Miguel Amado Group no OCF: O jazz em português para ver e ouvir com atenção!

O Oeiras Crescendo Fest (OCF) está quase ai. De 08 a 10 de Abril, o Auditório Municipal Eunice Muñoz em Oeiras recebe artistas consagrados e outros que lutam para alcançar o seu lugar ao sol.

 

Uma das principais ideias deste festival é promover os novos valores que vão surgindo na música portuguesa. No segundo dia de festival, para além de Cati Freitas, actua Miguel Amado Group.

 

 

Em entrevista ao Infocul.pt, Miguel Amado Group dá-se a conhecer, fala-nos um pouco do percurso do grupo e das suas alterações e claro do OCF.

 

 

Quem é Miguel Amado Group e como surgiu?

 

Este grupo já existe há alguns anos, e tem sofrido algumas alterações, com a entrada de alguns músicos novos substituindo antigos elementos. Basicamente a formação vai sendo adaptada conforme o conceito e a estética que tenho em mente em cada fase do projecto.

 

 

This is Hom” é o mais recente disco. Qual a principal mensagem deste disco?

 

“This is Hom” é um disco de 2010. Depois desse já editei o “Story to be Told” em 2013, e em 2016 sairá o novo trabalho com o titulo “The Long Rest”

 

 

O vosso repertório é constituído por originais. Mas este disco teve também colaborações de alguns dos nomes maiores do jazz em Portugal. Quem participa neste disco e como foram pensadas e planeadas estas colaborações?

 

Falando do novo trabalho “The Long Rest”. Os temas são todos originais escritos por mim. Os músicos são: Desidério Lázaro (saxofone), Ricardo Pinheiro (guitarra), Ruben Alves (piano) e Vicky Marques (bateria). Tive ainda o prazer de contar com as participações de dois amigos, e dois artistas que muito admiro: Lúcia Moniz e Paulo Ramos.

 

 

Como analisam o actual panorama do jazz em Portugal?

 

O Jazz em Portugal está num excelente momento, com uma nova geração de excelentes músicos. Nesta altura penso que o panorama do jazz nacional é visto com grande interesse pela critica estrangeira.

 

 

E o da indústria musical no geral?

 

 A indústria musical tem sofrido grandes transformações nos últimos anos, com a crescente importância da internet na divulgação de conteúdos, e com a consequente diminuição da importância das editoras. Neste momento os músicos, e os artistas em geral têm a possibilidade de levar a sua arte directamente ao público, o que é muito interessante. Certamente daqui a 10 anos as coisas estarão muito diferentes, e nesta altura é impossível prever pra onde caminhamos.

 

 

Quando surgiu o convite para actuarem no OCF?

 

Tenho uma antiga ligação a escola de musica Crescendo Centro Musical. Que foi onde iniciei os meus estudos musicais, e onde mais tarde cheguei a ser professor. A amizade mantem-se ao longo dos anos, e este ano foi possível colaborar no festival com o meu próprio projecto, o que me deixa muito satisfeito!

 

 

Actuando no mesmo dia de Cati Freitas haverá algum tema interpretado em conjunto entre Miguel Amado Group e Cati Freitas?

 

Não está previsto… Mas seria interessante!

 

 

Como convidam o público a ir ao OCF?

 

A divulgação tem sido muito bem feita, e bastante intensa. Penso que não faltará publico!

 

 

O cartaz completo é o seguinte:

 

Dia 08: Les Triplettes de Lisbonne e Dino D’Santiago

 

Dia 09: Miguel Amado Group e Cati Freitas

 

Dia 10: Trama e Simone de Oliveira.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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