Câmara de Lisboa alerta para burla dirigida a tutores de animais desaparecidos, através de comunicado enviado à redações.
Fraude envolve falsos contactos em nome da Casa dos Animais de Lisboa
A Câmara Municipal de Lisboa emitiu um alerta público sobre uma fraude que tem como alvo tutores de animais desaparecidos.
Segundo o comunicado, os casos têm aumentado nas últimas semanas, sobretudo após divulgações em plataformas online.
Burlões pedem pagamentos indevidos
De acordo com a autarquia, os contactos são feitos por indivíduos que se fazem passar por profissionais da Casa dos Animais de Lisboa (CAL).
Além disso, os burlões alegam que os animais foram encontrados e sujeitos a tratamentos ou cirurgias.
Posteriormente, exigem pagamentos por MBWay ou referência multibanco para alegada devolução.
No entanto, a Câmara é clara quanto a este procedimento.
Esclarecimentos oficiais da Câmara Municipal de Lisboa
No comunicado, a autarquia sublinha vários pontos essenciais:
“A CAL não solicita pagamentos, por MBWay ou referência multibanco, para efeitos de restituição de animais.”
Além disso, reforça o método correto de contacto:
“Quando um animal é encontrado com identificação eletrónica, o tutor é contactado diretamente pela CAL.”
Quanto a eventuais valores a pagar, o processo é igualmente claro:
“Qualquer pagamento devido é realizado exclusivamente no momento da devolução, presencialmente, e conforme os valores estabelecidos na Tabela de Preços e Outras Receitas Municipais 2025.”
Autoridades avaliam medidas
Entretanto, a Câmara Municipal de Lisboa reconhece que esta prática fraudulenta tem causado prejuízos financeiros e confusão junto dos cidadãos.
Por isso, garante que está a avaliar, em articulação com as autoridades competentes, os passos necessários para denúncia e investigação.
Apelo à população
Por fim, a autarquia deixa um apelo direto à população:
“A CML apela para que qualquer pessoa que receba contactos suspeitos não efetue pagamentos e reporte de imediato a tentativa de fraude à Polícia de Segurança Pública.”
Deste modo, a Câmara reforça a importância da vigilância e da partilha de informação para travar este tipo de esquemas.




