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A sétima edição do Rock in Rio -Lisboa realiza-se no Parque da Bela Vista nos dias 19,20,26,27 e 28 de Maio. Para finalizar, em grande, as comemorações da primeira edição do evento ( em 1985), a Rock Street deste ano traz muitas surpresas. Para Roberta Medina, o Rock in Rio tem “uma história construída e consolidada em Portugal“. O festival é realizado já há 12 anos.

 

A apresentação do cartaz da Rock Street aconteceu no belíssimo edifício da fundação EDP, que este ano dá nome à rua mais multicultural da cidade do rock. Depois do Rio de Janeiro e de Las Vegas, 2016 é o ano de Lisboa receber o festival. Desde 2001 que o evento tem um compromisso responsável. O mote é “Por um mundo melhor”.

 

 

Se a música pode ligar diversas nações, uma simples rua pode compreender um imenso país. Durante os cinco dias do festival, os visitantes vão poder sentir a cor, o calor, o ritmo e a alegria típica dos nossos “irmãos” brasileiros. Das 16:15 às 22:00 os portugueses vão poder viajar sem terem que sair do local. Vão ter uma experiência do Brasil onde a modernidade junta-se à tradição. A EDP Rock Street vai ter 20 lojas à disposição do público.

 

 

Roberta Medina diz que ela e toda a equipa está muito contente com os nomes conseguidos para a edição deste ano. Do cartaz do palco mundo constam os nomes de Bruce Springsteen and The E Street Band ou os Xutos e Pontapés ( a actuarem no dia 19 de Maio); Queen e Adam Lambert(20 de Maio); Hollywood Vampires ( 27 de Maio). Já no último dia os Maroon 5,Ivete Sangalo ou Rock in Rio- O Musical vão encerrar a festa em grande.

 

 

Zé Ricardo, director artístico da EDP Rock Street diz que “a carga de energia da EDP Rock Street Brasil é imbatível!”. Para Zé Ricardo o alinhamento deste ano é “para sacudir os portugueses. O público português adora festa e por isso vai-se encantar, também, pela Rock Street. O mais interessante é a proximidade que vamos ter com o público. O público vai participar, vai ser convidado a cantar, dançar e a jogar capoeira. Esta é a experiência que queremos propor na Rock Street“.

 

 

Neste ano os artistas que fizeram a MPB vão ser homenageados por outros grandes nomes, mais actuais. Este é o terceiro ano que se realiza o conceito da EDP Rock Street mas sempre com muito sucesso.

 

 

A EDP Rock Street vai ter como tema o Brasil, onde tudo começou. A cenografia desta rua é inspirada na arquitectura brasileira que passa desde a casa dos pescadores até aos arcos da lapa. Roberta Medina está muito feliz com o conceito da Rock Street “está sempre cheia. Além das actividades que tem dentro de casa lojinha, onde tem restauração e actividades recreativas de várias marcas, existe muita brincadeira. Na primeira edição tínhamos uma cartomante e as pessoas faziam fila para irem falar com a cartomante. A proposta da Rock Street é abraçar as pessoas, interagir com elas“.

 

 

30 anos de Rock in Rio é um marco muito importante. O mais importante destes 30 anos é olhar para os próximos trinta. Para mim tem sido muito importante olhar para trás para construir o futuro. Acima de tudo a lealdade que temos com essa essência“, disse Roberta Medina. Antes da criação do Rock in Rio, o único festival existente era o de Woodstock, realizado na década de 60. Ao longo de todos estes anos já passaram pelos diferentes palcos cerca de 1500 artistas que abrangem um público transversal em termos de idade e gosto. Em 16 edições realizadas, passaram por lá 8.2 milhões de pessoas por mais de 96 dias que foram abrilhantados por artistas como Queen, Elton John, The Rolling Stones ou Justin Timberlake.

 

 

Na Rock Street podemos encontrar um pouco de tudo. Zé Ricardo diz que “temos muitas coisas interessantes para apresentar e o conceito pode ser ampliado cada vez mais“.

