Álvaro Covões elogia regresso dos espectáculos para “dar trabalho às centenas de empresas que dependem deste sector e aos milhares de trabalhadores”

Foto: Filipe Brito

O empresário Álvaro Covões prepara o regresso dos espectáculos musicais e já anunciou 3 para os primeiros dias de Junho. Prestou declarações ao Infocul.pt sobre a importância do regresso dos espectáculos.

Depois de a Everything is New anunciar dois espectáculos de Deixem o Pimba em Paz (1 e 2 de Junho) e Dino D’Santiago (6 de Junho) no Campo Pequeno, Álvaro Covões revelou-nos que a produtora que lidera “tem uma agenda com uma quantidade de concertos anunciados de norte a sul, com predominância no Porto e Lisboa, e portanto vamos começar a anunciar”.

Começamos este no Campo Pequeno, porque o Campo Pequeno como pode abrir a cobertura transforma-se numa sala ao ar livre e isso permite, num primeiro embate, dar ao público um pouco mais de tranquilidade, e portanto o que nós queremos é que é seguro ir a um espetáculo e depois dar um mote a todo o pais para que se comecem a organizar espectáculos, seja em sala, seja ao ar livre, para podermos dar trabalho às centenas de empresas que dependem deste sector e aos milhares de trabalhadores que também dependem deste sector, que é o sector cultural que às vezes parece pequenino, mas não. É muito grande, emprega mais de 130 mil pessoas”.

Explicou-nos que no Campo Pequeno fica com uma lotação de “2100, 2200 lugares, estamos a falar em 50%”, da lotação máxima tendo em conta a colocação do palco e que se trata de uma sala redonda.

Explica que é “evidente que a escala também é importante, as salas mais pequenas têm mais dificuldade, mas nesta fase inicial há uma redução de custos substancial, mas o que importa é garantir trabalho a todos e este primeiros concertos obviamente que são parceria entre a EIN, a Força de Produção, a Arruada e a AudioMatrix, tudo empresas que se juntaram no sentido de ‘vamos ai, temos uma responsabilidade grande porque somos agentes culturais e vamos dar o mote ao país todo”.

Questionado se esta crise tinha unido o sector, revelou que “não é só unir, isto serve também para dar também dignidade das pessoas poderem ter um trabalho e serem remuneradas e terem, no fim do dia, dinheiro para ir ao supermercado e levar comida para casa. Isso é um tema muito importante porque sabemos que há muita gente a passar dificuldades, porque são pessoas que vivem do seu trabalho e este sector faz-se uma pequena confusão sobre o facto de ser intermitente, os contratos serem intermitentes, mas é um sector que assenta muito em empreendedores, ou seja, um actor é um empreendedor, é como um autor que quando publica uma obra tem rendimentos”.

Acrescentou que “como grande parte das pessoas são empreendedores, são empresários em nome individual, obviamente têm necessidade de trabalhar. E a única possibilidade de voltarem a ter rendimentos, é voltarem a trabalhar”.

Sobre o adiamento do NOS Alive disse que “isto parece um pesadelo, e só se vai tornar real no dia 8 de julho que seria o primeiro dia do festival e até lá parece que o festival vai acontecer. Mas a manutenção da vida humana é muito mais importante”.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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