Alma Nuestra, com Salvador Sobral e Victor Zamora, anuncia disco para 2019 (c/som e fotos)

 

 

O projecto Alma Nuestra esteve este domingo no Artes à Rua, em Évora, subindo ao palco sito na Praça de Giraldo. Antes do concerto, concederam uma entrevista ao Infocul na qual abordaram a origem do projecto, o percurso e também anunciando o primeiro disco que sairá em 2019.

 

 

Constituído por Victor Zamora (piano), Nelson Cascais (contrabaixo), André Sousa Machado (bateria) e Salvador Sobral (voz), “este projecto surge em 2016 e tem dois lados, por um lado estou eu, que adoro música da América latina, que me conheci por causa do Caetano Veloso, conheci pelo Fina Estampa do Caetano Veloso, comecei a interessar-me por boleros, a partir do disco comecei a ouvir outras pessoas”, começa por nos revelar Salvador Sobral.

 

 

Salvador Sobral acrescentou ainda que “por outro lado está o Victor, que é cubano e que depois decidiu vir para Portugal trabalhar, e depois o ponto essencial é o dia em que nos conhecemos bem, o dia em que nos conhecemos no Hot Club, ele é essencialmente um pianista de Jazz e eu ouviu tocar, tem uma técnica brutal, uma sensibilidade muito importante, e pronto é cubano e tem a cena no sangue”, até que um “dia combinámos mesmo fazer algo, víamo-nos sempre na Fábrica, porque a Fábrica do braço de Prata é o sitio onde nascem todos os projectos”, surgindo então Alma Nuestra, ao qual pertencem ainda Nelson Cascais e André Sousa Machado.

 

 

O ‘boom’ de Salvador Sobral, após vencer o Eurovisão, não trouxe nada de positivo nem negativo ao projecto, segundo Victor Zamora, até porque “este projecto nasceu com o Salvador antes de ele ganhar o Festival da Canção e as sensações são exactamente as mesmas”, revelando que “agora talvez seja mais fácil apresentarmos o nosso trabalho”. Destacou ainda que este projecto apenas faz sentido com estes quatro elementos, “se um falta, não fazemos”.

 

 

Nelson Cascais revelou que “funcionamos como grupo, todos temos espaço para contribuir e dar ideias”. André Sousa Machado revelou que “viemos a viagem para cá a falar sobre isso, sobre a necessidade de marcarmos datas, gravarmos temas do repertório que já temos e vamos falar, aproveitando este espectáculo, para pormos isso em prática tão breve quanto possível”. Mas afirmando que “seguramente” haverá disco em 2019.

 

 

 

 

Pergunta impossível de não ser feita a Salvador Sobral era se mesmo apresentando-se em palco com este projecto, o público lhe pedia para cantar o “Amar pelos dois”, tema com o qual venceu o Eurovisão, tendo o músico dito que “logo no inicio do espectáculo eu digo que vamos apresentar música dos anos 20, 30, 40 a América Latina(…) o ‘Amar pelos dois’ foi escrito em Portugal, no século XXI, portanto não vamos tocar. Caso alguém queira ouvir pode ir ouvir para casa no Spotify. E então aí já ninguém vai pedir porque eu disse aquilo

 

 

Esta foi a primeira apresentação do projecto no Alentejo e Salvador Sobra tinha a expectativa de que “as pessoas vão gostar porque a música é genuína. Eu acho que quando a música é genuína, não precisam de entender de música tecnicamente… Quando a música é entregue genuinamente, as pessoas aceitam”.

 

Fotografias: Câmara Municipal de Évora

 

 

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Notícia publicada a 27/08/2018

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