Eugénia Melo e Castro, Embaixatriz da música portuguesa no Brasil? “uma “fórmula” que foi encontrada para me definir de uma forma simplista e prática”

Verdadeira embaixatriz portuguesa em terras brasileiras, Eugénia Melo e Castro conseguiu em mais de três décadas de carreira reunir duetos e parcerias autorais com os maiores nomes da música Brasileira. Em entrevista ao Infocul falou sobre o seu percurso.

Eugénia Melo e Castro cantou com Milton Nascimento, Egberto Gismonti, Wagner Tiso, Tom Jobim, Ney Matogrosso, Gal Costa, Caetano Veloso, Chico Buarque, Adriana Calcanhotto e muitos outros.

 

 

Esta é uma colecção digital de alguns dos grandes êxitos de Eugénia Melo e Castro. Também nesta colecção está o álbum “Conversas Com Versos” da autoria de sua mãe, Maria Alberta Menéres.

 

 

A colecção completa inclui: Paz, Ao Vivo em S. Paulo, Desconstrução, Dança da Luz, Dança_da_Lua.doc.2004, Motor da Luz, Recomeço, Lisboa Dentro de Mim e Conversas Com Versos.

 

 

Fique de seguida com a entrevista na integra realizada pelo Infocul a Eugénia Melo e Castro.

 

 

 

Como se sente ao ser considerada por muitos como a embaixatriz portuguesa por terras brasileiras?

 

Sinto-me bem, embora isso seja uma “fórmula” que foi encontrada para me definir de uma forma simplista e prática… na realidade eu sou uma cantora e compositora portuguesa que no começo dos anos 80 teve essa vontade de partilhar e compor com alguns músicos do Brasil e foi atrás dessa ideia…e nunca parei, ja lá vão 35 anos e mais de 20 discos de originais…

 

 

Que balanço faz destes 30 anos de carreira?

 

Balanço … mas não caio…

 

 

Teve oportunidade de partilhar palcos com ícones da musica brasileira. Como foram surgindo essas possibilidades?

 

Eu sempre fiz plano por plano, disco por disco, show por show, sou disciplinada e muito focada , estou até hoje cheia de planos para o presente e para o futuro, o resto é trabalho, muita vontade e muita atenção ao que me interessa e me faz feliz.

 

 

Como vê esta cada vez maior partilha musical entre artistas portugueses e brasileiros?

 

Acho natural e muito boa, temos algumas intenções musicais muito complementares, e essa sempre foi a minha ideia e a minha sensibilidade.

 

 

Sente que o seu trabalho é mais reconhecido no Brasil do que em Portugal?

 

São países com dimensões muitooooooooooo diferentes, é inútil querer comparar, a minha terra é Portugal, e lá sou uma cantora portuguesa, a atenção que recebo nos dois países é diferente sim, mas não sei explicar porquê, e isso não me condiciona o interesse e a acção, o meu caminho é sempre em frente. A análise deixo aos analistas…

 

 

Esta colecção discográfica do seu trabalho ficou disponível nas plataformas digitais no dia 13 de Maio, Dia de Fátima. É uma pessoa crente?

 

Foi coincidência, mas se isso vier por bem, hajam mais coincidências assim… completar e ter o meus discos todos nas plataformas digitais era urgente, é um arquivo vivo e dinâmico, impensável não ter o meu trabalho todo acessível a quem o quiser ouvir e ter.

 

 

Como analisa o actual momento da industria musical em Portugal?

 

Cada um por si e muitas dificuldades novas. Novos desafios. Produções mais bem cuidadas, imagens mais bem cuidadas, menos amarras nos estilos, menos medo, mais profissionalismo, e ao mesmo tempo muitos aliens… como sempre… os bons destacam-se sempre mais tarde ou mais cedo. Mas a maré está diferente, as diferenças não são óbvias nem simplistas. A indústria musical agora copia os modelos independentes, e isso é quase novo.

 

 

Está programado algum espectáculo cá em Portugal para breve?

 

Vou apelar para a Nossa Senhora de Fátima…já agora…

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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