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Diogo Costa( guitarrista), José Ganchinho( baixista), Pedro Correia ( vocalista) e Diogo Lopes ( baterista) são os Caelum’s Edge, banda vencedora do concurso EDP Live Bands de 2014.

 

Naturais do Barreiro, atingiram os palcos nacionais com a vitória no concurso de bandas de garagem. Já actuaram no Optimus Alive( actual NOS Alive) e lançam o CD “Enigma” a 11 de Fevereiro no mítico Popular de Alvalade ,por volta das 21:30. A entrada é livre.

 

 

Fomos falar com três dos rapazes junto ao Tejo, no Museu da Electricidade.

 

 

A poucos dias do lançamento do CD, a banda desdobra-se em entrevistas e entre margens, já que são da margem sul. A casa dos Caelums e onde deram o primeiro concerto, em 2012/13 “um pouco depois da formação da banda. Foi num bar na Moita. Foi uma experiência engraçada, o primeiro impacto com o público. Foi o nosso projecto a começar a ganhar asas. Estávamos nervosos mas as coisas foram evoluindo“, é desta forma que o vocalista relembra o primeiro concerto, de muitos. E o mais importante, sem dúvida, foi o do “Optimus Alive”.

 

 

Os dois prémios são excelentes. A gravação do CD é pela Sony Music, uma multinacional. Dá ainda mais motivação. Não é só termos ganho mas ter estes prémios extras é muito bom. É espectacular. E depois, actuar num festival como o Optimus Alive é muito bom pois as pessoas quando vão a um festival como este, elas vão lá para ouvir música. Ao contrário daquilo que se vê numa festa ou num bar onde as pessoas vão lá só por irem. Se compram bilhete, as pessoas estão lá para ouvirem música. Aderem de uma maneira diferente, o que é muito bom.”, revela a banda de Pedro Correia, que por ter ganho, teve a oportunidade de actuar num importante festival e gravar um CD.

 

 

Diogo Costa, José Ganchinho e Pedro Costa falaram um pouco sobre o início da banda, a participação no concurso e sobre o que esperam que aconteça após o lançamento do disco. O gosto pela música apareceu, em todos, muito cedo.

 

 

Diogo Costa diz que foi “influenciado” pelo pai:” o meu gosto musical apareceu por causa do meu pai. Ele sempre foi um grande apreciador de música rock. Acordava com o meu pai a pôr discos de vinil. Punha a tocar de manhã Led Zeplin. O meu gosto pela guitarra veio por um amigo meu, o André. Perguntava como era possível fazer aquilo mas acabei por seguir a mesma vertente, os mesmos gostos“. Diogo Costa e Pedro Correia conheceram-se pois ambos ensaiavam no mesmo sitio mas com grupos diferentes. Correia acabou por convidar Costa para fazer parte desta nova banda. “O meu gosto pela música não tem grande influência. Simplesmente comecei a ouvir música, quando era mais jovem, e depois continuei. Certo dia decidi começar a tocar guitarra, por brincadeira, mas acabei por gostar e dedicar-me a isso.”,revela-nos.

 

 

O último elemento a entrar para a banda foi José Ganchinho. “Eu não conhecia ninguém. Cai completamente de paraquedas nesta banda. A minha entrada na banda foi muito engraçada. Gostava da banda, já os tinha ouvido no site da EDP Live Bands. Não é por estar na banda agora mas sempre pensei que tinham muita qualidade. O som parecia o de uma banda americana, uma que já tivesse uma certa bagagem. Entretanto tive a oportunidade de conhecer o Lopes, o baterista, num outro projecto onde trabalhámos como freelancers. Tive a oportunidade de estar com ele e dizer-lhe que tinha gostado muito da banda. Perguntei-lhe se era o baterista dos Caelums Edge e disse-lhe que tinha gostado muito daquilo que tinha ouvido. Disse-lhes que se precisassem de baixista… estava ali já a vender o meu peixe e serviu… Passado um mês estava na banda e gravei com eles o álbum“, conta Ganchinho.

 

 

E em relação à paixão pela música?

