Ana Laíns: “eu não gravo discos a pensar no mercado e acho cruel essa imposição que o mercado nos faz”

Capa Ana laíns Portucalis

 

 

 

Ana Laíns está de regresso aos discos com “Portucalis”. A celebrar 18 anos de carreira, a cantora portuguesa apresenta-se neste disco com uma portugalidade vincada, tal como sempre o fez, presenteando o público com um disco eclético, com convidados (pela primeira vez na carreira) e onde demonstra qual o país dos seus sonhos.

 

 

A 28 de Dezembro de 2016, Ana Laíns foi uma das 15 individualidades da cultura entrevistadas pelo Infocul, no âmbito do primeiro aniversário do site. Na altura revelou que o disco chamar-se-ia “Dual”. Acabou por ficar “Portucalis” e explica o porquê. Esta entrevista será apresentada em duas partes, nas quais falará sobre o disco, o mundo, a sua vida mais pessoal e os seus ideais.

 

 

Depois de “Sentidos” e “Quatro Caminhos”, “Portucalis” é o novo trabalho da cantora que nasceu em 1979, sempre associada, pelo público e crítica, ao fado, mas cujo seu percurso é mais vasto e contemplador de outras sonoridades. Este disco comprova-o.

 

 

O que é o teu “Portucalis”? É o país dos teus sonhos?

É. É um país onde eu vivo há muitos anos. Aliás, na sinopse que escrevi sobre este disco faço questão de salientar isso porque…eu sinto-me sempre um bocadinho uma outsider, sempre me senti uma espécie de outsider no que faço na vida e muito mais quando se trata de música, não é?!…E tu conheces um pouco o meu historial e sabes que eu estou sempre um bocadinho à margem daquilo que é esperado nas modas, nas músicas e tudo mais, então eu reflicto na música que faço o pais onde eu vivo, aquilo que eu considero ser o meu lar, quer a nível pessoal quer a nível profissional e este disco, sendo o sumário de uma carreira de 18 anos de amor à música portuguesa e à língua portuguesa que, como tu sabes, me move, move toda a minha fé. Toda essa transversalidade que eu sinto que está presente neste disco, mais que em qualquer outro disco que eu tenha feito até hoje, e acho que o tema que melhor exemplifica esta minha transversalidade e até dualidade, voltando ao antigo nome, é o “Fado menor”, que foi gravado com guitarra portuguesa e adufes.

 

 

 

Já vamos ao antigo nome. Relativamente a este disco, e eu tive o cuidado de o ouvir três vezes, há uma coisa que eu destaco que são os poemas escolhidos. Este disco…foi difícil a escolha de repertório?

Foi. Nunca é a escolha que é difícil. A selecção final é que é difícil, não é?! Porque nós acabamos sempre por juntar muito mais material, que seria importante para nós e temos que abdicar. E eu sinto quase como se estivesse a abdicar de uma parte de mim quando nós abdicamos. A escolha não é tão difícil como o abdicar de um poema. Todos os temas, estes 14 temas que fazem parte deste disco, todos eles fazem imenso sentido. Não poderiam fazer mais. Todos eles têm uma história e, portanto, o que me custa é que não estejam aqui os outros 26 que ficaram na gaveta porque teriam igualmente uma história para contar. Claro, eu acabei por tentar fazer um resumo de tudo o que eram estas historias com estes poemas que escolhi para cantar, desde Sophia de Mello Breyner, que é um poema que me acompanha há muito tempo e eu ainda não tinha encontrado a melhor solução para o trazer para a música e para o meu trabalho e Fernando Pessoa, repara, Fernando Pessoa…há anos que canto Fernando Pessoa e nunca tinha gravado Fernando pessoa. Zeca Afonso, Zeca Afonso é o meu pai. É o meu pai na música e eu nunca tinha gravado Zeca Afonso.

