{"id":25883,"date":"2017-06-20T10:24:52","date_gmt":"2017-06-20T10:24:52","guid":{"rendered":"http:\/\/infocul.pt\/?p=25883"},"modified":"2017-06-21T14:49:45","modified_gmt":"2017-06-21T14:49:45","slug":"jose-antonio-falcao-o-terras-sem-sombra-comeca-conseguir-fazer-valer-sua-identidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/cultura\/jose-antonio-falcao-o-terras-sem-sombra-comeca-conseguir-fazer-valer-sua-identidade\/","title":{"rendered":"Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Falc\u00e3o: &#8220;O Terras Sem Sombra come\u00e7a a conseguir fazer valer a sua identidade&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-25895 size-full lazyload\" data-src=\"http:\/\/infocul.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSconcertoBeja-2569.jpg\" alt=\"TSSconcertoBeja-2569\" width=\"1800\" height=\"1200\" data-srcset=\"https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSconcertoBeja-2569.jpg 1800w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSconcertoBeja-2569-300x200.jpg 300w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSconcertoBeja-2569-768x512.jpg 768w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSconcertoBeja-2569-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSconcertoBeja-2569-272x182.jpg 272w\" data-sizes=\"(max-width: 1800px) 100vw, 1800px\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 1800px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1800\/1200;\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">O Festival Terras sem Sombra encerrou a sua 13\u00aa edi\u00e7\u00e3o em Beja, mas j\u00e1 est\u00e1 a planear a 14\u00aa edi\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m a 15\u00aa. Numa entrevista de balan\u00e7o mas tamb\u00e9m de previs\u00e3o para as edi\u00e7\u00f5es futuras, Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Falc\u00e3o \u00e9 um director-geral feliz com o percurso do festival.<\/span><!--more--><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">Jos\u00e9 Ant\u00f3nio, a d\u00e9cima terceira edi\u00e7\u00e3o do Terras Sem Sombra chegou ao fim. Quer dizer, ainda vai haver a entrega dos pr\u00e9mios mas em termos de espect\u00e1culo, biodiversidade e visita ao patrim\u00f3nio terminou. Qual \u00e9 o balan\u00e7o final desta edi\u00e7\u00e3o?<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">Penso que h\u00e1 um salto qualitativo tanto do ponto de vista art\u00edstico como do ponto de vista cultural e ambiental. E sobretudo e creio que o Terras Sem Sombra come\u00e7a a conseguir fazer valer a sua identidade. Ele \u00e9 um festival que est\u00e1 claramente vocacionado para a m\u00fasica sacra, para a m\u00fasica religiosa que talvez ainda \u00e9 mais ampla que a m\u00fasica sacra mas n\u00e3o enjeita uma interac\u00e7\u00e3o com, no fundo, os grandes reptos art\u00edsticos no mundo de hoje e um deles \u00e9 claramente o cante. O cante esteve presente j\u00e1 na edi\u00e7\u00e3o anterior, refor\u00e7ou a sua presen\u00e7a agora e eu penso que tem sido um bom embaixador do espirito do Terras e ao mesmo tempo o Terras tem sido um bom parceiro para, se quisermos, uma redescoberta do Cante. Al\u00e9m disso, a aposta na qualidade mant\u00e9m-se e se quisermos tamb\u00e9m a procura de uma escala pr\u00f3pria. Ou seja, o Terras n\u00e3o \u00e9 um grande festival, n\u00e3o \u00e9 um festival de multid\u00f5es. \u00c9 um festival que tem caracter\u00edsticas muito pr\u00f3prias, que tamb\u00e9m tem que ser repensadas e acauteladas.<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">Relativamente ao Cante. O Cante teve presente nas duas apresenta\u00e7\u00f5es, tanto em Serpa como em Espanha. Teve agora este t\u00e9rmino aqui presente. Contudo, na programa\u00e7\u00e3o, ou seja, nos concertos, o Cante n\u00e3o marcou presen\u00e7a. A quest\u00e3o que eu lhe fa\u00e7o, novamente e posso parecer repetitivo, \u00e9&#8230;h\u00e1 possibilidade de o Cante vir a integrar um dos Concertos do Terras Sem Sombra?