“Amadeo de Souza Cardoso: O ultimo segredo da arte moderna” em antestreia na Fundação Calouste Gulbenkian

A Fundação Gulbenkian apresenta a antestreia do filme sobre o pintor Amadeo de Souza Cardoso. “Amadeo de Souza Cardoso: O ultimo segredo da arte moderna” tem a sua antestreia no grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian a 13 Abril pelas 18:30 e a entrada é livre.

 

O filme de Christophe Fonseca, uma co-produção internacional realizada no âmbito da exposição que o Grand Palais vai dedicar ao artista a partir do dia 20 de Abril. Christophe Fonseca é o fundador da Imagina Produções com Ruben Alves (realizador da Gaiola Dourada) e Duarte Neves. Realizou mais de quatro dezenas de documentários e grandes reportagens, tendo obtido vários prémios e distinções em França.

 

 

O filme tem a duração de 52 minutos e traça o percurso apaixonante de um artista que deixou uma obra de grande fulgor, cúmplice de todas as revoluções estéticas do seu tempo, e, ao mesmo tempo, absolutamente única e original. Íntimo de Modigliani, Brancusi, do casal Sonia e Robert Delaunay, expôs ao lado dos maiores do seu tempo – Braque, Picasso, Duchamp, Matisse, Kandinsky, Léger – mas o sucesso que conhece em vida foi sendo progressivamente esquecido após a sua morte precoce aos 30 anos. Realizada um século depois do desaparecimento de Amadeo, este filme, tendo sempre como pano de fundo a exposição no Grand Palais, vai constituir um inestimável contributo para revelar internacionalmente “um dos segredos mais bem guardados da arte moderna”, citando o historiador de arte norte-americano Robert Loescher. Com uma realização estética, sóbria e elegante, à imagem da própria personagem, o documentário percorre os vários lugares onde Amadeo viveu, que inspiraram e enquadraram a obra:  Amarante, Lisboa, Paris, Nova Iorque e Chicago, evidenciando  a cor e o movimento, tão importantes no seu trabalho.

 

 

As paisagens sumptuosas do Douro, fonte de inspiração fundamental para o artista e sempre presentes ao longo das múltiplas etapas do seu trabalho, assumem, no filme, grande protagonismo. Duas narrativas sobrepõem-se neste filme: a primeira, cronológica, segue a vida de Amadeo, percorrendo a casa familiar, os locais emblemáticos e os espaços que partilhou com outros artistas. A segunda acompanha a investigação da equipa orientada por Helena de Freitas, comissária da exposição do Grand Palais e consultora científica deste filme, documentando a pesquisa aos arquivos pessoais do artista, registando, por exemplo, a emoção da descoberta de uma obra inédita, ou as peritagens realizadas na Universidade Nova de Lisboa que trazem uma nova luz sobre a obra de Amadeo. O documentário, que conta com o apoio Fundação Calouste Gulbenkian, Caixa Geral de Depósitos, Fidelidade, e Município e Museu Amadeo de Souza-Cardoso de Amarante, será exibido na RTP em horário nobre, após o telejornal a 20 de Abril, dia da abertura das portas da Exposição do Grand Palais.  Em França, tem data marcada para dia 8 de Maio no canal France 5. 

 

 

A sua posterior exibição nos canais da France televisions e na sua rede internacional fará chegar este documentário a cerca 180 países. O filme foi produzido originalmente em francês. A versão portuguesa tem locução do actor João Lagarto.

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