José Gonçalez: “Não é um disco de Fado!”

Jose Goncalez e Vitorino - creditos_Hugo Moura

 

 

José Gonçalez é um homem e um artista capaz do que mais “Improvável” existe. Tem em si um olhar e postura misteriosa que ora cativa, ora nos deixa reticentes na busca desse mistério. O seu novo disco foi o principal motivo para uma conversa, que fluiu para outros caminhos que não apenas o do disco. Emoções e saberes, letras misteriosas e um infindável número de improbabilidades numa conversa com um homem que tem em si a responsabilidade em mais de sete ofícios! 

 

 

O disco conta com dez faixas e dez convidados, um por cada tema, respectivamente. “Bom…o disco…Não pensei nem nas letras nem nas músicas. O disco começou numa ideia que seria eu fazer um disco novo com letras minhas, para fados tradicionais. Portanto, a ideia era nessa linha. Não era um disco de duetos. Depois, quando tive a primeira reunião com a Sony, cresceu a ideia de avançar para um disco em que fosse tudo meu. Quando sai da Sony, decidi ligar para o Jorge Fernando, que é produtor e meu amigo, e já com a ideia na cabeça ‘então vamos avançar para isto de forma diferente’. Eu vou fazer as musicas e as letras e vou convidar amigos, muito mais que grandes artistas apesar de todos eles o serem, para participarem comigo neste disco. O Jorge colocou-se logo a meu lado, “grande ideia, estou contigo, vamos produzir isso”, diz-nos sobre o ponto de partida para este “Improvável”, acrescentando que “portanto o disco nasce disso, para ser um disco com letras minhas em fados tradicionais, com a formação normal de fado: guitarra, viola e baixo, depois decidimos passar para essa fase de letras e musicas minhas e convidando amigos”. 

 

 

Revelou-nos que “não estava nenhum tema feito antes, à excepção do tema da Cuca Roseta. Todos os temas foram feitos para cada um dos convidados, pensando neles, exactamente pensando naquilo que eles fazem na música, na sua música”. 

 Jose Goncalez - creditos_Hugo Moura

 

Ao ouvirmos este disco, sobre o qual assinei a critica aqui, percebemos que há uma grande generosidade de José Gonçalez, porque adapta o repertório e a construção dos temas aos seus convidados. O objectivo não é o brilho pessoal mas sim o brilho de todos, de um trabalho discográfico. “Foi esse o objectivo. O disco levou 10 meses a ser construído. E foi já durante as gravações, começámos a gravar em Fevereiro, ou seja, durante o próprio processo de gravação, eu fui fazendo temas. Quando comecei a gravar o disco, não tinha nem metade dos temas feitos. Porque se eu tinha letras para o projecto inicial, para este não cabiam ou não eram coerentes. Não estava na filosofia do projecto. Então, optei por ir construindo os temas, para cada convidado, construídos à medida que o próprio disco foi avançando. Fomos gravar os que estavam feitos e foi um processo que durou dez meses”, confidencia. 

 

 

E vai mais longe, “Bem observado. Se tu e quem o ouve não tivesse essa opinião, este era um projecto falhado. É um projecto construído por todos, é um projecto que reflecte a música do todo e de todos, e mal seria que este disco, com dez convidados, fosse um disco do José Gonçalez. Não é. Foi um projecto em que todos se envolveram, estamos a falar dos que cantaram, mas podemos falar também dos que tocaram: é um disco que tem imenso do Ângelo Freire que foi para estúdio connosco, que ouviu os temas, que criou as suas interpretações e introduções dentro do espirito do que cada tema pedia. Portanto é um disco de onze pessoas que interpretam, cantando ou tocando no caso do Júlio Resende, mas é muito mais que isso. É um disco de um grupo de pessoas que percebeu o caminho que queríamos seguir ou que estávamos a escolher, e em que todos se puseram ao caminho, ou nesse caminho, que queríamos seguir. Gostava ainda de deixar umas notas: sou um homem do fado, com enorme gosto e orgulho, toda a minha vida foi e é ligada e presa ao fado, a minha vida profissional é fado, mas este disco, e isso gostava que ficasse claro, este disco não é um disco de fado. Não haveria honestidade intelectual da minha parte se não o dissesse.  Desde o principio que assumo isso e quero que isso seja claro para toda a gente. Não quero que me venham acusar de que sou mais um que me estou a aproveitar ou usar do fado. Até porque se há coisa na minha vida que nunca fiz foi usar ou aproveitar-me do fado, bem pelo contrário, como te referi antes a minha vida é fado. Mesmo em termos profissionais, tenho muita responsabilidades a esse nível, portanto olho para o fado com o maior prazer e orgulho. Este disco é feito por gentes do fado, que é outra coisa, são músicos do fado, gente que canta fado, mas o único fado, se assim quiseres, porque é um fado puro e duro, é o tema que gravei com a Maria da Fé. Com guitarra, viola e baixo, é um fado tradicional, com uma letra que criei e que chamei “Fado Improvável”, e esse é fado. O resto do disco são canções que reflectem José Gonçalez e os seus convidados”. 