<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">Creio que sim. Sem d\u00favida e sobretudo agora que o Cante est\u00e1 a conseguir encontrar tamb\u00e9m de alguma maneira a sua etapa cl\u00e1ssica, justifica-se j\u00e1 apresenta-lo \u00e0 luz desta perspectiva precisamente de uma reflex\u00e3o alargada sobre o papel da m\u00fasica religiosa na sociedade. O Cante, para mim, tem claramente uma origem lit\u00fargica e soube manter-se fiel tamb\u00e9m a esta voca\u00e7\u00e3o. H\u00e1 evidentemente muitas variantes, muitas designa\u00e7\u00f5es que os peritos tem escrito e at\u00e9 debatido muito esta quest\u00e3o mas n\u00e3o h\u00e1 duvida que o Cante reflecte muito bem a matriz do patrim\u00f3nio religioso do Alentejo.<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-25884 size-full lazyload\" data-src=\"http:\/\/infocul.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSBio-2670.jpg\" alt=\"TSSBio-2670\" width=\"1800\" height=\"1200\" data-srcset=\"https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSBio-2670.jpg 1800w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSBio-2670-300x200.jpg 300w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSBio-2670-768x512.jpg 768w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSBio-2670-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSBio-2670-272x182.jpg 272w\" data-sizes=\"(max-width: 1800px) 100vw, 1800px\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 1800px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1800\/1200;\" \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">Relativamente a este festival e fal\u00e1mos disso de uma forma informal mas pergunto j\u00e1 de uma forma mais formal, o Terras Sem Sombra \u00e9 um festival e tem lan\u00e7ado dentro da m\u00fasica cl\u00e1ssica\/erudita\/ religiosa alguns nomes para a ribalta. Aconteceu disso ao longo de 13 edi\u00e7\u00f5es. Relativamente ao Cante, n\u00e3o acha que poderia tamb\u00e9m ter esse papel, como por exemplo a cria\u00e7\u00e3o de uma primeira parte de um Grupo Coral de cada localidade que o terras passa?<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">N\u00f3s temos que ter aqui um grande respeito pela din\u00e2mica pr\u00f3pria do Cante. O Cante tem as suas especificidades, tem j\u00e1 todo um trabalho realizado ao longo de d\u00e9cadas e que tem polos e n\u00facleos de excel\u00eancia e ficar-nos-ia muito mal agora querer de alguma maneira impor conceitos diferentes neste dom\u00ednio. Acho que aqui h\u00e1 um grande respeito e temos sentido tamb\u00e9m da parte de, digamos, dos principais agentes do Cante esse respeito m\u00fatuo. Portanto, para n\u00f3s h\u00e1 aqui uma&#8230;como \u00e9 que eu lhe diria?!&#8230;H\u00e1 aqui uma colabora\u00e7\u00e3o que deve respeitar uma determinada l\u00f3gica. Agora n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que mais cedo ou mais tarde o Cante vai ter que ter uma dimens\u00e3o profissional. Ou seja, vamos ter que ter alguns int\u00e9rpretes e como acontece com outro qualquer g\u00e9nero musical ou mesmo com qualquer outra tradi\u00e7\u00e3o art\u00edstica de raiz mais vern\u00e1cula, de raiz mais tradicional, n\u00f3s temos que ter a pr\u00e1tica, digamos colectiva, volunt\u00e1ria, comunit\u00e1ria mas depois sobretudo quando pensamos numa dimens\u00e3o de internacionaliza\u00e7\u00e3o tem que haver tamb\u00e9m aqui, isto \u00e9 um assunto muito debatido e certamente pol\u00e9mico, tem que haver depois alguns int\u00e9rpretes que tenham aquela disponibilidade e tenham aquela&#8230;eu assumiria mesmo isto&#8230;aquela performance j\u00e1 que lhe permita de alguma maneira uma itiner\u00e2ncia programada com tempo.<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">Relativamente a parte musical e para terminarmos a parte musical do Terras, porque o Terras est\u00e1 dividido em tr\u00eas. H\u00e1 uma analise que eu fa\u00e7o&#8230;posso estar errado e se for caso disso corrija-me. Eu acho que o Terras foi evoluindo nesta edi\u00e7\u00e3o ao longo dos concertos. Ontem, por exemplo, estava um calor muito grande na Catedral de Beja. Havia muitos focos de luz sob os artistas e percebia-se que eles estavam cheios de calor mas tamb\u00e9m era necess\u00e1rio para eles terem as partituras e eles conseguiram-se adaptar muito bem. Para si, na sua opini\u00e3o, qual \u00e9 que foi o melhor concerto, o melhor espect\u00e1culo, desta edi\u00e7\u00e3o?