Caso Maycon Douglas: Polícia Marítima esclarece destroços do Nissan Micra encontrados na Nazaré e afasta suspeitas levantadas nas redes, sobre o assunto.
Parte do automóvel conduzido por Maycon Douglas foi encontrada na Praia da Nazaré, a 29 de janeiro, a vários quilómetros do local onde tinha desaparecido na madrugada de 31 de dezembro.
Entretanto, o corpo do antigo participante da Casa dos Segredos 8 viria a ser localizado dias antes, a 7 de janeiro, na Praia do Sul.
Fotografias nas redes levantaram dúvidas
Depois, imagens dos destroços começaram a circular online. Nessas fotografias, o manipulo das mudanças surgia como se a marcha-atrás estivesse engrenada. O travão de mão também aparecia levantado.
Por isso, multiplicaram-se interpretações. Algumas colocaram em causa a hipótese de suicídio. Outras sugeriram a possibilidade de crime.
Contudo, uma fonte da Polícia Marítima explicou à TV 7 Dias o estado real do veículo.
Esclareceu:
“Aquilo está tudo solto, tanto o manipulo do travão de mão como das mudanças, não tem nenhum cabo a sustentar, é maneável, o vento consegue mudar aquilo tudo”
Além disso, acrescentou:
“O travão ficou preso para cima com areia ou algo assim. Quando os destroços são movimentados, por exemplo, tanto a manete das mudanças como o travão movimentam por não estarem presos em lado nenhum. Está tudo solto, abana com o vento, poderá ter sido um acaso de quando tiraram a fotografia ter ficado daquela maneira. Aquela parte do carro não tem nada a sustentar, nem cabos, nem pastilhas de travão, nada”
Autoridades afastam irregularidades mecânicas
Entretanto, a mesma fonte garantiu que as imagens não refletem a posição original dos comandos.
Nesse sentido, reforçou:
“não estava travado nem tinha a marcha-atrás engrenada”
Além disso, recordou que o carro permaneceu submerso durante cerca de um mês. Durante esse período, foi atingido por correntes fortes e embates em rochedos.
Consequentemente, seria impossível manter-se intacto. Parte da estrutura surgiu fragmentada, sem bancos, sem volante e sem ligações visíveis.
Segundo os primeiros registos, “o carro tinha a primeira engatada e o travão de mão estava para baixo”
Destroços permaneceram horas na maré
Por outro lado, a recuperação do veículo revelou-se difícil. Os restos da viatura ficaram várias horas na zona da maré antes de serem retirados.
Assim, a fonte detalhou:
“Não se conseguia chegar ao carro nem havia meios para o tirar. O corpo apareceu na praia do Sul e o carro apareceu a meio da praia da Nazaré. Como o mar esteve muito alterado, é normal aparecer. O resto do carro pode nem sequer aparecer, a outra parte é provável que já nem esteja lá no mesmo sítio, porque é a mais leve”
Posteriormente, o que restava do automóvel foi encaminhado para uma oficina municipal. No entanto, as condições meteorológicas atrasaram a remoção definitiva.
Concluiu: “com todas as limitações e com estas intempéries pode ainda não ter sido removido de lá, uma vez que os reboques têm estado a ser requisitados. Ficará ao cargo do seguro e ou será entregue à mãe ou vai para a sucata”