 

 

Feita uma apresentação do disco, passamos para algumas “notas soltas” relativamente ao mesmo. 

 

“Alentejo Um Ar de Festa” com Vitorino Salomé 

 

O single de apresentação deste disco é “Alentejo Um Ar de Festa” e conta com Vitorino em dueto com Gonçalez. Sobre este tema, diz-nos, “O Alentejo representa isso tudo e muito mais, como deves calcular. Eu sou um alentejano de Estremoz, que lá nasceu, que lá viveu, na maior parte da sua vida até hoje. E mau seria e é, quando renegamos as raízes, ou quando tentamos perfumar ou inebriar as outras pessoas, não dando a entender de onde viemos e o que somos. Eu acho que nos devemos entregar-nos por inteiro, devemos acreditar nas pessoas até prova em contrário, eu vivo muito do coração e da emoção, portanto eu estar a renegar esse Alentejo era estar a negar-me a mim próprio, passe a redundância. Este tema tem a nostalgia do Alentejo, tem o cheiro, tem o sabor, tem duas vozes do Alentejo, tem um ambiente de Alentejo, os próprios arranjos são Alentejo, o arranjo quer levar-nos para os ceifeiros e ceifeiras num campo a ceifarem num sol de Agosto… Tem o horizonte longe, tem a água, tem os pássaros, tem o trigo, os trigais, os campos, os montados, portanto tem tudo do Alentejo, e depois espero eu, tem a alma de dois alentejanos, que na minha opinião, conseguiram neste tema traduzir a alma desse Alentejo. É um tema que eu acho um encanto a mistura que ali se conseguiu, o arranjo do Jorge Fernando é genial, é um tema cheio de mistério, e portanto é para mim um orgulho, o disco está na rua à pouco tempo, mas estou já muito satisfeito com o resultado deste Alentejo e do disco”, quando por nós questionado sobre se este disco reflectia todas as emoções que o seu Alentejo lhe provoca. 

 

“Improvável”, um disco em que mostra o lado mais intimo do artista e também do homem. 

 

 

Enquanto ser humano e enquanto artista, podes dizer claramente. Até porque a partir do momento em que tu assumes escrever todas as letras e todas as músicas, tens que ter noção que te estás a expor, vais ficar transparente…ou então não és verdadeiro e o disco não é verdade. E eu como não consigo ser assim na minha vida, só consigo estar nas coisas de alma e coração, de e por verdade, portanto este disco só podia ser isso, e deixa-me muito mais transparente, deixa muito mais fácil às pessoas avaliarem quem eu sou, porque as palavras e os textos são meus, sejam eles de alegria ou tristeza. Mas concordo contigo, é de longe o meu melhor disco, é de longe o disco onde estou mais perto do que sou, é o disco em que estou mais perto da linha que tanto procurei, portanto é um disco de verdade e com verdade”. 

 

 

Poderá ser encarado como um disco demasiado mainstream ou pouco pessoal pela quantidade e estatuto dos convidados… 

 

Nem pensei nisso e nem tenho esse medo. Para já porque o egocentrismo não faz parte da minha forma de estar e de ser. Portanto esse lado estaria completamente resolvido, mesmo que alguns interpretes tenham mais protagonismo que eu.  Posso dizer-te que cada convidado gravou o tema por completo, à excepção dos Sangre Ibérico e Jorge Fernando, porque é uma ‘história de tu cá tu lá’. Todos os outros temas foram gravados na integra por cada um dos convidados, isso passou por mim e pelo Jorge Fernando, e depois fomos escolher o melhor de cada um. Não fomos escolher o pior ou onde eu fosse brilhar. Aquilo que eu quis, e ao ouvirem espero que as pessoas entendam, é que haja o melhor de cada convidado em cada gravação. Não me aflige nada que as pessoas achem que sou menos eu ou que por estarem tantos, estou mais dividido. Sou muito mais eu em cada tema que reflecte as minhas experiências, vivências, as musicas que gosto, a minha forma de estar, de ser, a minha forma de interpretar, e isso resulta muito melhor ao lado de outras pessoas onde tu pode cruzar essas coisas dessas pessoas. Não olho nem vejo o disco assim, mas se alguém olhar não me aflige nada”. 