 

 

 

Carlos Leitão…

O Carlos Leitão é um dos grandes amigos. O Carlos Leitão foi a primeira pessoa que me acompanhou. Não, a segunda. Mentira. O primeiro foi o João Chora mas foi a segunda pessoa que me acompanhou a cantar fado. Nós tínhamos cerca de 15, 16 anos. E repara que o Carlos já tinha naturalmente, não a maturidade que tem hoje em dia mas já era um caso seríssimo de talento e eu aprendi a admirar o Carlos desde então e ele escreve muito bem, como sabes, e eu achei que faria sentido, uma vez que ele me conhece quase virando as vísceras ao contrario, ele sabe de que cor são as vísceras que eu tenho, eu achei que faria todo o sentido celebrar a nossa amizade com um poema dele num disco meu.

 

 

 

Já ouviste este disco enquanto apreciadora de música?

Todos os dias. Eu estou apaixonada, verdadeiramente apaixonada pelo meu disco.

 

 

Não mudarias nada?

Não. Não. Nada. Rigorosamente nada, desde a escolha dos músicos, aos poemas, aos arranjos que nós criamos, à forma de cantar. Eu estou muito satisfeita. Sinceramente. Genuinamente. Eu ouço o meu disco por prazer.

 

 

 

Relativamente a este disco temos alguns convidados: Luís Represas, Filipe Raposo, Mafalda Arnauth e o Ivan Lins. Como é que surge este dueto com o Ivan Lins que esteve guardado a sete chaves ate tu fazeres uma publicação no Facebook.

É uma história muito curiosa. Não tem como não estar apaixonada pelo meu disco. O Ivan Lins foi meu convidado no CCB, no concerto de encerramento dos 800 anos da língua portuguesa e na altura já foi um parto bastante difícil porque eu era uma humilde desconhecida para ele e foi também um acto de boa fé da parte dele aceitar o meu convite, enfim. Mas eu fiquei, já tive a oportunidade de lhe dizer isto, com a sensação de que ele não tinha gostado muito de mim. Sei lá! Não houve uma empatia imediata, não sei explicar. E que me entristeceu bastante porque eu sou fã do Ivan Lins desde que eu me lembro de cantar. Mas a coisa seguiu, o nosso caminho seguiu. Este concerto aconteceu em Julho de 2015 e em Maio deste ano, assim do nada, um dia estou à conversa com um nosso colega jornalista, ao telefone, que me liga propositadamente e me diz ‘tenho aqui um amigo que quer muito falar com você’. Eu: ‘Ai é? Mas é brasileiro?’. ‘Sim. É um musico que você adora e tal’. E eu mando para o ar ‘É o Ivan Lins?’, mas completamente descrente e era. Era o Ivan Lins que estava numa entrevista a falar sobre mim e sobre uma série de colegas meus que ele aprecia e ele ofereceu-me nesse telefonema, durante esse telefonema, numa fase em que este disco estava completamente encerrado em termos de repertório, ele ofereceu-me uma música e convidou-me a escrever a letra e eu ‘What?’. E claro, aceitei e foi um desafio maravilhoso.

 

 

O “Interessa” que é escrito em duo?

Em duo. Por mim e pela Mafalda Arnauth, precisamente.

 

 

Mafalda Arnauth. Esta história também já tem alguns anos.

Já.

 

 

 

Era imprescindível a presença dela neste disco?

