Ana Paula Amendoeira sobre Terras sem Sombra: “Este festival é grande demais para se confinar a uma região mais pequena”

 

 

A Directora Regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira, marcou presença na apresentação da 15ª edição do Festival Terras sem Sombra e em declarações ao Infocul abordou o alargamento do festival além do Baixo Alentejo e ainda outros dossiers nos quais a Direcção Regional de Cultura está envolvida.

Festival Terras sem Sombra

 

Sobre o alargamento geográfico do festival, ao Alentejo Central-Alentejo Central- Alentejo Litoral-Espanha, Ana Paula Amendoeira viu “de forma muito positiva, era também uma coisa que vínhamos sugerindo em conversas, porque não é fácil que houvesse este alargamento e que o festival possa ser um festival do Alentejo e não apenas de uma parte do Alentejo e isso deixa-nos muito felizes”, acrescentando que “quem tem esta visão, que é a nossa, que é uma visão conjunta do Alentejo, tem este festival que se alarga um bocadinho mais e que esperemos que se alargue ainda mais. É muito relevante, porque os territórios têm as suas lógicas, o Alentejo de facto é uma região que é muito diversa entre si, mas tem de facto uma identidade que pode ser conhecida em qualquer das zonas do Alentejo”. Destacou ainda que “este festival é grande demais para se confinar a uma região mais pequena, porque aquilo que é a abordagem deste festival, é uma visão integrada daquilo que é a nossa vida”. Recordar que na apresentação do festival, pelo director-geral José António Falcão, foi referido que esta ideia tinha sido sugerida pela Direcção Regional de Cultura do Alentejo.

Sobre o crescimento, geográfico, do festival disse que “o festival tem crescido ao ritmo que pode crescer, porque é um projeto com dificuldades e às vezes os crescimentos rápidos de mais não são sustentáveis e até é bom que cresça a pouco e pouco. A proposta deste festival permite olhar para uma região que tem uma identidade própria como um todo, porque a proposta do festival tanto se pode fazer num concelho, como se pode alargar a uma região e depois tem uma proposta educativa”.

 

Candidaturas à UNESCO

 

Já sobre a várias candidaturas que o Alentejo prepara para candidatar a Património da UNESCO, revela que “há varias candidaturas em curso, temos o Montado, o Tapete de Arraiolos, há Mértola, há as Ruinas de Tróia, no Alentejo felizmente conseguimos ter vários sítios na lista indicativa portuguesa à UNESCO e também na lista de património cultural imaterial em preparação, já para não falar nos que já estão inscritos como é o Cante, os Chocalhos, os Bonecos de Estremoz e portanto isso são tudo boas noticias”.

 

Évora- Candidatura a Capital Europeia da Cultura 2027

 

Sobre a candidatura de Évora a Capital Europeia da Cultura em 2027, disse que “nós não desenvolvemos nada sozinhos, fazemos parte de uma comissão executiva que é liderada pela câmara municipal, onde participam a Universidade de Évora, a Direcção Regional de Cultura, a Fundação Eugénio de Almeida, a Entidade Regional de Turismo do Alentejo, a CCDRA, a Agência de promoção turística do Alentejo, e estamos a trabalhar em conjunto para se preparar aquilo que será o primeiro passo da candidatura”.

 

 

Fotografia: Arlindo Homem

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