 

 

Sangre Ibérico: a colaboração no tema deste disco, o management, e a paternidade que sente por estes “miúdos”… 

 

No fundo, este tema, neste projecto há aqui uma ambivalência de sentimentos e realidade. Eu sou um bocadinho responsável por aquilo que esta a acontecer aos Sangre Ibérico porque sou eu que os vejo na televisão e me lembro de desafiar uma série de amigos, ou chamar a atenção para estes rapazes e este projecto, depois também fui e tenho sido eu a acompanhá-los de alguma forma em termos de management, e portanto como deves calcular há aqui um duplo sentido: por um lado é um prazer tremendo tê-los no meu disco, porque são muito meus amigos, são família, fazem parte do muito restrito grupo de pessoas que mais chegadas me são. Por outro lado, estamos numa fase em que estamos a mostrá-los enquanto projecto individual, estamos a dá-los a conhecer, a mostrar que aqueles três miúdos saídos de um programa de televisão são cheios de talento, estamos também a trabalhar no disco deles nesta altura. Se por um lado eu gostaria muito que tivéssemos apostado mais no tema dos Sangre Ibérico, porque é um tema fortíssimo e sei de muita rádio onde o tema está a passar regularmente, por outro lado sinto que os posso e devo defender, porque sinto que pode não ser muito positivo estar a colá-los a mim ou eu a eles…É uma honra, um gosto e um prazer tê-los no disco e ter gravado com eles, são três artistas extraordinários, mas por outro lado estou preocupado em que se imponham a solo”, acrescentando que há uma postura de paternidade, “Há, claro que há. Eles vieram preencher um espaço… Eu tenho uma grande diferença etária relativamente a eles, cada um deles podia ser meu filho e há com eles e respectivas famílias uma relação de irmãos, pai e filho. Nem tenho problema nenhum em assumir isso”. 

 

Conta neste disco com uma das mais brilhantes vozes nacionais: Gonçalo Salgueiro. Desafio? 

 

Claro que sim, e até te posso dizer que na minha opinião, temos neste disco três das melhores vozes, se não o são andam lá perto, da geração deles: Gonçalo Salgueiro, FF e André Amaro dos Sangre Ibérico, são nesta geração dos 20 e tal anos, o Gonçalo um bocadinho mais, são para mim os três melhores cantores portugueses da actualidade. Sem nenhum esforço. Ter gente que canta desta maneira, além de ser motivador, deu-me também responsabilidade porque, acho que o disco reflecte isso, fui tentar perceber a forma deles interpretarem para que a coisa fizesse sentido. Estou completamente de acordo contigo, o tema do Gonçalo é mais um que tem um mistério incrível, ele é um cantor genial, acho que é dos temas que melhor resulta no disco, estou de acordo contigo, é dos temas que gosto mais, embora eu goste muito de todos os temas porque são tão diferentes, são todos tão pessoais, tão específicos, sui generis, peculiares, que de facto quando me fazem a pergunta sobre o que mais gosto eu não consigo responder”. 

 

Será que a escrita é o melhor veículo para conseguir expor as suas emoções…. 

 

 

Tenho duas respostas para ti: a primeira que o acto da escrita é um acto solitário e quando escrevo nem sequer estou a pensar se me estou a expor muito ou não, até porque se tiver essa ideia de inicio, o que vou escrever não é verdade e não fará sentido. Por outro lado, a escrita também tem que passar emoção, não é apenas quando se canta. A escrita tem que ter essa emoção que tu tens na tua vida. Há muito pouca gente que me conhece realmente. Há pouca gente que conhece mal esse lado mais emotivo, eu exponho-me mais do que aquilo que as pessoas pensam, faço-o no trato directo. Agora não o faço por sistema e em público. Sou até bastante reservado, mais do que aquilo que se possa imaginar. Portanto tento que as emoções e o meu lado pessoal e mais emotivo possa ser feito através da arte, se é que as pessoas entendem aquilo que faço como arte, e ai como arte verdadeira tem que ter emoção e ser verdadeira. Depois…no resto não. Não me dou muito, assumo que não sou um individuo muito extrovertido, se calhar as pessoas pensam o contrário, mas não sou mesmo. Portanto, vou vivendo nesta mistura entre aquilo que sei, que quero e que posso dar e que as pessoas esperam e mim e depois aquilo que eu guardo para mim, não o faço por qualquer motivo de egocentrismo, egoísmo ou mania, faço porque muitas vezes não me sinto à vontade com as pessoas e com o mundo para o fazer”. 

 

 

Produção de Jorge Fernando: Conforto ou Responsabilidade? 

 

 

Deu-me as duas coisas. Nós sentimo-nos confortáveis junto das pessoas que gostam de nós e de quem nós gostamos e em quem confiamos. Obviamente que me deu enorme conforto estar ao lado do Jorge, um amigo de uma vida pois conhecemo-nos à 30 anos, creio que em apenas um disco meu, não tive um tema dele… Por outro lado, podia existir algum desconforto se tivéssemos posições antagónicas, algo que não existiu, ou se eu não me revisse naquilo que ele queria fazer, e como existe essa relação de amizade, eu ficaria desconfortável para não o confrontar, mas felizmente isso não aconteceu. Eu por norma gosto muitíssimo do que o Jorge faz, para mim é indiscutivelmente o melhor nesta área em Portugal, e portanto não foi nada desconfortável, foi bastante confortável, e neste disco estivemos sempre de acordo”. 