<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00c9 assim\u2026 Eu s\u00f3 lhe posso dizer isto a partir da minha pr\u00f3pria sensibilidade. Portanto. Eu n\u00e3o tenho uma forma\u00e7\u00e3o art\u00edstica que me permita ter uma opini\u00e3o mas tecnicamente fundamentada porque no fundo sou mais um expectador no meio dos espectadores. Eu tocou-me de uma maneira muito, muito pr\u00f3xima o quarteto Brentano. Porque, digamos, as obras escolhidas, a forma como elas foram interpretadas e depois uma coisa que eu achei verdadeiramente not\u00e1vel que foi a articula\u00e7\u00e3o como grupo. N\u00f3s n\u00e3o t\u00ednhamos quatro m\u00fasicos em palco, nos t\u00ednhamos um organismo vivo em palco constitu\u00eddo por 4 m\u00fasicos e isso para mim foi uma experi\u00eancia muito marcante. Agora eu tenho que dizer que como crist\u00e3o este concerto dedicado a Bach tocou-me muito particularmente. O ano de 2017 foi um ano particularmente dif\u00edcil em v\u00e1rias circunst\u00e2ncias. Para o Terras sem Sombra, para o patrim\u00f3nio do Alentejo e para mim tamb\u00e9m pessoalmente. Perdi uma pessoa de fam\u00edlia muito pr\u00f3xima a qual eu tinha uma liga\u00e7\u00e3o muito forte e foi tamb\u00e9m um grande entusiasta de todo este trabalho feito durante d\u00e9cadas.<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">E que aconteceu quase agora no t\u00e9rmino\u2026<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">E aconteceu quase agora no t\u00e9rmino da edi\u00e7\u00e3o. E portanto aquele concerto deu-me&#8230;acho que a musica tamb\u00e9m tem esse poder, tem um poder de catarse, tem um poder de nos transportar um bocadinho para fora de as vezes o quotidiano que nos oprime, nos magoa. Para mim foi um concerto muito marcante. Al\u00e9m disso eu sou um grande apreciador do trabalho de Michel Corboz e eu acho que o mestre Corboz est\u00e1 aos seus 83 anos verdadeiramente no apogeu porque junta a perfei\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica absoluta, junta depois uma interpreta\u00e7\u00e3o sentimental at\u00e1 \u00e1s vezes muito pessoal que realmente mostra um Bach diferente da aquele que n\u00f3s estamos habituados. Estamos habituados a um Bach muito formal, muito perfeito, ontem tivemos essa perfei\u00e7\u00e3o e tivemos mais do que isso.<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-25885 size-full lazyload\" data-src=\"http:\/\/infocul.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSBio-2672.jpg\" alt=\"TSSBio-2672\" width=\"1800\" height=\"1200\" data-srcset=\"https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSBio-2672.jpg 1800w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSBio-2672-300x200.jpg 300w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSBio-2672-768x512.jpg 768w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSBio-2672-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSBio-2672-272x182.jpg 272w\" data-sizes=\"(max-width: 1800px) 100vw, 1800px\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 1800px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1800\/1200;\" \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">Houve uma grande novidade nesta edi\u00e7\u00e3o que foram as visitas ao patrim\u00f3nio hist\u00f3rico e essas visitas ao patrim\u00f3nio hist\u00f3rico acabam por ser uma inova\u00e7\u00e3o no Terras Sem Sombra. O Terras vai-se renovando. Qual \u00e9 o balan\u00e7o que faz dessas visitas ao patrim\u00f3nio e pergunto-lhe se tamb\u00e9m houve alguma adapta\u00e7\u00e3o sua. Isto porque no in\u00edcio havia visitas que eram muito longas, e portanto cansativas tendo em conta que t\u00ednhamos um p\u00fablico muito idoso. Houve alguma adapta\u00e7\u00e3o sua? N\u00e3o houve? E que balan\u00e7o faz de todas as visitas ao patrim\u00f3nio?