Jean Douchet em Lisboa para comentar filmes de Eric Rohmer

Jean Douchet vem a Lisboa para comentar filmes de Eric Rohmer.

 

Quatro anos depois de uma memorável série de apresentações à volta de filmes de Jean Renoir, Jean Douchet regressa à Cinemateca para comentar a obra de Eric Rohmer, com quem teve relações pessoais e profissionais durante mais de meio século, além de muitas afinidades intelectuais, num conjunto de cinco sessões-conferência.

 

 

Jean Douchet é um dos nomes maiores da historiografia de cinema francesa e mundial, especialista do percurso da Nouvelle Vague e de vários grandes autores do cinema do século XX (Renoir, Hitchcock, Murnau ou Mizoguchi). Em relação à Nouvelle Vague,acompanhou de perto a vida e a carreira de todos aqueles que a fundaram a partir do trabalho da crítica na década de cinquenta, tendo-se mantido sempre muito próximo de Eric Rohmer, com quem colaborou desde cedo nas páginas da Gazette du Cinéma (em 1950, anteriormente à própria fundação dos Cahiers du Cinéma) e com quem manteve toda a vida laços de amizade.

 

 

O ciclo Histórias do Cinema decorre de 14 a 18 de Março. Em 2016 regressa à Cinemateca e à rubrica “HISTÓRIAS DO CINEMA”, na qual apresentou a obra de Jean Renoir em 2012. A sua escolha incidiu sobre um filme de cada uma das “séries” de obras realizadas por Rohmer: os “Seis Contos Morais”, as “Comédias e Provérbios” e os “Contos das Quatro Estações”, além de um dos filmes “atípicos” da fase final do realizador e de uma sessão inaugural em que, ao lado de um dos mais importantes filmes realizados por Rohmer nos anos sessenta para a televisão educativa (“LOUIS LUMIÈRE”), poderemos ver o seu episódio de “PARIS VU PAR”…, que Jean Douchet considera “o único filme-manifesto da Nouvelle Vague e o seu último filme enquanto movimento organizado”, e uma breve curta-metragem de Jean-Luc Godard, em homenagem a Rohmer.

 

 

Em rima com os cinco encontros com Jean Douchet à volta de Eric Rohmer nas sessões-conferência das “Histórias do Cinema”, a Cinemateca propõe 15 filmes que permitem fazer um variado percurso pela obra do mestre francês.

 

 

Tudo pode ser visto a partir do dia 14 de março.