Um espectáculo maravilhoso onde se recordaram 40 anos de história.

Para quem nunca viu o espectáculo 74.14, está à espera de encontrar um evento de revivalismo, onde são cantadas algumas músicas que marcaram os últimos 40 anos em Portugal e no mundo.

 

 

Mas não. O que se encontra é um espectáculo cheio de emoção, magia, recordações que nos transportam até à nossa infância e que nos fazem ficar de lágrimas nos olhos quando ouvimos músicas que nos marcaram. Recordar é viver e é disso de se trata este magnifico espectáculo.

 

 

Começou com “E Depois do Adeus” de Paulo de Carvalho. Com as cores da bandeira de Portugal a servir de fundo. Levantou-se o pano e o público arrepiou-se ao ouvir as maravilhosas vozes de cada um dos intérpretes, em coro, alinhados na perfeição com a orquestra. Foi sempre assim ao longo da noite.

 

 

O espectáculo esteve divido em quatro partes. Quatro décadas a serem homenageadas . De cada vez que chegávamos a uma década, baixava uma tela que nos davam as noticias mais importantes desses dez anos. Percebemos que em 40 anos tanto aconteceu, tanto evoluímos e tanto perdemos. Falou-se de perdas importantes com Elvis Presley, John Lennon, Frank Sinatra, Princesa Diana e em Portugal da perda de António Variações, Carlos Paião, Amália Rodrigues e Eusébio da Silva Ferreira.

 

 

Mas ganhámos muito. Nasceram seis estrelas magníficas, com vozes que nos encantaram.

 

 

Henrique Feist e Susana Félix foram os primeiros a vir ao mundo na década de 70, seguiram-se o FF, Rui Andrade e Suzy na década de 80 e finalmente na década de 90 nasceu Soraia Tavares. Seis extraordinários interpretes que fizeram o público cantar, aplaudir, chorar e rir ao som de 40 anos de história.

 

 

O público quase que encheu a sala. Estavam algumas figuras públicas, como Ruy de Carvalho, Lili Caneças e Cláudio Ramos, para assistir ao espectáculo.

 

 

Cantou-se muito. Dentro e fora de palco. A orquestra estava muito bem coordenada, os bailarinos abrilhantaram o espectáculo. Todos foram imparáveis. Não houve um único momento em que o espectáculo esmorecesse. A forma como os cantores, bailarinos, orquestra estavam combinados foi maravilhosa. O guarda-roupa estava adequado à década e às canções.

 

 

Os três cantores soltaram a voz em medley da música portuguesa e estrangeira. Recordou-se “Chico Fininho” de Rui Veloso, “Tudo o que eu te dou” de Pedro Abrunhosa e não faltou “Sonhos de Menino” de Tony Carreira, pela excelente voz de FF.

 

 

Soraia Tavares quase colocou o público de pé, em êxtase, ao interpretar Whitney Houston em “I Will Always Love You” e “Gente da Minha Terra” de Mariza. Que grande voz. Foi impossível conter a emoção.

 

 

Mais duas estrelas participaram no espectáculo. Daniel Galvão e Joana Almeida acompanharam o elenco como coro e surpreenderam ao interpretar Xutos e Pontapés e GNR. São sem dúvida dois nomes para recordar.

 

 

Sentiu-se muito amor, sentiu-se muita emoção, sentiu-se que o tempo passa, mas que é tão bom recordar e assim se vive.

 

 

Depois de duas horas e meia de canções e danças, sem nunca demonstrar uma ponta de cansaço, chega ao fim este magnifico espectáculo.

 

 

Terminou como começou. Ao som da canção “ E Depois do Adeus”, com as cores da bandeira de Portugal a servir de fundo. Nuno Feist levantou-se, como o grande maestro que é, conduziu cantores, bailarinos e músicos para os últimos acordes.

 

 

O público saltou das cadeiras e aplaudiu até não poder mais. Porque foi de facto um espectáculo extraordinário e talvez porque queriam mais.

 

 

Este espetáculo soberbo está ainda no Casino Estoril, no Salão Preto e Prata nos dias 23 e 24 de janeiro.

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