<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">Eu creio que uma grande surpresa para n\u00f3s na edi\u00e7\u00e3o deste ano, foi realmente a enorme ades\u00e3o. Foi uma ades\u00e3o insuspeitada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s visitas realizadas ao patrim\u00f3nio hist\u00f3rico-cultural dos centros das nossas cidades e vilas. Realmente n\u00e3o esper\u00e1vamos que houvesse tanta gente e que realmente as pessoas considerassem isto como um acto natural do festival porque sab\u00edamos que havia nichos que naturalmente se interessariam mas nunca pensamos que todos os espectadores praticamente, ou todos os participantes da biodiversidade tamb\u00e9m aderissem \u00e0 vertente cultural ou patrimonial do festival. Claro que nos tivemos que adaptar. No inicio come\u00e7\u00e1mos por ser muito formais, quisemos dar uma perspectiva muito gen\u00e9rica. Depois percebemos que o que era verdadeiramente interessante era mostrar o que habitualmente n\u00e3o se visita. Isto tinha um grande poder tamb\u00e9m de interesse ou de atractividade junto das popula\u00e7\u00f5es locais porque entramos em s\u00edtios que habitualmente n\u00e3o era poss\u00edvel entra-se. Dou-lhe s\u00f3 dois exemplos: casas senhoriais ou por exemplo um quartel operacional, neste caso um comando operacional, da Guarda Nacional Republicana.<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-25886 size-full lazyload\" data-src=\"http:\/\/infocul.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSBio-2693.jpg\" alt=\"TSSBio-2693\" width=\"1800\" height=\"1200\" data-srcset=\"https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSBio-2693.jpg 1800w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSBio-2693-300x200.jpg 300w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSBio-2693-768x512.jpg 768w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSBio-2693-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSBio-2693-272x182.jpg 272w\" data-sizes=\"(max-width: 1800px) 100vw, 1800px\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 1800px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1800\/1200;\" \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">H\u00e1 uma situa\u00e7\u00e3o que se mant\u00e9m que \u00e9 as visitas de biodiversidade. As visitas de biodiversidade que na minha opini\u00e3o permitem a visita ao Alentejo profundo, ao Alentejo n\u00e3o conhecido. Experi\u00eancias complementarmente arrebatadoras, desde a paisagem natural a hist\u00f3rias que nunca ou muitas pessoas n\u00e3o saberiam. A Biodiversidade \u00e9 claramente um ponto ganho desta edi\u00e7\u00e3o do Terras Sem Sombra?<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00c9, perd\u00e3o um?&#8230;<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">Um ponto ganho deste Terras Sem Sombra.<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong><em><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">Um ponto?&#8230;<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">Um ponto ganho por tudo aquilo que ensina.<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">Sim. A nossa liga\u00e7\u00e3o \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o da natureza surgiu sobretudo de um espirito de miss\u00e3o e tamb\u00e9m de uma convic\u00e7\u00e3o profunda que t\u00ednhamos que talvez M\u00e1rio Ruivo tenha expressado da melhor maneira numa frase, eu podia dar-lhe aqui uma teoria muito elaborada do que foi aquela frase que \u00e9 &#8216;A cultura \u00e9 a natureza e a natureza \u00e9 a cultura&#8217;. N\u00e3o s\u00e3o coisas distintas, s\u00e3o duas faces de uma mesma realidade e todos n\u00f3s acabamos por viver muito separados da natureza e a natureza neste momento na nossa regi\u00e3o precisa de alguns nichos de biodiversidade claramente de maior investimento e sobretudo de uma maior sensibilidade da sociedade, que a sociedade tradicional tinha, ela tinha pr\u00e1ticas, no fundo havia uma interac\u00e7\u00e3o natural do homem e da