Matosinhos: Prolongamento da exposição Discos Orfeu

orfeu_convite_prolongamento

 

A exposição Discos Orfeu vai ser prolongada para mais dois meses e meio. Este prolongamento vai acontecer devido à excelente receptividade desta exposição, que conta a história desta mítica editora discográfica do Porto, que está patente na Casa do Design de Matosinhos.

 

 

Com a curadoria de José Bártolo, a exposição inclui as capas de alguns dos mais icónicos discos da música portuguesa e ainda material documental (gráfico, fonográfico e vídeo), algum dele inédito, do primeiro contrato de José Afonso com a Orfeu aos originais da Arte Final da capa do disco “Coro dos Tribunais”.

 

 

“Discos Orfeu – Imagens, Palavras, Sons (1956-1983)” é, refira-se, a primeira grande exposição dedicada à histórica editora, a qual chegou a gravar um disco por semana, tendo sido responsável pelo lançamento de um grande número de novos músicos e por sucessos como “Grandola Vila Morena”, “Traz Outro Amigo também” (1970) ou “Cantigas do Maio” (1971). Os incontornáveis discos “Pano-Cru” (1978) e “Campolide” (1979), de Sérgio Godinho, ou “10.000 anos depois entre Vénus e Marte” (1978), de José Cid, têm selo Orfeu, tal como discos marcantes de artistas tão distintos como Fausto, Conjunto António Mafra, Luís Cília, Titãs, Janita Salomé, Pop Five Music Incorporated, Adriano Correia de Oliveira ou Conjunto Maria Albertina, numa inquestionável demonstração de uma enorme diversidade cultural.

 

 

Tendo iniciado a sua atividade com a edição fonográfica em disco de vinil de grandes vultos da literatura portuguesa, como Miguel Torga, José Régio, Eugénio de Andrade, José Rodrigues Miguéis ou Sophia de Mello Breyner, em discos cujas capas o pintor Moreira Azevedo marcou pela sua modernidade, a Orfeu afirmou também uma identidade diferenciada ao nível do seu catálogo musical, inovador e diversificado, justificando a divisa que durante muito tempo ostentou: “Disco é Cultura”.

 

 

A exposição estrutura-se em cinco núcleos principais: No início era o verbo (1956-1959); Trovas do Vento que passa (1960-1967); Vozes da Revolução (1968-1975); Entre Vénus e Marte (1976-1979); O fim da aventura (1980-1983).

 

 

Esta exposição foi inaugurada a 04 de Maio e já recebeu a visita de alguns nomes emblemáticos da música portuguesa que marcou as décadas de 1960 e 1970, de José Cid a Tozé Brito, passando por Fausto ou Quim Barreiros. 

 

 

“Discos Orfeu – Imagens, Palavras, Sons (1956-1983)” poderá ser vista até ao dia 02 de Setembro.