Quarta-feira, Junho 16, 2021

Carlos Cruz: “Nunca tive nenhuma relação com menor nenhum de qualquer sexo”

Carlos Cruz: "Nunca tive nenhuma relação com menor nenhum de qualquer sexo"

Carlos Cruz: “Nunca tive nenhuma relação com menor nenhum de qualquer sexo”, disse hoje em entrevista Júlia Pinheiro.

Numa entrevista em que falou sobre a sua vida e o processo Casa Pia, Carlos Cruz respondeu a tudo.

Carlos foi acusado pela prática de abuso de menores em 2002, entre 2003 e 2016 foi preso por três vezes.

Sobre o sofrimento da filha, Marta Cruz, durante todo o processo foi claro.

A Marta, houve um período difícil da vida dela, que coincidiu com um período difícil da minha vida, sofreu muito com isso. Não é uma mulher traumatizada, mas está marcada por isso”, começou por dizer o apresentador.

A fragilidade da Marta é causada do processo (…). Orgulho-me da maneira como tenho sido pai. Não sou uma pessoa traumatizada, ao contrário do que as pessoas pensam. Estou de consciência tranquila”, acrescentou.

Nunca tive nenhuma relação com menor nenhum de qualquer sexo. Não faz o meu tipo”, garantiu.

Nunca se sentiu deprimido, até porque “estar a ser acusado de algo de que sabia estar inocente, deu-me uma força do caraças.

Sei que estou inocente, as pessoas que me acusaram sabem que estou inocente, as pessoas que me julgaram sabem que estou inocente. Não tenho teias na cabeça, tenho tranquilidade de espírito para me olhar ao espelho. Não estive deprimido porque tinha a força da razão”, explicou.

Em 2003 foi preso pela primeira vez. No ano seguinte passou para regime de prisão domiciliária. Já em 2010 voltou a ser condenado a pena de prisão e saiu em liberdade três anos depois.

Mas nesse mesmo ano, apresentou-se no Estabelecimento Prisional da Carregueira para cumprir o resto da pena de prisão de sete anos a que foi condenado.

Na prisão não há amizades, mas tem comportamentos no limite da amizade, acarinhavam-me, ajudavam-me quando precisava. Estive numa cela com mais quatro pessoas. Nunca me senti preso, o que estava preso era o meu corpo, mas o meu espírito, o meu pensamento, as minhas impressões, estavam todas cá fora”, afirmou Carlos Cruz.

Nunca me senti verdadeiramente preso, sinto-me mais preso no confinamento do que quando estive preso. Prendaram o meu corpo e ninguém conseguiu prender o meu espírito. Esse é o meu segredo para não ter traumas por ter sido preso”, acrescentou.

Havia presos que diziam: ‘Senhor Carlos Cruz, se houver algum problema, estamos aqui’”, rematou.

A primeira coisa que fez quando saiu da prisão, a 7 de Julho de 2016, foi “beber um whisky”.

Redacçãohttp://www.infocul.pt
Redacção oficial do site infocul.pt

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