biodiversidade que se perdeu. Perdeu-se nas \u00faltimas d\u00e9cadas. N\u00e3o foi s\u00f3 a agro-ind\u00fastria. Foi tamb\u00e9m a nossa maneira de encarar a natureza como uma coisa um pouco distante de n\u00f3s. N\u00f3s somos natureza, mais do que qualquer outra coisa. Somos mais natureza do que Cultura. Esse sentido de miss\u00e3o, n\u00f3s achamos que \u00edamos dar de alguma maneira o nosso contributo para um mundo melhor, acabou por se virar contra n\u00f3s porque o que aconteceu foi que a natureza nos ajudou a tornarmos o festival mais profundo e interessante . Portanto houve aqui um ganho evidente. Sentimos que se pode ir mais longe. Neste momento o grande desafio \u00e9 das novas gera\u00e7\u00f5es assistir a um envelhecimento de p\u00fablicos. O publico de \u00f3pera, o p\u00fablico da musica sinf\u00f3nica tradicional\u2026 O risco que se corre aqui e que que pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es, pelo menos no nosso pais, fiquem um pouco amputadas dessas experi\u00eancias que eu penso que fazem parte de um crescimento global de qualquer um individuo numa sociedade de primeiro mundo, n\u00e3o \u00e9, portanto tentamos agora fazer um esfor\u00e7o este ano para que os pr\u00f3ximos anos dediquem uma aten\u00e7\u00e3o maior aos novos p\u00fablicos. Somos bem-sucedidos porque o p\u00fablico do Terras sem Sombra \u00e9 um publico heterog\u00e9neo. Ele n\u00e3o \u00e9 muito&#8230;etariamente n\u00e3o \u00e9 muito situado, h\u00e1 gente de basicamente todas as idades. Portanto com uma distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica interessante. Agora notamos que<\/span><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0 <\/span><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">faz falta aqui uma maior aposta na pedagogia musical e n\u00f3s sabemos bem, enfim, somos de gera\u00e7\u00f5es diferentes mas sabemos bem a diferen\u00e7a que faz no desenvolvimento do individuo ter ou n\u00e3o ter acesso, por exemplo, a informa\u00e7\u00e3o musical alargada.<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-25887 size-full lazyload\" data-src=\"http:\/\/infocul.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2404.jpg\" alt=\"TSSVHBeja-2404\" width=\"1800\" height=\"1200\" data-srcset=\"https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2404.jpg 1800w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2404-300x200.jpg 300w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2404-768x512.jpg 768w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2404-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2404-272x182.jpg 272w\" data-sizes=\"(max-width: 1800px) 100vw, 1800px\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 1800px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1800\/1200;\" \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">Fala dos novos p\u00fablicos. Eu<\/span><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0 <\/span><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">vou fazer aqui uma ponte para a imprensa. Falamos tamb\u00e9m recentemente e de forma informal que o Terras sem Sombra est\u00e1 cada vez a dar mais destaque aos \u00f3rg\u00e3os, \u00e0s novas formas de comunica\u00e7\u00e3o, principalmente \u00e0 imprensa online. Acaba tamb\u00e9m por ser uma forma de voc\u00eas chegarem mais rapidamente as gera\u00e7\u00f5es mais novas? N\u00e3o esquecendo os \u00f3rg\u00e3os tradicionais.<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">Eu penso que \u00e9 sobretudo uma forma de trazemos ate n\u00f3s pessoas que tem uma vis\u00e3o mais completa e mais interessante da realidade musical. Eu penso que se quebrou muito aquela ideia de uma cr\u00edtica muito formal, muito atenta a determinados aspectos. Hoje, a cr\u00edtica tamb\u00e9m tem a ver com a empatia com os projectos e com uma certa capacidade de vestir a pele daquilo que est\u00e1 a acontecer. Este n\u00e3o \u00e9 um festival muito neutro. Este festival tem alguns objectivos. Objectivos que ali\u00e1s s\u00e3o perfeitamente assumidos. Um