 

 

Passeando pelo festival vamos poder ver as típicas baianas de rendas brancas distribuindo as pulseiras da sorte do Bonfim ( ao colocar devemos pedir um desejo) e uns deliciosos acarajés ou grupos de capoeira a fazerem demonstrações ao vivo. Quem podemos encontrar nesta rua é o “malandro da lapa” encenado pelo grande bailarino Carlinhos de Jesus , que já foi um grande sucesso no Rock in Rio Las Vegas e Rio de Janeiro.

 

 

Do Rio de Janeiro passamos para o nordeste brasileiro onde vamos ouvir a lenda “Bumba Meu Boi” ( a história retrata a estrutura social vivida durante o período da escravatura e demonstra o poder que a religião tinha na época).

 

 

Um dos principais nomes a catuar no palco vai ser a cantora Mart’nália que vêm cantar o grande Martinho da Vila, seu pai. A cantora actuou, anteriormente, no palco da cidade do rock, em 2015, num tributo a Cassia Eller. Mart’nália vai actuar no primeiro fim-de-semana do festival, tal como Serjão Loroza. Loroza também é conhecido como o “Neguinho da Madureira” e inspira a sua carreira multifacetada num outro grande interprete, Tony Tornado.

 

 

Outro dos nomes que poderemos ouvir será o de Simoninha que vai dar ao rock um pouco do samba e suingue de Jorge Ben Jor ( quem ele irá homenagear nesta actuação). Wilson Simoninha participou na homenagem aos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro no último Rock in Rio.

 

 

Na segunda semana também vamos poder assistir aos concertos de: Léo Gandelman ( o saxofonista irá tocar o sucesso “A Garota de Ipanema”) ou o do baixista Ciro Cruz vai mostrar aos lisboetas o que é o Baião, o Fervo ou o Maracutu ( todos ritmos do nordeste) e o porquê de já ter trabalhado com grandes nomes da música brasileira como é o caso de Gabriel-O Pensador. Tony Garrido vai homenagear Tim Maia e demonstrar a diversidade da cultura brasileira.

 

 

Para além do apoio da EDP, a produção do festival conta com a SIC e a rádio Renascença como Media Partners. A EDP patrocinou a primeira edição do Rock in Rio Las Vegas e este ano estende a parceria do palco a toda a rua. A parceria entre as duas marcas começou em 2014.

 

 

Para Paulo Campos Costa “quando existem bons parceiros e estão todos a puxar para o mesmo lado dá para termos estas parcerias duradouras, esse é o nosso objectivo“. A EDP está presente no EDP cool jazz, EDP live bands e no EDP beach party.

 

 

Mas não é só o Rock in Rio que está de parabéns. A empresa de energia portuguesa celebra 20 anos de actividade em mercado brasileiro. O lema da EDP, em relação à cultura, é Art bits. Passar a boa energia da música para todas as pessoas. “Esta é uma boa energia onde as pessoas se divertem. As pessoas passam a ser mais felizes nas suas vidas“, declara o representante da marca.

 

 

Paulo Campos Costa, Diretor de Coordenação Global de Marca, Marketing e Comunicação da EDP, espera que “as pessoas que vão ao Rock in Rio se inspiram e se divirtam“. Para a marca, na cultura, “a música é um dos territórios que sempre quisemos conquistar. Nós temos uma presença transversal na música que vai desde o bailado ao pop-rock“, disse.

 

 

Quem apareceu, de repente, durante a apresentação foi o presidente da companhia, António Mexia, que preferiu não falar.

 

 

Os bilhetes estão disponíveis para venda ao público apenas a 11 de Fevereiro mas no site da EDP está a decorrer um concurso onde quem postar uma foto pode receber um dos 1500 bilhetes disponíveis. Mais tarde, essas fotos serviram para a criação de um logótipo.

 

 

Para Roberta Medina, o que mais a apaixona no festival nem é a música mas sim o entretenimento que esta cria. “Não há ferramenta maior que a música para unir as pessoas”.

 

 

Depois do Rio, Lisboa, Madrid e Las Vegas a próxima cidade será Buenos Aires, um desejo antigo de Roberto Medina, desde 2012. “O nosso foco é consolidar os Estados Unidos. Entrar não quer dizer conquistar de vez“.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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