Comandante da “1.ª Companhia” esclarece critérios de nomeação e deixa aviso claro aos recrutas, na emissão.
Avaliação vai além das provas físicas
Depois disso, a manhã deste domingo, 18 de janeiro, ficou marcada por uma reunião decisiva na base da 1.ª Companhia. O Comandante aproveitou o momento para esclarecer, sem ambiguidades, como são avaliados os recrutas e o que realmente pesa nas nomeações.
Desde logo, ficou claro que o desempenho nas provas não é o único fator determinante. A chefia militar sublinhou que o comportamento diário e a integração no grupo têm um peso decisivo na continuidade no programa.
Espírito de grupo é determinante
Além disso, o Comandante reforçou que o chamado “espírito de corpo” é essencial no contexto militar. O isolamento ou afastamento do grupo pode comprometer seriamente a avaliação final de qualquer concorrente.
“Agora, isto aqui, a vossa avaliação, é objetiva, mas não é só objetiva. Além destes fatores que eu referi, tem também a camaradagem, o espírito de corpo, que é fundamental, isso é fundamental no militar”, começou por explicar.
Logo depois, deixou um aviso direto aos recrutas mais distantes da dinâmica coletiva:
“Quando se isolam do grupo, estão à parte, não integram o grupo, o grupo sente que vocês estão afastados, e se desce imenso o vosso mérito militar, a vossa camaradagem, o vosso espírito de corpo.”
Nomeações variam consoante os objetivos da semana
Por outro lado, o Comandante Moutinho esclareceu que não existe uma fórmula fixa para as nomeações. Assim, um recruta pode estar em risco numa semana e totalmente protegido na seguinte.
Segundo explicou, tudo depende do que a instrução pretende estimular em cada fase do programa.
“E nós, quando avaliamos, ou quando nomeamos, temos sempre a atenção todos os aspetos. Por umas vezes podemos dar mais atenção a uns, por outras vezes a outros”, afirmou.
De seguida, reforçou a imprevisibilidade do processo:
“Depende das situações, concretamente, e depende daquilo que nós pretendemos estimular em vocês. (…) Portanto, não têm que ficar admirados, qualquer um de vocês podia ser nomeado.”
Limitações físicas terão peso crescente
Por fim, o Comandante abordou um dos temas mais sensíveis da competição: a condição física. Apesar de reconhecer que nem todos partem do mesmo ponto, deixou claro que a exigência irá aumentar.
“Muitos de vocês não têm culpa de terem limitados fisicamente. Não têm culpa”, começou por referir.
Ainda assim, avisou que esse fator será analisado com mais rigor nas próximas semanas:
“Há de haver uma altura em que eu vou analisar isso. Porquê? Porque, para continuar, vamos escolher realmente aqueles que estão capazes.”
Desta forma, a mensagem ficou bem definida: na 1.ª Companhia, sobreviver exige muito mais do que força física. Integração, atitude e compromisso com o grupo serão cada vez mais decisivos.
