Teatro Tivoli BBVA: Um investimento de dois milhões de euros, modernizando-o, e criando novas valências no espaço

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Decorreu esta quarta-feira a conferencia de imprensa que serviu de apresentação ao restauro levado a cabo no Teatro Tivoli BBVA, propriedade da UAU e monumento de interesse nacional.

 

Numa apresentação que contou com a presença de Paulo Dias, director da UAU, Flávio Tirone, Arquitecto responsável pelo projecto de restauro, Nazaré Tojal, responsável pela requalificação, Marcos Castro, responsável da CIN e Catarina Vaz Pinto, vereadora da cultura da Câmara Municipal de Lisboa, foram também vários os artistas e agentes culturais que marcaram presença na cerimonia decorrida no sala café concerto do Tivoli ontem inaugurada.

 

 

Na sua intervenção Paulo Dias começou por revelar que fazia confusão este espaço “estar confinado ao abandono”, recordando ainda que chegou a ter como destino “ser um hotel”. Devido ao empenho e esforço da UAU nada disso aconteceu. Um aliado importante da UAU foi o BBVA, naquela que foi “a primeira operação de naming” em Portugal, como revelou Paulo Dias.

 

 

O responsável pela UAU informou ainda que pretende que este espaço seja “de todos e para todos”, “o espaço de todos os eventos, de todas as iniciativas”, tendo como pretensão ter “uma programação constante, variada, sem nunca abdicar da qualidade”.

 

 

Inaugurado a 30 de Novembro de 1924, este espaço teve vários proprietários, todos eles privados, mas mantendo sempre a sua característica de sala polivalente para apresentação de manifestações artísticas das diversas áreas da cultura e do entretenimento. Em 2011, no mês de Dezembro, foi adquirido pela UAU, com o apoio do BBVA, que lhe deu o naming, passando desse então a denominar-se Teatro Tivoli BBVA.

 

 

De 2012, inicio das obras, até 2016, decorreram no Tivoli 1025 espectáculos recebendo 484 mil espectadores.

 

 

Quanto à sua gestão, a UAU pretende que seja autónoma, auto-financiando-se. Por ser propriedade de empresa com fins lucrativos, o Tivoli BBVA não se encontra abrangido pela Lei do Mecenato nem é passível de candidatura a subsídios, pelo que tem de gerar os fundos que suportem as intervenções de restauro necessárias após os anos de degradação a que esteve sujeito. Além das receitas originadas pelo aluguer da sala para eventos e espectáculos, pretende-se disponibilizar outras das suas áreas para acolhimento de marcas comerciais (marcas de luxo mundial e ainda sem presença em Portugal) que o identificam como espaço de prestígio ideal para a exposição dos seus produtos” informa a nota distribuída aos jornalistas.

 

 

Na conferencia de imprensa, Paulo Dias anunciou também ter solicitado esta semana uma reunião com o Ministro da Cultura, João Soares.

 

 

Sem interromper a sua programação, e de acordo com um cuidado plano de obra, realizaram-se intervenções de recuperação, manutenção e modernização do edifício e suas infra-estruturas, num investimento de 2 milhões de euros, exclusivamente privado, a que se soma os contributos de muitas instituições, empresas e particulares, sem as quais esta aventura não seria realizável” informa ainda a nota de imprensa.

 

 

Acrescenta que “BBVA, Arsuna, CIN, Comprojecto, Sanitana, Siemens, Revigrés, LG, Nobilis são as empresas que responderam ao desafio da UAU e que ficarão definitivamente associadas ao projecto de recuperação deste Monumento Nacional. A Câmara Municipal de Lisboa e a Junta de Freguesia de Santo António compreenderam a importância desta acção para a cidade e associaram-se no apoio à sua recuperação”.

 

 

Entre as intervenções efectuadas ao longo destes quatro anos no teatro destacam-se “a renovação das cadeiras da sala, os novos e modernos camarins, uma sala de ensaios, novos equipamentos de palco e um monta-cargas com acesso directo ao palco, novas instalações sanitárias para o público e uma recuperação, já elogiada pelos técnicos, da decoração, pinturas e madeiras originais” e ainda o facto de o edifício ganhar novas valências “com a criação do novo espaço público, no 1º piso, com capacidade para cerca de 300 pessoas, onde se pretende uma programação complementar à do grande auditório, bem como a recepção de eventos variados como apresentação de novos produtos e espectáculos”.

 

 

Entre as curiosidades destacar que o projecto original data de 1920 da autoria de Raúl Lino e que nestas obras agora levadas a cabo foram gastos seis mil litros de tintas.

 

 

Na galeria fotográfica acima do texto poderá não só verificar as fotografias do evento de ontem, como também as mudanças que ocorreram no teatro, num antes e depois das obras.

 

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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