Big Brother: comentadores divididos após polémica de Kina e Catarina Miranda, devido a conversa sobre aborto.
Debate aqueceu no “Dois às 10”
Na manhã desta segunda-feira, 18 de agosto, o programa “Dois às 10”, da TVI, voltou a analisar os momentos mais polémicos da última gala do Big Brother Verão. Em estúdio estiveram Adriano Silva Martins, Gonçalo Quinaz e Cinha Jardim, que não esconderam opiniões fortes sobre o comportamento dos concorrentes.
Quinaz critica a cultura do jogo
Durante a conversa, Gonçalo Quinaz mostrou-se perplexo com a forma como o reality show valoriza o confronto: “Na teoria é tudo muito bonito, mas, na prática, não funciona assim. Se estiveres constantemente a ser provocado, não é fácil. E digo isto com todo o respeito: depois de ouvir-vos, parece que os outros são todos malucos, e só estes dois é que estão certos”, disse.
O ex-futebolista acrescentou ainda: “Nós vivemos numa sociedade em que o bonito é andar a provocar constantemente. No Big Brother parece que um bom jogador é aquele que não tem medo de provocar e faltar ao respeito. Mas isso esgota as pessoas, leva-as ao limite”.
Adriano não poupa críticas
Apesar de reconhecer a gravidade das palavras de Kina, Adriano Silva Martins não deixou de criticar Catarina Miranda: “Sempre direi que eu com a Catarina Miranda não vou comprar nem aspirinas na farmácia. É uma pessoa que não está nos meus parâmetros, na minha vida, nem a quero, nem de perto, nem de longe. Aliás, eu batizei-a como o diabo de Almeirim. Portanto, não sou nada suspeito de estar a defendê-la. Mas mesmo assim, usar algo tão íntimo como um aborto numa discussão é de uma violência que não devia ter lugar, nem no jogo, nem fora dele”.
Cristina Ferreira levanta questão sobre vencedores
Já Cristina Ferreira destacou um padrão nos reality shows da TVI: “Os últimos vencedores foram todos polémicos. Nunca foram os serenos. O programa gira sempre em torno de quem cria conflito, de quem mexe com a casa. Tirando o Diogo Alexandre, que era mais tranquilo, mas mesmo assim todos diziam que era impossível viver com ele. E no fim… ganhou”.
No entanto, a apresentadora deixou um alerta sobre os limites da convivência em televisão: “Um programa pode girar em torno da polémica, mas é isto que nós queremos no mundo? Nós não temos lá robôs, são pessoas. E as pessoas não podem, nem devem, ser levadas a este ponto de exaustão”.




