Alexandra sente que “cada vez mais, os novos cantores e os que estão na berra, fazem menos fado”

 

 

Alexandra actuou na tarde desta terça-feira, 11 de Junho, na Igreja de Santo António em Lisboa. Antes do espectáculo falou ao Infocul sobre os santos populares, as marchas e a possibilidade de gravar um novo disco.

Recordou que “eu também canto marchas, eu debruço-me por vários géneros. Além das marchas vamos também dar uma passagem por um tema ou outro do nosso reportório, que também as pessoas gostam de ouvir, mas é com enorme prazer que estou aqui na Igreja de Santo António, a cantar marchas dedicadas ao Santo António, à nossa Lisboa. É um reencontro com a Maria da Fé e com a Lenita Gentil, depois de termos feito as Entre Vozes e passados estes anos é optimo voltar a cantar com elas”.

Sobre o que mudou neste período de tempo, entre o Entre Vozes e a actualidade, disse-nos que “acho que não mudou nada, nós continuamos com as nossas carreiras, só não temos cantado juntas. Cada uma de nós fez a sua carreira, eu mudei imenso, agora dedico-me mais ao fado, tenho uma casa de fados no Algarve, abri uma casa de fados em Almancil, as Arcadas do Fado e está a ser muito bom. Nós vamos fazendo coisas, os anos vão passando e nós temos que ir mudando as coisas, fazendo coisas novas e divulgando a música portuguesa e a cantar o nosso fado, a nossa música”.

Quando questionada se tinha alguma marcha preferida, em termos de bairro, disse que “é difícil, porque eu já fui madrinha de várias marchas, da Mouraria, de Alfama, dos Olivais, do Lumiar, de Alcântara, da Madragoa, como estou sempre aberta a ser madrinha de qualquer uma delas, não vou dizer que prefiro… até aqui a algum tempo atrás tinha uma casa de fados em alfama e claro que torcia um bocado por Alfama, mas como tive de fechar e mudar para o Algarve, portanto agora torço por todas as marchas de Lisboa”.

Já sobre o novo disco, começou por revelar que “Fazem-me sempre essa pergunta… Para já não! As coisas estão tão complicadas e que discos é que uma pessoa faz? Eu acho que cada vez mais  os novos cantores, e os que estão na berra, fazem menos fado, eu acho que o que se está hoje a fazer não será muito fado, hoje está-se a tirar muito partido da bateria, da percussão e penso que cada vez os novos cantores estão-se a afastar um bocadinho do fado e portanto eu que não era fadista agora canto mais fado que muita gente que era fadista e depois fico naquela doo que eu poderia gravar? Fado-fado, outro género? O que vou fazer? E então para não fazer asneira vou estando calminha”.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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