 

 

Zé Ganchinho, o baixista da banda, viu na figura paterna uma inspiração. “O gosto pela música apareceu porque o meu pai teve uma banda. Ele era baixista e vocalista. O meu irmão mais velho decidiu levar o baixo antigo do meu pai, lá para casa, e começou a tocar. Começou a fazer uma barulheira desgraçada e eu nem percebia o que ele estava a fazer. Eu já dava uns toques na guitarra mas a certa altura comecei a ir para a garagem, onde tinha as coisas, e comecei a tocar e a ganhar o gosto. Fui evoluindo cada vez mais e a estudar música. Entrei em vários projectos até vir parar aqui“.

 

O mentor da banda foi Pedro Correia ( ex integrante dos Angry Odd Kids), o vocalista: ” a banda apareceu de uma ideia que tinha na cabeça. Decidi criar um projecto, já com algumas linhas definidas, dentro do rock espacial. Decidi começar à procura de membros para integrar o projecto e a pouco e pouco foram aparecendo e dando um bocadinho de si“. O rock espacial refere-se a bandas -na sua maioria, inglesas – do início da década de 1970 como o Hawkwind e os Pink Floyd, caracterizadas pelas passagens instrumentais longas dominadas por sintetizadores, usos experimentais de guitarra e letras com temas de ficção científica.

 

 

Esta banda é influenciada por nomes como Thirty Seconds To Mars ou U2.

 

 

O nome da banda também veio do espaço. ” O nome surgiu de uma pesquisa, também relacionada com o rock espacial. Queríamos que estivesse, de alguma maneira, relacionado com a temática do espaço. Fizemos alguma pesquisa sobre cometas, meteoritos, asteróides e essa coisa toda. Descobrimos e caelum era céu em latim e depois colocamos a palavra edge, em inglês, para colocar a pergunta se o céu tem limite, ou não“, como explica o vocalista. Se os gauleses dos livros de “Astérix e Obélix” tinham medo que o céu lhes caísse em cima das cabeças, estes rapazes querem saber se ele tem limite.

 

 

A banda ganhou o concurso EDP Live Bands mas já tinham participado em outros concursos. Participaram,antes, num concurso promovido pelo Hard Rock, conquistando o segundo lugar a nível nacional no Hard Rock Rising Competition 2013. O EDP Live Bands era apenas mais um mas acabaram por sair de lá como vencedores.

 

 

Aquilo que podemos guardar é uma experiência muito boa que nos deixa mais motivados, com mais energia para continuar a lutar pelos nossos objectivos. É sempre mais uma conquista, mais uma etapa“, isto é o que Pedro retira do concurso.

 

 

Mas será que alguma vez pensaram ganhar? “Em todos os concursos que participamos pensamos nisso“, responde Costa. ” Eu estava de fora mas pensei, estes gajos vão ganhar!”, relembra Zé Ganchinho. ” Penso sempre em fazer o melhor, ser o melhor nisso. Mas até conseguir ganhar vai uma grande distância. Os júris avaliam tudo mas a nossa vontade quando nos inscrevemos nisto foi ganhar. Quando descobrimos que íamos ganhar, foi muito bom. Foi uma surpresa“, completou Pedro Correia.

 

 

Agora que dão tantas entrevistas, será que se começam a habituar ao preço da fama?

 

 

O mais importante para nós não é a fama mas sim dar às pessoas o que nos dá prazer fazer. Se as pessoas gostarem daquilo que estamos a fazer… óptimo!”, diz Pedro Correia.”Falando em nome da banda, mesmo que a nossa música fique muito conhecida, a nossa maneira de ser não vai mudar“, garante Zé Garrincho.

 

 

E depois do CD, o que vai acontecer?

 

 

Em principio estão previstos muitos concertos para divulgarmos o CD“, diz o vocalista dos Caelums Edge. O primeiro lançamento foi o EP New World (ainda sem produtora). Agora com o lançamento do CD, a tournée Southern Lights tour 2015 já foi anunciada e conta com alguns apoios.

 

 

A banda criou um alfabeto próprio. Os símbolos permitem fazer posts com mensagens “escondidas” de modo a interagir com os fãs. Estes símbolos são utilizados pela própria banda em fotos, cartazes e até roupas e acessórios que usam em espectáculos.

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