Aurora Cinha avança com queixa crime após ser chamada de “maior chula do atletismo”, por Dionísio Castro.
Nesse sentido, magoada, Aurora Cunha vai apresentar uma queixa-crime contra Dionísio Castro, irmão do atual presidente da Federação Portuguesa de Atletismo Domingos Castro.
Recorde-se que Dionísio afirmou que a antiga atleta é “a maior chula do atletismo“.
A dura reação de Dionísio deve-se à opinião de Aurora sobre as novas regras para competir em provas de atletismo.
Chocada, a Campeã do Mundo de Estrada em 84, 85 e 86 assumiu-se “com o coração em pedaços” perante tais palavras e anunciou que vai processar Dionísio Castro.
“Foi uma noite sem sono, passada em silêncio, entre lágrimas, sem o meu querido Mesquita, que tantas vezes me defendeu, e sem a minha Mariana, longe, no Canadá. Aos 65 anos, depois de tudo o que fiz e vivi pelo atletismo, pelo meu país, pela saúde, pela vida, sinto-me profundamente magoada, humilhada e atacada. Nunca, em circunstância alguma, imaginei ser alvo de palavras tão baixas, tão cruéis e injustas como aquelas que foram escritas publicamente por Dionísio Castro“, começou por reagir Aurora Cunha através das redes sociais.
“Este ataque, absolutamente gratuito e repleto de linguagem ofensiva, ultrapassa todos os limites do razoável. Não é apenas uma difamação pessoal. É uma tentativa vil de silenciar uma mulher que ousou ter opinião, que ousou defender os atletas amadores e questionar uma medida injusta. É um insulto que envergonha o desporto e que envergonha o país“, considerou.
“Sou mulher, mãe, atleta olímpica, campeã mundial de estrada por três vezes, sobrevivente oncológica e há muitos anos embaixadora da Liga Portuguesa Contra o Cancro. Mas, acima de tudo, sou alguém que sempre viveu com o desporto no coração. Quem me conhece sabe que continuo, semana após semana, a apoiar as provas de estrada em todo o país – nas aldeias, nas vilas, nas cidades. E por isso mesmo não posso calar. Porque o que foi dito não me atinge só a mim. É um ataque à dignidade de todas as mulheres, de todos os atletas, de todos os que acreditam que o desporto é elevação, respeito e ética“, referiu.
“Por isso, informo publicamente que irei apresentar queixa-crime pelas ofensas de que fui alvo. Não por vingança, mas por justiça. Porque acredito que nenhuma mulher, nenhuma cidadã portuguesa, deve aceitar calada uma agressão destas“, concluiu Aurora Cunha.




