Depois do Campo Pequeno, Carminho voltou a conquistar Lisboa no Terreiro do Paço

 

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Carminho acompanhada pela Orquestra Sinfonietta de Lisboa e tendo como convidado António Zambujo continuou o ciclo de concertos de Ano Novo promovidos pela Camara Municipal de Lisboa no Terreiro do Paço.

Depois de na noite anterior terem actuado os Trovante e Richie Campbell, esta sexta-feira foi a vez de Carminho subir a palco acompanhada pela Sinfonietta de Lisboa e o seu convidado António Zambujo.

Carminho que teve em final de 2015, 27 de Novembro, um concerto de grande nível no Campo Pequeno, voltou a provar que se encontra em grande momento atingindo com aparente facilidade grande brilhantismo nas suas interpretações, fruto do seu enorme talento.

A fadista continua com grande qualidade a atingir as notas altas, gerindo de forma eximia esse risco de quem assim canta, e a empregar em cada fado, cada canção, uma garra e uma alma ao alcance de poucos.

Não havia melhor forma de começar o ano, que junto de vocês nesta praça tão bonita da nossa cidade”, começou por afirmar antes de interpretar temas como “As pedras da minha rua”, “Saia Rodada” ou “Chuva no Mar” um tema oferecido por Marisa Monte e com letra de Arnaldo Santos.

Inspirado numa obra de Fernando Pessoa, interpretou também “Bom dia Amor”, um tema que transmite uma mensagem de esperança, antes de relembrar Beatriz da Conceição ao interpretar brilhantemente “Disse-te Adeus”. Esta interpretação que adiante mereceu de Zambujo rasgados elogios chegando mesmo a afirmar que “este tema deveria ser exclusivamente cantado por ti”.

Antes de chamar António Zambujo ao palco, tempo ainda para “Ventura”, da autoria de Miguel Araújo. Mágico seria um adjectivo correcto para classificar os três temas que se seguiram e que contaram em palco com “um dos artistas que é também meu amigo”.

Carminho começou por lembrar que “eu e o António temos cantado juntos em algumas ocasiões especiais” acrescentando que o que cantariam “não são fados mas temas que nos têm marcado de alguma forma”. Interpretaram Chico Buarque, seguiram para “Pica do 7”, “um tema que foi feito para a Carminho cantar, mas ela fez na altura um álbum mais com Fados tradicionais e não deu para encaixar o tema no disco. Foi ficando guardado até que o gravei no meu último disco” disse Zambujo e terminaram com uma moda alentejana.

Já sem Zambujo em palco a fadista interpretou ainda temas como “Talvez”, Fado das Queixas” ou Meu amor marinheiro”. Fez ainda um breve encore antes de regressar ao palco para satisfazer o público com mais temas, terminando em apoteose total.

Para além da Orquestra Sinfonietta de Lisboa, acompanharam a fadista: Luis Guerreiro na guitarra portuguesa, Marino de Freitas no baixo, Flávio César Cardoso na viola, Ruben Alves nos teclados e acordeão, Ivo Costa na percussão.

Os concertos no Terreiro do Paço continuam este sábado com D.A.M.A. pelas 22:00 a animarem a Praça do Comércio, continuando a festa noite fora com DJay Rich & António Mendes (DJ’s RFM) e Firebeatz (Holanda).

 

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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