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Sandra Correia levou ontem a verdade do seu Fado à Arena Lounge do Casino Lisboa. Com a simplicidade, sentimento e garra que o Fado exige, a artista teve uma actuação de grande nível, apenas manchada por problemas de som, aos quais é obviamente alheia.

 

A fadista nortenha, Sandra Correia, actuou esta quinta-feira pela primeira vez no Casino Lisboa e com um alinhamento bem conseguido, proporcionou uma agradável noite de fado aos que se deslocaram ao casino.

 

 

O inicio do concerto foi inaudível, pois devido a problemas de som, não era possível a quem estava no primeiro piso do Casino ouvir a fadista, nem os músicos que a acompanharam. Melhorou a partir do segundo fado, mas entre fados e quando a fadista interagia com o público, era muito difícil ouvir o que dizia.

 

 

 

Mas Sandra Correia, como fazem os verdadeiros artistas, seguiu espectáculo e acabou por efectuar uma actuação irrepreensível e transportar um pouco da essência das casas de fado para o casino lisboeta.

 

 

 

Para além de temas do seu disco “Perspectiva”, a fadista viajou também por alguns dos clássicos do fado, conseguindo com isso uma dinâmica bastante interessante no seu espectáculo, em que o público foi sendo cada vez mais caloroso com o decorrer do concerto, depois de um início tímido.

 

 

 

Sandra Correia tem uma boa extensão vocal ao nível dos graves, não exagerando nos mesmos e modulando a gosto, transmitindo ternura, e dando aos assuntos interpretados a carga dramática adequada. A sua linguagem corporal é também ela simples mas correcta. Ouvir Sandra Correia é ir ao que de mais puro o Fado tem.

 

 

 

Do alinhamento apresentado no Casino Lisboa, destacam-se alguns temas como “Coração Vadio”, “Lisboa e o Tejo”, “Nem às paredes confesso”, “Domingo em Lisboa” ou ainda “Aqui existo”, um tema em estreia com música de Mário Pacheco e letra de Rosa Lobato Faria.

 

 

 

Uma palavra também para os músicos que a acompanharam: Pedro Amendoeira e André Ramos. Para além de soberbos na função, sentem o que tocam, são fadistas e o melhor suporte que um intérprete pode ter. Ontem estiveram em grande nível, como aliás é apanágio.

 

 

Sandra Correia e os seus músicos proporcionaram uma excelente noite de Fados, com uma simplicidade que encantatória.

 

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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