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Os Deolinda subiram ao palco do Coliseu do Recreios a faltar pouco para as 22:00 e deixaram uma plateia rendida à sua capacidade de improviso, de entrega e de boa disposição. Ana Bacalhau é a anfitriã perfeita e a simbiose entre os elementos da banda parece ter sido desenhada pelos próprios deuses.

 

 

Foi no dia 24 de Junho de 2006 que os Deolinda se apresentaram pela primeira vez enquanto grupo, para uma plateia de amigos e familiares, como recordou Ana Bacalhau no concerto comemorativo dos 10 anos da banda no Coliseu do Recreios, em Lisboa. Passados 10 anos a história é hoje bem diferente. Com um nome cimentado na indústria musical portuguesa, os Deolinda são actualmente uma das maiores e melhores bandas portuguesas no activo.

 

 

Com quatro álbuns de originais editados, a banda segue fiel às suas origens e ao seu registo popular e carismático: “Canção ao Lado” (2008), “Dois Selos e Um Carimbo”(2010), “Mundo Pequenino” (2013), “Outras Histórias”. O sucesso chegou dois anos depois do primeiro concerto e parece ter vindo para ficar.

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Com uma sonoridade única, proporcionada essencialmente pelo contrabaixo de José Pedro Leitão e pelo cavaquinho de Luis José Martins, as músicas de Deolinda encontram no público o espelho perfeito para as inquietações que exprimem. As palavras são fortes, interventivas, divertidas, ligeiras, parecem soltas e fáceis. Mas escondem um conhecimento interessante e acima de tudo inteligente do quotidiano e daquilo que nos faz, a nós pessoas, interessar e olhar no mundo à nossa volta. As letras escritas por Pedro da Silva Martins (guitarra clássica e voz) revelam uma harmonia e serenidade, porém inquietude face ao mundo. Uma vontade implícita e por vezes gritante de mudar alguma coisa. Por outro lado, Ana Bacalhau enche um palco, com uma voz poderosa, como há poucas em Portugal, com um à vontade e uma sensibilidade que encantam qualquer pessoa, por mais resistente que seja. Estão por isso reunidos os ingredientes necessários para o sucesso.

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Hoje não foi diferente. Os Deolinda subiram ao palco do Coliseu do Recreios a faltar pouco para as 22h e deixaram uma plateia rendida à sua capacidade de improviso, de entrega e de boa disposição. Ana Bacalhau é a anfitriã perfeita e a simbiose entre os elementos da banda parece ter sido desenhada pelos próprios deuses. “Não Sei Falar de Amor” foi o primeiro tema tocado esta noite, seguido de “Lisboa Não é a Cidade Perfeita” e “O Fado não é Mau”. O espectáculo começou num registo calmo e foi aumentando de intensidade e energia. Ficaram para o fim as músicas ditas “preferidas” do público: “Movimento Perpétuo Associativo”, “Fon-Fon_fon” e “Seja Agora”. Durante quase duas horas a banda revisitou várias músicas, de forma aleatória, dos quatro álbuns editados, sempre com uma energia muito positiva e uma dinâmica muito familiar, contando histórias, fazendo piadas, arrancando gargalhadas.

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Para o fim restou ainda tempo para os agradecimentos. Todos os elementos envolvidos no projecto Deolinda desde 2006 até ao presente foram referidos. Visivelmente emocionados, os elementos da banda despediram-se fazendo aquilo que melhor sabem: cantando, sorrindo e celebrando a vida e a música portuguesa.

 

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