Diogo Piçarra: Foi tudo verdadeiro no Centro Cultural de Belém

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Foi tudo verdadeiro no concerto de Diogo Piçarra no Centro Cultural de Belém, na apresentação de “Espelho” que comemora um ano no mercado. Este trabalho discográfico do ex-idolos denota um bom gosto musical impar e mostra a versatilidade vocal de Diogo Piçarra.

 

“Espelho” é o nome do disco de Diogo Piçarra, produzido por Fred Ferreira e no qual o ex-Ídolos mostra-se como interprete, compositor e multi-instrumentista. Lançado há um ano, este trabalho já foi reeditado e tornou Diogo Piçarra um dos maiores ídolos actuais do público adolescente em Portugal.

 

 

Um ano depois de iniciar a aventura de “Espelho”, Diogo Piçarra apresentou-se pela primeira vez no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém. Ainda antes de subir a palco e após o ensaio, o artista foi surpreendido com o disco de ouro, pelo número de unidades vendidas. Emocionou-se, segundo confessou em palco. E não é para menos. Em um ano almejou tanto, mas ao mesmo tempo tão pouco para o seu talento. Tem ainda o mundo esperando por si.

 

 

Perante sala muito bem composta de público (com faixa etária bastante alargada mas com predominância adolescente), os músicos que o acompanharam foram os primeiros a subir a palco, seguindo-se Diogo Piçarra que levou o público a gritar, na primeira explosão de alegria da noite.

 

 

Cumprimentou a plateia, “Boa noite Lisboa”, pegou e bateu energicamente com as baquetas, e abriu as portas ao seu mundo, “eu sou o Diogo Piçarra, bem-vindos ao Espelho”. Enquanto isto já nós eramos bafejados por um “Breve” “Sopro” e com a certeza de que “Não te vou esquecer”. Pelo menos na opinião das fãs, que aquando da interpretação deste último tema, ergueram folhas A4 em que aparecia escrito “Nós não nos esquecemos de ti”.

 

 

Para um concerto especial, uma surpresa também ela especial. Pela primeira vez interpretada ao vivo, a canção “Crescente” agradou aos fãs do artista num momento que resultou bem intimista (como aliás todo o concerto).

 

 

Mas Diogo tinha ainda preparadas mais surpresas. Uma delas a presença do “amigo e conterrâneo Real Punch”, um rapper com quem Diogo partilhou o tema “Falso Espelho”. O ritmo era frenético e Diogo decidiu que “vamos acalmar um pouco que também gosto de apreciar as vistas”. Sentado de frente ao teclado interpretou magistralmente “Margem” e “Hello”.

 

 

Ao longo de todo o espectáculo o artista mostrou-se sempre muito frontal no que lhe ia na alma, a sua voz emocionada era o Espelho da alma, e talvez o tema que melhor defina este concerto seja “Verdadeiro” em que segundo a letra, Diogo diz “eu só quero ser alguém/ que te conquista sem/segredos ou receios/quero que tudo/que seja tudo verdadeiro”.

 

 

Diogo foi ainda mais “Longe” neste concerto, mas antes relembrou os Sétima Legião com “Não me perco”. Mas para que este concerto fosse “Perfeito” faltava um “Café Curto” que dedicou a um dos membros da equipa técnica que fazia anos.

 

 

Mas o público queria mais e Diogo Piçarra após o tradicional encore, regressou ao palco e trouxe consigo a talentosa Isaura, com quem partilharam (no verdadeiro sentido da palavra)”Meu é Teu”.

 

 

Mais uma “Volta” que é como quem diz mais um tema e encerra o concerto com “Tu e Eu” um dos maiores hits do artistas e já com a plateia de pé e a cantar em uníssono. Neste concerto muitos foram os telemóveis que captaram fotos e vídeos para mais tarde recordar.

 

 

Quanto a Diogo Piçarra provou que tem tudo para ser um dos ídolos de Portugal durante muitos anos. Talento tem de sobra.

 

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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