Seguramente, seguramente. Eu conheci a Mafalda Arnauth a cantar. É como eu te digo. Eu sei a história de cada pessoa, de cada detalhe deste disco. A Mafalda Arnauth, eu vi-a cantar pela primeira vez no Casino da Figueira em 2000. Não sei. 2000/2001. No auge, no apogeu da carreira dela e fiquei completamente enternecida com aquela capacidade de interpretação daquela mulher. Lembro-me que eu ouvi o “No Teu Poema”, foi o primeiro tema que ouvi a Mafalda cantar e eu não queria acreditar que era possível uma cantora ultrapassar todos os limites do que eu até à altura consideraria uma cantora. Uma cantora, uma pessoa que tem muito boa voz, que afina. A Mafalda deu-me a conhecer um mundo que foi muito importante a para mim depois disso, que foi o mundo da interpretação, percebes? Da profundidade das palavras, da intenção. De ser muito mais importante dizer uma palavra com intenção do que um agudo extraordinário, cheio de técnica. Entendes? E eu só conheci a Mafalda pessoalmente e me tornei amiga dela em 2014. E desde então ela tem sido uma presença muito assídua na minha vida. É uma impulsionadora da minha música, é uma activista da minha música e claro que chegada a hora de escolher quem trabalhe comigo eu tive que escolher uma pessoa com quem eu tenho uma empatia naturalíssima. Nós nunca discutimos. Mesmo quando não concordamos. Durante a feitura dos temas e ela fez uma letra sozinha e depois fizemos esta as duas. Ela ainda me ajudou, ainda fez uma revisão na letra que eu mesma escrevi “Na Charanga do Tempo” e repara, nem sempre concordamos, como é normal na vida, e nunca em momento algum aquela senhora desce dos saltos. É impressionante a capacidade que ela tem de compreender o outro. Eu estou muito feliz com ela, juro.

 

 

 

 

Continuando aqui o desfile pelos convidados. Eu sei que o disco é teu mas isto é um disco em que tu partilhas com varias pessoas. Filipe Raposo e talvez o nome mais estranho a este disco à partida para o público em geral.

Tu já me conheces. Sabes que eu sou uma mulher de firmes convicções e…eu nunca tive convidados nos meus discos. Nenhum disco meu tem convidados. Ora, se eu quis que este fosse uma celebração de toda a minha história fez-me sentido que os convidados fossem estes e que surgiram todos eles de forma natural e o Filipe Raposo surgiu porquê? O Filipe Raposo escreveu uma canção para mim para o “Quatro caminhos”, “Parolagem da Vida”, do Carlos Drummond de Andrade, e desde então eu comecei a seguir o trabalho dele e o Filipe é um fantástico compositor, um fantástico pianista, um fantástico frontline. Ele tem o seu próprio espectáculo também. E eu achei que era importante no meu leque de convidados privilegiar a música, os músicos, os compositores. Percebes? Que são completamente relegados para quinto plano ou décimo plano na maior parte dos casos e esquecidos e a música e os músicos são a minha base, a base da minha essência. Devem ser considerados. Devemos muito aos músicos. E acho que o Filipe Raposo representa simbolicamente todo esse universo muitas vezes esquecido. Fiz questão que fosse um musico e não um cantor.

 

 

 

Vou terminar os convidados, porque também não há mais, com o Luís Represas. Não é erro dizer que o Luís Represas é uma das tuas referências na música portuguesa?

Não é erro nenhum, absolutamente. O Luís Represas é uma das referências da língua portuguesa e da música portuguesa, e para mim mais ainda da língua portuguesa. Lá está, desde sempre nós ouvimos Trovante e o repertório do Luís individualmente mas só a partir de uma determinada idade é que eu comecei a dar valor à palavra. A questão da palavra. Repara, eu não conheço ninguém que tenha a capacidade de interpretação que esse homem tem. No máximo existirá igual e tão igualmente bom. A dicção absolutamente perfeita. Ele põe a voz dele, o timbre dele, a alma dele ao serviço da palavra, só. Exclusivamente. Sem vaidade. Como se isso não bastasse, o Luís Represas, e sendo eu uma apaixonada pela musica tradicional portuguesa, ele tem um dueto com Né Ladeiras que eu não quero errar mas acho que é ali algures dos anos 90, meados dos anos 90, em que ele canta uma canção que é o “Não se me dá que vindimem”, se não conheceres vai ouvir. Que já na altura anunciava ser um tema muito à frente do seu tempo. Aliás, a Né Ladeiras é outra grande cantora que admiro muito e com quem eu um dia hei-de fazer qualquer coisa. E esse tema “Não se me dá que vindimem” ainda hoje é uma grande referência minha do saber cantar e do fazer música evolutiva. Música a pensar no futuro. Entendes? E depois, o Luís Represas faz parte da minha…A primeira passagem de ano que eu fiz na vida, em 2000, curiosamente na noite em que eu me apaixonei pelo meu marido, o Luís Represas contratou-me para cantar no bar dele, sem sequer me conhecer. Portanto, há toda uma história, há sempre aqui um elo de ligação e, claro, agora o meu agente é o mesmo agente dele, o Flávio Serpa e não hesitei ‘Ó Flávio, mete lá uma cunha por  mim”, e ele foi excepcional. O Luís foi excepcional. Não tenho rigorosamente nada a apontar. Simpatia brutal.

