O Casino Lisboa inaugura na Sexta-Feira, 29 de Abril, às 17 horas, duas exposições. Desta forma o casino associa-se às comemorações do centenário da Aviação Militar. A Galeria de Arte, localizada no espaço circundante ao Arena Lounge, acolhe a exposição “Aviação Militar em Portugal: Ontem e Hoje!”, enquanto a Galeria de Arte Panorâmica, no 3º piso, exibe a exposição de pintura “Aeronáutica, Nas Asas do Vento”, da autoria de António de Lemos Viana. Com entrada livre, ambas as exposições estarão patentes até 3 de Julho.
A exposição com o tema “Aviação Militar em Portugal: Ontem e Hoje!”, reúne uma singular mostra fotográfica e duas emblemáticas aeronaves da Força Aérea Portuguesa: um modelo Tiger Moth e um Blanik.
Foi realizado, em 1988, o primeiro voo dos planadores L-23 Super Blanik. Surgiram devido ao sucesso dos seus antecessores L-13 Blanik – fabricados em 1955. A fábrica LET foi responsável pelas duas construções e pela dinamização destes exemplares pelo mundo, muitos dos quais ainda operacionais.
Os planadores L-23 Super Blanik foram escolhidos pela Academia da Força Aérea dos Estados Unidos e pela Academia da Força Aérea Brasileira para treino básico de duplo-comando. A Força Aérea Portuguesa adquiriu três destas aeronaves em 1996, com o objectivo de substituir os motoplanadores Fournier RF-10. Os Super Blanik foram entregues, em Março desse mesmo ano, ao Centro de Voo do Departamento de Actividades Aéreas da Academia da Força Aérea. Foram utilizados numa fase inicial de aprendizagem dos alunos-pilotos, nomeadamente na prática de descolagem e aterragem, sendo normalmente rebocados pelas aeronaves Chipmunk. Em relação aos Tiger Moth, Portugal operou um total de 151 aeronaves.
A Galeria de Arte Panorâmica, situada no piso 3, exibe a exposição de Pintura “Aeronáutica, Nas Asas do Vento”, de António de Lemos Viana.
Nascido, em Lisboa, em 1959, António de Lemos Viana ingressou, aos 18 anos, na Força Aérea Portuguesa onde serviu com a especialidade de operador radarista de detecção em Unidades do Sistema de Defesa Aérea e como operador do simulador de voo Alpha-Jet na Base Aérea nº11, em Beja. Enquanto fez o seu percurso na carreira militar não abandonou a pintura. Frequentou o curso de pintura da Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA), tendo tido como professores Rui Mário Gonçalves e Rolando Sá Nogueira, entre outros.
A qualidade dos seus trabalhos cedo mereceu o apoio e estímulo das chefias e camaradas de armas, tendo desenvolvido a sua actividade de pintor e desenhador, valorizando a temática Aeronáutica. Foi convidado a pintar o exterior de aviões, um trabalho em que foi precursor, numa tradição que caracteriza diversas esquadras da Força Aérea Portuguesa. Desenvolveu um vasto trabalho em diversas áreas como o desenho, a pintura a óleo, acrílico, aguarela e a aerógrafo. São exemplo deste último a pintura da fuselagem de dois aviões Alpha-Jet da Força Aérea, Esquadra de voo 301 Jaguares e alguns veículos como o VW carocha, entre outros.
No entanto, é sem dúvida o trabalho a óleo sobre tela o de maior preponderância no seu percurso e aquele que privilegia. A exposição é parte de um conjunto de obras afetas ao acervo patrimonial da Força Aérea e que se encontram expostas no Estado Maior da Força Aérea em Alfragide, Academia da Força Aérea e Centro de Estudos Aeronáuticos em Sintra, e ainda, na Base Aérea nº11, Esquadra 103 em Beja.
Ambas as exposições estarão patentes ao público de 29 de Abril a 3 de Julho, de Domingo a Quinta-Feira, das 15:00 às 03:00, e às Sextas-Feiras, Sábados e vésperas de feriado, das 16:00 às 04:00 da madrugada.