deles e desde logo ser o rosto de uma regi\u00e3o. N\u00f3s sentimos muito que esta mensagem se adapta muito ao tipo de nova comunica\u00e7\u00e3o, por v\u00e1rias circunst\u00e2ncias. Porque \u00e9 mais descomprometida, porque tem mais espa\u00e7o, porque \u00e9 mais informada. Ou seja, n\u00e3o est\u00e1 atenta s\u00f3 digamos \u00e0 dimens\u00e3o puramente art\u00edstica ou est\u00e9tica da m\u00fasica mas olha para o enquadramento, valoriza o enquadramento. E finalmente porque na minha opini\u00e3o \u00e9 muito mais, como eu hei-de dizer&#8230;elegante. Tem uma eleg\u00e2ncia diferente. Se calhar \u00e9 mais moderna, n\u00e3o sei. Eu ai tenho dificuldade. N\u00e3o sou um perito em media para dizer isso.<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-25888 size-full lazyload\" data-src=\"http:\/\/infocul.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2406.jpg\" alt=\"TSSVHBeja-2406\" width=\"1800\" height=\"1200\" data-srcset=\"https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2406.jpg 1800w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2406-300x200.jpg 300w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2406-768x512.jpg 768w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2406-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2406-272x182.jpg 272w\" data-sizes=\"(max-width: 1800px) 100vw, 1800px\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 1800px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1800\/1200;\" \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">Relativamente ao Terras Sem Sombra, este ano h\u00e1 a extin\u00e7\u00e3o do departamento cultural da Diocese de Beja. A diocese de Beja tem estado desde sempre ligada ao Terras Sem Sombra. Em algum momento essa extin\u00e7\u00e3o colocou em risco a perman\u00eancia do festival? E com isto fa\u00e7o lhe j\u00e1 uma segunda pergunta que \u00e9, vamos ter edi\u00e7\u00e3o de 2018 do Terras sem Sombra?<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">A extin\u00e7\u00e3o do departamento do patrim\u00f3nio, de alguma maneira. n\u00e3o beliscou o Terras Sem Sombra porque foi logo assumido por quem tomou a decis\u00e3o de extinguir, foi o Bispo de Beja, queo Terras Sem Sombra n\u00e3o estava em causa e devia ser continuado mas na realidade h\u00e1 aqui um problema e o problema \u00e9 isto: \u00c9 que o Terras Sem Sombra surgiu para trazer mais aten\u00e7\u00e3o para salvaguardar e valorizar o patrim\u00f3nio religioso e portanto, no fundo, h\u00e1 aqui uma dificuldade se quisermos ontol\u00f3gica. O que acontece \u00e9 o seguinte\u2026 Quem \u00e9 que vai cuidar desse patrim\u00f3nio religioso? \u00c9 essa a d\u00favida. Em rela\u00e7\u00e3o ao Terras de 2018 ele claramente vai existir. J\u00e1 est\u00e1 desenhado. Portanto, o programa est\u00e1 tra\u00e7ado. Neste momento estamos a fazer pequenos ajustes j\u00e1 e mais, estamos a trabalhar no de 2019 at\u00e9 porque um festival com estas caracter\u00edsticas prepara-se sempre com muita anteced\u00eancia porque os artistas tem compromissos e agenda. Se me pergunta a minha opini\u00e3o pessoal, eu estou muito angustiado com o futuro do patrim\u00f3nio religioso no Alentejo.<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-25890 size-full lazyload\" data-src=\"http:\/\/infocul.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2423.jpg\" alt=\"TSSVHBeja-2423\" width=\"1800\" height=\"1200\" data-srcset=\"https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2423.jpg 1800w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2423-300x200.jpg 300w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2423-768x512.jpg 768w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2423-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2423-272x182.jpg 272w\" data-sizes=\"(max-width: 1800px) 100vw, 1800px\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 1800px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1800\/1200;\" \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">Relativamente ao Terras, j\u00e1\u00a0h\u00e1 defini\u00e7\u00e3o do pais convidado de 2018?