta forma tirar partido desse facto, surpreendendo-as em locais conhecidos destas e em que se encontravam mais desprevenidas.

Os detidos, alguns deles com histórico por crimes de ofensas físicas, maioritariamente associados ao quadro desportivo, serão presentes no dia 26 de junho a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, para efeitos de aplicação das respetivas medidas de coação.