Adiafa promovem o seu “Alentejo” e abordam o futuro do Cante…

Os Adiafa são um dos grupos que cantam e sentem o Alentejo contando já com aproximadamente 20 anos de carreira. O Infocul aproveitou a presença do grupo no “Viva a Musica” da Antena 1, e conversou com o grupo que nos fez um balanço do percurso, apresentou o mais recente disco, “Alentejo” e ainda abordou a elevação do Cante a Património Imaterial da Humanidade por parte da UNESCO.

A formação actual integra José Emídio,  Tói “Marreco” Santos, João Paulo Sousa, Bernardo Emídio e Ruben Lameira. O Alentejo esse continua a ser o fio condutor das suas modas. Sucessos como “Meninas do Sado” continuam na memoria dos portugueses. Mas o mais recente trabalho intitula-se Alentejo, um disco composto por doze faixas, e que nesta altura o grupo anda “a promover”, seno que no verão “vamos andar por ai” revelou-nos João Paulo.

 

 

Este disco começou a ser pensado em 2008, mas “entre o segundo e este demorámos algum tempo pois andámos envolvidos em outros projectos”, sendo que a recepção do público tem sido boa, até porque “este disco está muito virado para a música tradicional e o cante alentejano. Tem mais temas vocais. A reacção têm sido boa” revelam-nos.

 

 

A recolha fazemos dia-a-dia. Vamos sempre absorvendo. Temos um grande repertório de modas e de coisas mais velhas. Outras vamos ouvindo. Nós fazemos investigação dia-a-dia. O nosso trabalho é esse. Felizmente temos um tema que toda a gente conhece que é o “As Meninas da Ribeira do Sado” que tocamos em todos os espectáculos” revelou-nos João Paulo sobre a escolhe de repertório para este novo disco.

 

 

A elevação do cante a Património Imaterial da Humanidade por parte da Unesco, fez surgir vários grupos novos ligados a este género musical. Para João Paulo “ Sim. Realmente começaram a aparecer mais grupos e a terem mais destaque nos órgãos de comunicação social. Outras pessoas que não são do Alentejo começaram a olhar para o cante alentejano de uma outra forma. As coisas quando não são faladas ninguém gosta mas se começarem a falar as pessoas acabam por gostar. Hoje já toda a gente diz que gosta do cante alentejano. Temos que aprender a gostar. É como no fado. Nem toda a gente pode dizer que gosta de fado. Ou se gosta ou não se gosta mas como está na moda toda a gente adora o fado e começa a ser igual. A realidade é que aqueles que ouvem cante alentejano já o apreciam de outra forma. Já o sentem. É normal aparecerem por esta altura mas quando a “febre baixar” um pouco mais deve haver apenas dos 50% dos grupos que existem agora. Quando apareceu esta parte de ter sido elevado a património. Alguns vão sendo já diluídos” diz-nos convicto antes de acrescentar que “60% serão momentâneos. Existe um apoio agora por causa do cante ter sido elevado a património mas à partida temos uma responsabilidade maior que é a gravação e divulgação do cante. Apoiam a criação de grupos e é por isto que agora aparecem vários grupos que daqui a três anos já não vão existir”.

 

 

O grupo revela ainda que quanto ao mais recente disco, “Alentejo”, “todos os dias respondemos pelo Facebook às pessoas que querem saber mais sobre nós ou adquirir o nosso disco”.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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