O Auditório dos Oceanos recebeu, esta quarta-feira, a estreia do espectáculo ‘A Peça que dá para o Torto’, com sala cheia e muitas gargalhadas.

O sucesso deste espectáculo noutros países, deixa antever igual sucesso em Portugal. O elenco não deixa dúvidas e após ver a estreia, saímos do Casino Lisboa com vontade de…regressar.

Tudo acontece quando o Núcleo de Teatro da Sociedade Recreativa e Cultural do Sobralinho finalmente oportunidade de encenar uma peça, após várias más experiências no passado, apresentando ‘ O Crime na Mansão Haversham”.

E objectivo, como facilmente poder-se-á depreender do título é descobrir o autor do crime, contudo esta é uma peça que dará (mesmo) para o torto.

Tudo irá correr mal numa encenação do espectáculo que tem como ingredientes uma mansão, um morto, o irmão, a noiva e o seu irmão, o mordomo, o jardineiro e o inspector da polícia (que conta com ligação…ao crime…que não chega a acontecer, ou será que chega?).

‘A peça que dá para o torto’ é uma réplica show, nome original The Play That Goes Wrong, com assinatura de Henry Lewis, Jonathan Sayer e Henry Shields, da companhia inglesa Mischief Theatre e que a UAU traz (e bem) agora a Portugal.

Não explicando muito os personagens nem o espectáculo (um dos trunfos é o público ir sem conhecer quase nada, porque acaba agradavelmente surpreendido), destacam-se as interpretações, com o elenco a mostrar-se compacto e qualitativamente em plano superior na representação, a encenação residente de Frederico Corado é bem conseguida (com um ou outro momento em que a naturalidade pera para a rigidez) e claro o cenário…que acaba todo destruído.

Um espectáculo que tem praticamente as duas primeiras semanas já com lotação esgotada (confirmar bilhetes disponíveis nos lugares habituais), o que representa um recorde desde…’A conversa da Treta’, há 15 anos, como ontem referiu o director da UAU, Paulo Dias.

Um réplica show trata-se de um projecto comprado na íntegra, desde desenhos de luz, som, cenário, guarda-roupa e tudo o que o envolva…excepto os actores.

A adaptação foi feita por Nuno Markl.

O elenco é composto por Inês Castel-Branco, Alexandre Carvalho, Cristóvão Campos, Igor Regalla, Inês Castel-Branco, Joana Pais de Brito, Miguel Thiré, Telmo Mendes, Telmo Ramalho, João Veloso, Rita Silvestre e Valter Teixeira.

A peça estará agora em longa temporada no auditório do Casino Lisboa, com bilhetes a custar entre 18 e 22 euros.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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