Ritchaz Cabral traz o calor de Cabo Verde em “Kabalindali”

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Kabalindali” é o novo single de Ritchaz Cabral. O músico luso-cabo-verdiano traz um tema caloroso e bamboleante, mergulhado nos sons típicos de Cabo Verde e que pretende alertar consciências para a necessidade de combater a tirania e a corrupção humana. Este tema é o cartão-de-visita do primeiro EP a solo do músico, “Mal Famadu”, que estará disponível digitalmente a partir do próximo mês de Fevereiro com o selo da Music For All. 

 

 

Ricardo Cabral é o nome artístico de Ritchaz Cabral. O músico nasceu em Lisboa em 1988, filho de pais imigrantes. Neste trabalho são homenageadas as suas raízes.

 

 

Com apenas 13 anos, começa a dar os seus primeiros passos na música. O passaporte para aquilo que, anos mais tarde, se transformaria na sua vida profissional foi um velho gravador de cassetes, propriedade do seu progenitor, e um microfone inventado e construído pelo próprio utilizando pequenas colunas modificadas. Na altura, cantava letras conhecidas de autores cabo-verdianos e gravava brincadeiras com as irmãs e amigos. 

 

 

Entre 2003 e 2012, fez parte da dupla Ritchaz & Keky que se apresentava com uma sonoridade mestiça onde o Kuduro se encontrava com a Kizomba e onde o Techno e o Reggae se fundiam com o Funaná e o Hip-Hop, num autêntico caldeirão de influências e sonoridades. A partir de 2007, a dupla trabalhou com a agência cultural Filho Único (Lisboa), com quem tiveram atuações regulares dentro e fora do país e através da qual participaram na coletânea de CD’s” Novos Talentos da Fnac” e da “Antena 3” (2008). 

 

 

Em 2011, e nos dois anos que se seguiram, Ritchaz integrou a banda de Reggae Luso United, sediada na Amadora, assumindo-se como teclista. Paralelamente, o artista envolve-se em diferentes projectos ligados à música. Foi co-criador do Estúdio SomGráfico (estúdio de música comunitário), no bairro Outurela (Oeiras), juntamente com outros amigos e músicos; deu aulas de viola na escola básica local; e fez a co-produção e o lançamento do álbum musical independente “Proghetto”, que contou com a presença de vários artistas.

 

 

Em 2012, o artista junta-se ao grupo Raboita como vocalista, guitarrista e baixista. É nesta altura que passa a ter mais contacto com a música tradicional de Cabo Verde, adicionando ao seu leque de sonoridades as Mornas, Batukus, Funanás, Coladeiras e Mazurcas. 

 

 

Dois anos depois, em 2014, decidiu apostar numa carreira a solo e gravar o seu primeiro EP. Neste trabalho são bem audíveis as suas raízes cabo-verdianas através dos Funanás lentos, dos Batuques com letras que retratam a simplicidade da vida e os valores do amor e respeito assim como os temas de cariz social.

 

 

Em simultâneo à sua carreira a solo, o grupo Skopeofonia, um projeto de investigação académica em Etnomusicologia, da Universidade de Aveiro com a Fundação para a Ciência e Tecnologia, que tem recolhido e analisado as práticas musicais no bairro da Cova da Moura, na Amadora.