 

 

 

Porquê tanto tempo sem gravar?

Porque eu não gravo discos a pensar no mercado e acho cruel essa imposição que o mercado nos faz. Eu acho que este disco surge no tempo certo. De outra forma eu não estaria tão identificada com ele. Eu vivi muitas coisas. A minha carreira não estagnou nestes sete anos, antes pelo contrário. Cada ano tem sido um ano cada vez melhor, com mais evoluções, chegar a mais gente e tive a oportunidade durante estes sete anos de fazer aquilo que eu realmente quis fazer, viver as experiências que que quis viver. Algumas que eu, enfim, de certa forma forcei e outras que a vida me trouxe. É logico que a dada altura, em meados de 2013, eu já tinha grande parte deste repertório escolhido e tencionava gravar mas depois surgiu a história dos 8 séculos da língua portuguesa e eu não pude, de maneira nenhuma, renunciar uma oportunidade que faria todo o sentido nas minhas crenças, na minha fé enquanto portuguesa e na minha evolução pessoal e profissional. E só agora em 2016, quando depois de uma fase difícil, que eu acho que nós já tivemos a oportunidade de conversar sobre um ano bastante difícil e de uma forte depressão e um esgotamento enorme . Este disco é um disco de superação, que foi este disco, a pensar neste disco a partir do final de 2016 que de certa forma me reabilitou e me trouxe novamente muita vontade e muita esperança, muita fé, vontade de fazer coisas e continuar.

 

 

 

Não é erro eu dizer que a Ana Lains enquanto ser humano tem muito sangue na guelra.

Não.

 

 

 

Não é politicamente correcta, não se esforça para o ser e não tem problemas nenhuns em ir contra o mundo, defender os seus ideais.

100%. Contudo o que isso acarreta.

 

 

 

Como é que foi aguentar este disco quando tu assumes que já tinhas mensagens para passar ao público durante tantos anos e só agora o conseguires lançar? Porque esse sangue na guelra é exactamente o oposto de uma tranquilidade, uma contemplação, de esperar pelo tempo certo. Como é que é esta luta interior em termos emocionais?

A minha luta interior, que é sempre inconstante, eu vivo em constante luta interior e eu adorava saber o que é ser tranquila. Um bocadinho, só, de vez em quando. Cinco minutos por dia. Eu não sei o é isso, Rui. Estou em constante luta comigo mesma. Considero que eu sou, eu sou o rato das minhas experiências. Percebes o que quero dizer? Eu sou, está me a faltar o termo…ajuda-me. A cobaia. Eu sou a cobaia das minhas experiências. Eu analiso tudo o que acontece a minha volta e dou-me ao mundo sempre com um espírito de busca por mais conhecimento de mim e das pessoas à minha volta e do mundo à minha volta. Eu sinceramente não senti dificuldade nenhuma em guardar este disco. Porque é como eu te digo. Foi super natural. Surge no tempo certo. O difícil para mim, com muita sinceridade, tem sido sempre, constantemente, ter que explicar a arte. Sabes? Houve alguém que me disse um dia ‘Se não queres explicar a arte não devias dar entrevistas’. Não é nesse sentido. Ter que explicar porque é que eu sou aquilo que eu sou.

 

 

 

Explicar a arte é como explicar o amor?