<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">J\u00e1 existe essa defini\u00e7\u00e3o, eu n\u00e3o a posso anunciar agora porque estamos a ultimar acordos. J\u00e1 est\u00e1 definido, j\u00e1 existe uma planifica\u00e7\u00e3o, uma calendariza\u00e7\u00e3o. Neste momento houve outros munic\u00edpios que manifestaram abertura. E mais. O Terras tem vindo a abrir-se a territ\u00f3rios. Territ\u00f3rios que no fundo tem a ver com outras regi\u00f5es do Alentejo e manifestaram o interesse tamb\u00e9m em participar. Portanto estamos a avaliar tudo isso e a desenhar no fundo o plano mas as grandes decis\u00f5es j\u00e1 est\u00e3o tomadas em rela\u00e7\u00e3o ao que vamos apresentar no pr\u00f3ximo ano, qual \u00e9 a linha tem\u00e1tica porque,<\/span><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0 <\/span><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">enfim, o Terras tem sempre um conte\u00fado, n\u00e3o \u00e9?&#8230;<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-25891 size-full lazyload\" data-src=\"http:\/\/infocul.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2424.jpg\" alt=\"TSSVHBeja-2424\" width=\"1800\" height=\"1200\" data-srcset=\"https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2424.jpg 1800w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2424-300x200.jpg 300w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2424-768x512.jpg 768w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2424-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2424-272x182.jpg 272w\" data-sizes=\"(max-width: 1800px) 100vw, 1800px\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 1800px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1800\/1200;\" \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">A Directora executiva do Terras Sem Sombra na apresenta\u00e7\u00e3o desta edi\u00e7\u00e3o falava-me num sonho chamado Terras Sem Sombra Kids. No pr\u00f3ximo ano j\u00e1 vamos ter esse Terras Sem Sombra Kids?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">Estamos a trabalhar nisso precisamente. Ou seja, \u00e9 uma das coisas que queremos consolidar para o pr\u00f3ximo ano pensando na consolida\u00e7\u00e3o dos novos p\u00fablicos.<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">Como director geral, o que acha que ainda pode ser melhorado num festival que vai para a d\u00e9cima quarta edi\u00e7\u00e3o?<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">H\u00e1 certamente muitas coisas que temos que repensar e melhorar. Um festival \u00e9 um ser vivo que est\u00e1 em constante evolu\u00e7\u00e3o e portanto se adapta \u00e0 etologia do meio. H\u00e1 uma coisa que eu pessoalmente n\u00e3o tenho d\u00favidas. Temos uma identidade e nos devemos manter fieis a ela, temos uma escala e tamb\u00e9m nos devemos manter fieis a essa escala.<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-25893 size-full lazyload\" data-src=\"http:\/\/infocul.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2467.jpg\" alt=\"TSSVHBeja-2467\" width=\"1800\" height=\"1200\" data-srcset=\"https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2467.jpg 1800w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2467-300x200.jpg 300w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2467-768x512.jpg 768w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2467-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2467-272x182.jpg 272w\" data-sizes=\"(max-width: 1800px) 100vw, 1800px\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 1800px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1800\/1200;\" \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">Para terminar e \u00e9 mesmo a \u00faltima pergunta, o director art\u00edstico marca claramente a diferen\u00e7a na minha opini\u00e3o neste festival Terras Sem Sombra. Sente que o carisma, a import\u00e2ncia, o percurso, a hist\u00f3ria deste art\u00edstico \u00e9 claramente uma grande vantagem para o Festival Terras Sem Sombra?