 

 

 

Reacção à minha critica a dois temas deste disco, com Cuca Roseta e outro com José Cid, no artigo na qual apreciei “Improvável”. 

 

 

Primeiro começo por tirar-te o meu chapéu, pela tua coragem. Não apenas aqui na critica ao disco mas também em outras situações…Sabes que vivemos num mundo de feudos e onde há um engajamento e lobbies. Por um lado as pessoas têm medo de dizer o que pensam, o que acham e o que é verdade, porque sabem que isso lhes pode trazer algum problema a seguir, e por outro lado estão tão comprometidas com alguém ou alguma coisa, que depois têm medo de criticar ou dizer o que pensam. Começo por saudar a tua critica e coragem. Depois, dizer que num dos temas eu consigo perceber a critica, noutro não estarei de acordo contigo. No tema do José Cid entendo a critica, e em termos de letra e música é até dos que mais gosto. Penso que esta imagem de “quando eu olhar para trás quero sentir que sempre fui capaz de permitir que aqueles que de mim quiserem bem tiveram o melhor que pude dar, sabendo que eu recebi também o melhor que tinham para me dar”, acho que é das coisas mais bonitas. É no fundo chegares a uma altura da tua vida em que percebes e entendes que deves dar o melhor de ti às pessoas que quiseram o melhor de ti, e nisso acho que a letra é conseguida e gosto particularmente dela. E também gostava muito da letra e musica inicial. Vou contar-te este segredo… Esta música inicialmente era um reggae, este disco tem muitas influências e eu gosto muito de reggae, depois mandei a maquete para o José Cid e ele fez o arranjo que entendeu com os seus músicos e fez a base da música, tendo depois eu ido a Coimbra gravar a música com ele. Ele tornou a música menos reggae e mais balada. Depois, as pessoas devem olhar para este disco, porque se por um lado ele é todo produzido pelo Jorge Fernando, no tema do José Cid é produzido pelo próprio José Cid e não pelo Jorge Fernando. Todos os temas produzidos pelos Jorge apresentam uma abordagem mais moderna, contemporânea e actual, a abordagem do tema do José Cid eu diria que é um “tema à José Cid”, na linha dele, e portanto pode ser visto, como tu viste, como um tema mais distante do resto do disco, portanto entendo-te perfeitamente.

 

O tema da Cuca é onde de facto eu não estou de acordo contigo, para mim é um dos temas mais fortes do disco, é um temas que por exemplo a Antena 1 escolheu para ser o tema do disco. Vou contar-te a história do tema… É um tema que eu escrevi para a Ana Moura, era o único tema que estava feito e pedi ao Tozé Brito para fazer a música. Ele fez uma balada e a Ana chegou a gravar na maquete inicial para o disco dela, o “Moura”. Depois a produção do disco ela entendeu que o tema não fazia sentido naquele disco, eu fiquei com o tema e decidi fazer dele um samba e lembrei-me logo da Cuca e convidei-a para gravar comigo. Onde não concordo contigo, é que eu acho que este tema é à imagem da Cuca, da voz dela, da interpretação dela ou até do registo vocal da Cuca. E gosto mesmo muito do tema. Mas como te disse, fiquei muito feliz pela tua coragem, e em nada isso mexe na avaliação que tu fizeste, que é justíssima, e eu tenho que respeitar isso.

 

Convidados que poderiam estar neste disco.

 

Faltam dois. Inclusive eles até aceitaram logo na fase inicial do projecto, que é o António Zambujo e a Ana Moura. Mas depois não foi possível inclui-los por outros motivos. Mas não por motivos pessoais ou de amizade, como devem calcular.

 

 

Apresentação do disco no Casino Estoril.

 

Vai ser a 31 de Maio, quarta-feira, é bom que as pessoas entendam que culturalmente é o dia em que se consegue ter toda a gente, posso garantir, e gostava que passasses isso, vão estar os dez convidados do disco e todos os músicos que nele participaram. Vai ser a reprodução na integra do disco e vão acontecer três surpresas nesse dia.

 

“Improvável”, conta com as participações de: Cuca Roseta, FF, Filipa Cardoso, Gonçalo Salgueiro, Jorge Fernando, José Cid, Júlio Resende, Maria da Fé, Sangre Ibérico e Vitorino, além de José Gonçalez, com a produção a cargo de Jorge Fernando.

 

Fotografias: Hugo Moura

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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