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Margarida Soeiro levou o seu fado até ao Cineteatro D. João V na Amadora, demonstrando sensibilidade e classe. Marco Oliveira e Ana Sofia Paiva foram os convidados especiais desta noite.

 

Na noite desta sexta-feira o Cineteatro D. João V na Amadora recebeu a fadista Margarida Soeiro, que se fez acompanhar por Ricardo Parreira na guitarra portuguesa, Marco Oliveira na viola de fado, Ciro Beni na viola baixo e Pedro Santos no acordeão. Como convidados especiais contou com Marco Oliveira e Ana Sofia Paiva. António Pelarigo anunciado no cartaz não pôde marcar presença por motivos de saúde.

 

 

 

Iniciou o concerto com “O meu nome é Margarida” com música de Alfredo Marceneiro e letra de João Ferreira Rosa”, cumprimentando o público e afirmando “é um luxo ter esta plateia” e agradecendo o convite para ali actuar e elogiando as condições do cineteatro.

 

 

 

O roteiro fadista desta noite seguiu depois rumo à “Rua do Desencanto”, com a voz de Margarida Soeiro a mostrar excelente afinação, um timbre peculiar e uma sensibilidade muito própria proporcionando um momento de elevada qualidade.

 

 

 

A Diva do Fado e eterna referência da canção nacional, Amélia Rodrigues, foi recordada por Margarida Soeiro em dois momentos deste espectáculo. O primeiro aquando da interpretação de “Vagamundo” e o segundo quando interpretou três fados da década de 50: “Fado Eugénia Câmara”, “É pecado” e “O Fado dos Fados”.

 

 

 

Marco Oliveira foi o primeiro dos convidados especiais a actuar, e no seguimento do concerto em nome próprio dado no CCB, voltou a mostrar talento, sensibilidade e um enorme amor ao Fado. Com o seu jeito de menino, uma voz suave e afinada e acompanhado da sua viola, proporcionou quatro momentos de prazer auditivo com “Gaivotas em Terra”, “Cacilheiro” com música de Ary dos Santos e letra de Paulo de Carvalho, “Desenlace” com letra e música da sua autoria e “Amor é agua que corre”. O público rendeu-se ao seu talento.

 

 

 

E numa noite de fados, mas também de afectos, Ana Sofia Paiva fez-nos voltar a ser crianças. O tempo em que nos sentamos ao colo dos pais e dos avós e em que estes no contam histórias e nós viajamos para um mundo só nosso, imaginário. Esta sexta-feira conseguiu brilhantemente proporcionar uma viagem ao imaginário e a relembrar o prazer de ouvir uma boa história.

 

 

 

Margarida Soeiro interpretou ainda mais alguns fados num espectáculo que durou aproximadamente duas horas, que nem demos por elas passar. Fez do Fado, o embalo para uma noite de amor, de portugalidade e de partilha, com a sua arte de bem cantar.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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