<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">Eu creio que sim. Ou seja, sem d\u00favida que estamos muito gratos e relembramos sempre tamb\u00e9m com gratid\u00e3o os dois anteriores directores que em circunst\u00e2ncias diferentes fizeram tamb\u00e9m um trabalho not\u00e1vel. Sendo de assinalar, creio eu, nesta perspectiva que o Terras pelo menos tem sido muito reconhecido pela critica nacional e internacional nesse aspecto. Est\u00e1 situado entre os festivais que apontam novas tend\u00eancias. Portanto, costuma-se dizer que no campo dos festivais existem 3 segmentos: os que funcionam como um carro vassoura e recolhem os louros cozinhados por outros e portanto depois conseguem ter uma programa\u00e7\u00e3o muito interessante mas quer dizer, apanharam o contributo de outras iniciativas; depois temos aqueles festivais que s\u00e3o festivais mais convencionais, basicamente tem um grande livro de cheques, s\u00e3o os mais convencionais, jogam no seguro, jogam com valores seguros e depois existem outros festivais que arriscam, que procuram sobretudo aquilo que s\u00e3o as novas tend\u00eancias. Portanto, est\u00e3o atentos a essas novas tend\u00eancias. Por v\u00e1rias circunst\u00e2ncias a direc\u00e7\u00e3o art\u00edstica dos dois \u00faltimos directores apontou nesse sentido.<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-25894 size-full lazyload\" data-src=\"http:\/\/infocul.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2503.jpg\" alt=\"TSSVHBeja-2503\" width=\"1800\" height=\"1200\" data-srcset=\"https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2503.jpg 1800w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2503-300x200.jpg 300w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2503-768x512.jpg 768w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2503-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/infocul.pt\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/TSSVHBeja-2503-272x182.jpg 272w\" data-sizes=\"(max-width: 1800px) 100vw, 1800px\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 1800px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1800\/1200;\" \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">Para terminar, falou-me no livro de cheques. O or\u00e7amento deste ano rondou aproximadamente, mais coisa menos coisa, 200 mil euros. No pr\u00f3ximo ano espera ter um or\u00e7amento maior ou acha que vai manter-se nos 200 mil?<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000; font-family: Calibri;\">\u00c9 assim, isso \u00e9 algo que o conselho de curadores e a directora executiva t\u00eam que assinalar. Eu penso que o or\u00e7amento de um festival destas caracter\u00edsticas tem que se aproximar dos 250 mil euros porque por muita economia que se gere \u00e9 muito dif\u00edcil faz\u00ea-lo de outro modo.<\/span><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; O Festival Terras sem Sombra encerrou a sua 13\u00aa edi\u00e7\u00e3o em Beja, mas j\u00e1 est\u00e1 a planear a 14\u00aa edi\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m a 15\u00aa. Numa entrevista de balan\u00e7o mas tamb\u00e9m de previs\u00e3o para as edi\u00e7\u00f5es futuras, Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Falc\u00e3o \u00e9 um director-geral feliz com o percurso do festival.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":25895,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2,9],"tags":[249,894,1642],"class_list":["post-25883","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-outros","tag-alentejo","tag-festival-terras-sem-sombra","tag-jose-antonio-falcao"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.6 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Falc\u00e3o: &quot;O Terras Sem Sombra come\u00e7a a conseguir fazer valer a sua identidade&quot; | Infocul.pt - Arquivo Digital<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Falc\u00e3o: &quot;O Terras Sem Sombra come\u00e7a a conseguir fazer valer a sua identidade&quot; | Infocul.pt - 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