Bolha Imobiliária: Ignorância ou Falta de Conhecimento?

Bolha Imobiliária: Ignorância ou Falta de Conhecimento? Artigo de Nelson Galhofo.

Bolha Imobiliária: Ignorância ou Falta de Conhecimento?

Texto: Nelson Galhofo

Ignorância ou falta de conhecimento? Acredito, que seja mais falta de conhecimento assíduo sobre o sector imobiliário, do que propriamente alguém que faz com o propósito de denegrir ou tentar “pisar” este sector que infelizmente, ainda não é profissionalizado.

Bolha imobiliária? Não acredito. Não é por ser um angariador imobiliário nato. Apenas e só mediante todos os factos de momento não consigo acreditar.

A melhor explicação que me conseguiram dar até hoje, foi o exemplo da crise entre 2008 e 2010… permitam-me dizer que em nada teve a ver com esta conjuntura atual.

Por várias e diversas questões, passemos a factos, por pontos:

A. A crise entre 2008 e 2010, foi uma crise onde as entidades bancárias não estavam financeiramente estáveis, o que fez inclusive com que muitas entidades acabassem até por colapsar financeiramente.

B. O crédito habitação, na altura era um crédito para o “futuro”, ou seja, o cliente solicitava à entidade bancária o valor do imóvel, mais o valor dos móveis, férias, carros e relógios. Valia tudo, sem qualquer necessidade de aceitação por parte dos serviços do departamento de risco dos Bancos.

C. A facilidade de construção nova, existia inúmera construção nova. O que fez com que muitos dos construtores não conseguissem terminar os empreendimentos, após o gigante colapso da banca. Sendo que grande parte das empresas de construção, fazia parcerias com as entidades bancárias, no financiamento aos imóveis, até porque os próprios estavam financiados, pelos diversos Bancos.

D. No meio disto tudo e para ajudar à “festa” o arrendamento era completamente acessível, os valores eram baixos para o que é o normal ao dia de hoje.

No meio destes quatro fatores fundamentais, julgo que é difícil, conseguirmos encontrar uma única semelhança à situação atual. Não existe qualquer semelhança, até porque os bancos neste momento estão financeiramente estáveis, tornaram-se muito mais responsáveis na possibilidade de crédito habitação, o financiamento à construção nova é raro e não existe muita construção nova e o arrendamento está pelas ruas da amargura.

O momento atual é completamente diferente.

É uma conjuntura Mundial, de “depressão in Guerra”.

É uma conjuntura internacional de inflação, o que naturalmente faz com que exista alguma pressão económica em todo o Mundo.

Nota que, apesar da alta inflação e da crise energética que se faz sentir no mundo, o Fundo Monetário Internacional, excluiu um cenário de recessão económica mundial em 2023.

Também a presidente do Banco Central Europeu, admitiu que a atividade da Zona Euro abrandou face a 2022, mas será “bem melhor” este ano do que inicialmente se previa. Tudo aponta para que o espaço europeu se esquive a uma recessão económica este ano.

Em Portugal, é de louvar que este tenha sido o único mercado, que mesmo em tempo de pandemia, nunca tenha parado. Aliás, tenha sim suportado economicamente muito daquilo que são as receitas estatais.

Facto é que infelizmente, ainda exista um estereótipo, do angariador, agente, consultor imobiliário, para o comum mortal.

Não deixando escapar os jornalistas, que acham que com acesso a umas notícias sobre o mercado podem falar, como se tivessem “bebido e ou, recebido” toda a informação relativamente ao estado atual do mercado.

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