É. É demasiado pessoal. É demasiado pessoal. É como tu perguntares…

 

 

 

É demasiado pessoal ou é tão emocional que tu não consegues arranjar palavras que o racionalizem?

Nem podemos. Há coisas que não são para racionalizar, são simplesmente para sentir. Um músico que se dá ao mundo, um artista, seja quem for, tem uma função, tem uma missão e essa missão é sempre engrandecer a nossa alma. A nossa alma não carece de explicações. O que carece de explicação é eu estar constipada e precisar de ir ao médico porque preciso de uma resposta que me ajude a solucionar o meu problema. A solução de problemas carece de raciocínio. A contemplação e o crescimento da nossa evolução espiritual neste todo, que é este mundo, não carece de explicação, carece de emoção, carece de sentimento, carece de toque, carece de eu saber que estou em palco e ver os maiores sorrisos. Sabes? Carece de eu sair de cima de um palco e alguém vir ter comigo e dar-me a mão e dar-me um abraço, sem eu conhecer essa pessoa. É disso que carece a arte. Mais nada.

 

 

 

Como é que reages ao choro do público num concerto teu?

Choro também. É a coisa mais normal do mundo. Para mim é chorar que nem uma louca. As pessoas já não toleram. Já há quem leve cartazes a dizer Ana chora hoje também”. Juro-te que isto é verdade. Isto é verdade. Um dia chegou-me um senhor com um cartaz…claro que dentro daquilo que é o meu núcleo. Não é? As pessoas que me conhecem e vão. Não chamo fãs. Acho essa palavra horrorosa. Eu não chamo fãs, tenho amigos que vou descobrindo todos os dias. Então muitos desses amigos que me conhecem por causa do meu canto, seguem-me em vários concertos e um destes dias, já há algum tempo, um chega com um cartaz  com um crocodilo como quem diz “Hoje não choras?!”. Como quem diz que as minhas lágrimas são de crocodilo. Olha o filho da mãe! Não são lágrimas de crocodilo. Nunca! Rigorosamente nunca. Eu sempre que saio do palco, eu venho maior. Percebes o que eu quero dizer? Saio de lá maior.

 

 

 

Por causa dos saltos?

Não. Isso saio menor. Porque saio sempre sem saltos. Mas saio maior porque eu sinto que saio mais eu. Sabes? Descobri mais um bocadinho sobre mim, dei mais um bocadinho de mim aos outros. Não há nada que me faça mais feliz.

 

 

 

Continuas triste com o mundo?

Sempre. Uma insatisfeita, sempre. Sempre e eu acho que é isso que me move. Talvez seja esse o espirito português, esta tristeza constante. E é estranho, não é?! Lá está, dualidade. Eu sou uma  pessoa tão alegre e feliz e gosto tanto de ver as pessoas a sorrir que muitas vezes não consigo compreender porque é que esta tristeza não sai de mim. Não sai de mim.

 

 

 

Não era mais fácil tu te preocupares apenas com aquilo que tu defendes? Apenas com o teu mundo e esquecer um bocadinho os outros?

Não dá.

 

 

 

Porquê?

Porque eu não sei ser assim. Eu não sei ser assim. Gostava de ser assim.

 

 

Há pessoas que vêm ao mundo com uma missão de se entregarem por completo aos outros, às vezes esquecendo a sua individualidade ou a nossa individualidade nunca deve ser esquecida?

A nossa individualidade não devia ser esquecida nunca . No entanto, não obstante, acho que nós temos que nos dar uns aos outros…Tu tens o teu papel no mundo, todos nós temos, e o nosso papel no mundo não passa por hibernar e ser um ermita dentro de uma caverna. Nós damo-nos ao mundo diariamente, sempre, e é isso, e é o outro lado, o verso da moeda, e a artificialidade com que nós vivemos, que a constante necessidade que nós temos de ser aceites. E isso já seria outra história.

 

 

Amanhã será publicada a segunda parte desta entrevista, em que Ana Laíns dá a conhecer o seu mais recente disco e também o que a move no mundo.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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