Num contexto em que manter o nosso lifestyle parece ser cada vez mais desafiante, sobretudo com o aumento do custo de vida e das despesas inesperadas, muitos consumidores recorrem ao crédito pessoal como forma de preservar o equilíbrio financeiro, podendo, desta forma, financiar projetos, responder a urgências e distribuir os custos ao longo do tempo sem que tenha de abdicar do conforto e dos hábitos que definem o seu dia a dia.
Ninguém gosta de perder poder de compra e deixar de ter o lifestyle a que está habituado. Contudo, quando a inflação sobe ou, mais comummente, quando se torna necessário efetuar uma manutenção automóvel detalhada (senão mesmo adquirir outro veículo) ou empreender obras de reparação em casa, esse mesmo padrão de vida poderá ficar em risco.
Em momentos de maior pressão financeira, como quando surgem despesas inesperadas ou projetos importantes do género dos suprarreferidos, o recurso a soluções como um crédito pessoal constitui uma alternativa viável para manter o equilíbrio orçamental sem abdicar do seu lifestyle.
Esta forma de financiamento permite-lhe gerir melhor os seus encargos, distribuindo os custos ao longo do tempo e evitando que tenha de utilizar as suas poupanças, mas não é a única opção disponível. Vejamos que outros métodos poderá também colocar em prática.
Priorize experiências em vez de compras impulsivas
Uma das primeiras dicas recomendadas para quem deseja manter o seu lifestyle sem comprometer o orçamento mensal passa, sem dúvida, por dar prioridade às experiências e compras de que realmente necessita, em vez de ceder à impulsividade do momento.
Apesar de muitas vezes nem sequer dar conta, uma ida ao supermercado para comprar bens essenciais, como fruta ou legumes, poderá resultar numa fatura excecionalmente elevada se se deixar convencer por promoções associadas a produtos que não lhe fazem falta.
Se o fizer repetidamente, acabará por drenar o seu orçamento. De modo a evitar este tipo de situação, faça, por exemplo, uma lista com tudo aquilo de que realmente precisa, leve o seu dinheiro previamente contado (de preferência, em numerário) e nunca vá às compras com fome.
Procure equilibrar conforto e poupança no seu dia a dia
Na secção anterior, recomendámos-lhe que não permitisse que compras impulsivas consumissem uma parte significativa do seu orçamento mensal, mas tal não implica deixar totalmente de lado o desejo, que, para todos os efeitos, é importante para uma vida mais prazerosa.
O segredo está no equilíbrio entre despesas, poupança e conforto. Neste sentido, recomendamos que siga a regra 50-30-20.
Na prática, esta regra significa que deverá destinar 50% do seu orçamento a despesas essenciais, 30% a gastos supérfluos e 20% ao aforro.
Ainda que a percentagem destinada a despesas supérfluas/desejos (jantares fora de casa, noitadas, atividades de lazer, etc.) seja de 30%, é nesta etapa que se joga a sua capacidade de resiliência financeira, dado que, na eventualidade de conseguir reduzi-la, poderá usufruir de uma folga financeira que lhe permitirá poupar ou investir em algo que lhe garanta ganhos.
As pequenas despesas que mais afetam o seu orçamento
Despesas como subscrições de serviços de telecomunicações, acessórios, almoços e lanches fora de casa ou combustíveis acabam por, ao final do mês, adquirir uma dimensão substancial.
Para evitar que isso aconteça, crie um guião de poupança em que, por exemplo, abdica de serviços de telecomunicações supérfluos, reduz o número de almoços fora de casa e opta por utilizar transportes públicos.
Além disso, não se esqueça de procurar um fornecedor de energia que lhe garanta uma fatura mais reduzida, tente aferir se cumpre com as condições para usufruir da Tarifa Social de Energia e reduza a potência contratada (se tecnicamente aplicável). Os gastos com serviços essenciais como gás e eletricidade são, a par da renda, as despesas que mais pesam no seu orçamento mensal.
Ferramentas e hábitos para uma vida financeira equilibrada
Para conseguir ter e manter uma vida financeira equilibrada, existem alguns hábitos e ferramentas que deverá considerar.
Uma dessas ferramentas é o crédito pessoal. Se se tornar necessário realizar uma despesa de valor avultado, evite mexer nas suas poupanças e recorra a um crédito pessoal, uma vez que esta solução, quando bem pensada e calculada, permite-lhe obter o financiamento de que necessita, sem que tal tenha um impacto considerável no seu orçamento mensal.
Os simuladores de crédito pessoal como aquele que encontra no UNIBANCO, a título de exemplo, permitem-lhe não só calcular o valor da sua prestação mensal em função do montante (de 5 mil a 75 mil euros) e do prazo (de 24 a 84 meses) escolhidos, como também conhecer quais as taxas de juro associadas (TAN desde 8,100% e TAEG desde 10,3%) e o Montante Total Imputado ao Consumidor (MTIC).
Posteriormente, pode passar de imediato à contratação, o que é ideal, caso tenha urgência no acesso ao financiamento.
Além de recorrer ao crédito pessoal, poderá também utilizar várias aplicações móveis disponíveis no mercado, como é o caso da APP UNIBANCO ou das apps Spending Tracker e Money Wise, que, na prática, lhe permitem categorizar as suas despesas e monitorizar as suas receitas, assim como as faturas ligadas a créditos pessoais e cartões de crédito.
Por último, procure não gastar mais do que os seus rendimentos lhe permitem e escolha sempre muito bem o momento em que recorre a soluções de financiamento, calculando, neste ponto, a sua taxa de esforço, que deverá ser igual ou inferior a 35%, segundo as recomendações do Banco de Portugal.
