André ViaMonte: “Via” é um disco que aborda “a expressão emocional em momentos específicos da nossa vida”

André Viamonte acaba de apresentar “Via” o seu primeiro disco onde demonstra uma voz única e que pode marcar Portugal. O infocul entrevistou-o e damos a conhecer ao nossos leitores um pouco mais do artista que recolheu elogios de nomes tão distintos como Kevin Murphy, Cindi Avnet, Michele Ferrero ou Mariza.

 

Um disco de emoções e que não será indiferente a quem o ouça. Pela ousadia e pela voz. André ViaMonte será uma das vozes a marcar a música portuguesa em 2016.

 

 

Fique de seguida com a entrevista na integra feita ao artista.

 

 

Quando surge a paixão pela música?

 

Surgiu na infância. Recorri à música sem motivo ou objectivo algum e por ter-me sentido compreendido nunca mais parei.

 

 

Lembra-se quando foi a primeira vez que cantou em público?

 

Lembro… (Risos). Mas deixem-me carregar sozinho esse fardo. (mais risos).

 

 

Quais foram as suas primeiras referências musicais?

 

Não…nunca tive referências específicas. Poderei dizer que a primeira cassete que me deram foi quando tinha 6 anos. Era dos Supertramp! E gostei do que ouvi… (risos). Ligo-me mais a temas independentemente dos artistas que as criam do que dos artistas em si. Gosto de temas dos Madredeus, Rammstein, Laurie Andersen até Dream Theater, Radiohead… etc… O facto de ter uma paixão musical por diversos estilos diferenciados como o Canto Lírico, Musicais, Heavy Metal, Metal Progressivo, Rock, Pop, World Music, Música Clássica, Indie justifica toda esta “bipolaridade musical”.

 

 

Quando começou a preparar este disco?

 

Há um ano e meio sensivelmente mas parece que foi há 5 anos. Foi um parto difícil, cheio de sacrifícios, mas que valeu cada lágrima. Foi uma grande aprendizagem.

 

 

Qual a principal mensagem que tenta transmitir neste trabalho?

 

São várias temáticas mas todas elas abordam a expressão emocional em momentos específicos da nossa vida. Mas poderei dizer que a mensagem principal deste trabalho reside na honestidade e dedicação que devemos ter com os nossos sonhos e a nossa missão enquanto seres numa sociedade que tende a aprisionar-nos aos sonhos e missões de outros.

 

 

O amor é uma fonte de inspiração para si?

 

É uma das fontes… sim, mas não é a única.

 

 

Como reage aos elogios de Kevin Murphy, de Cindi Avnet, de Michele Ferrero ou de Mariza?

 

É bom sermos reconhecidos pela música e pelo que fazemos. É de facto gratificante sermos reconhecidos por pessoas ligadas á música e que têm peso na indústria, no entanto sinto o mesmo orgulho quando esses elogios vêm de uma pessoa anónima, que se identifica com o tema e que se reconhece nele.

 

 

 

A Mariza acaba de ser considera a melhor artista de 2015 pela Songlines. Sobre si disse “Portugal não está preparado para esta voz”. É motivador, desafiante ou cria alguma pressão?

 

É motivador. Nunca me passou pela cabeça a ideia que essa opinião me poderia criar algum tipo de pressão, mas agora que penso nisso… (Risos). Mas agora num tom mais sério, eu espero que Portugal esteja preparado para o que eu quero transmitir e a voz é apenas um veículo.

 

 

Quais as próximas datas que pode anunciar para apresentar o seu disco, além de 7 de Maio no Teatro Ibérico?

 

Existia uma necessidade de apresentarmos este disco ao vivo. As pessoas não conhecem ainda o projecto e nestas condições torna-se difícil encher auditórios fora de Lisboa. Mas existe a intenção de em breve levar este “Via” a vários pontos do país.

 

 

Para quem ainda não ouviu o seu mais recente disco, como convida o público a ouvir? O que poderão lá encontrar?

 

É um álbum que obriga a alguma disponibilidade emocional porque foi criado com o claro objectivo de libertar emoções que estão demasiado escondidas em nós devido às amarras que a sociedade nos impõe. Cada pessoa vai encontrar detalhes que outros não encontrarão e vice versa- É um disco com bastantes camadas de entendimento. Diria que ter o coração disponível para sentir e absorver será meio caminho andado para entender a mensagem que lá está. Gosto de acreditar que “Via” é um álbum que trás consigo uma dose importante das experiências que são fruto da minha actividade enquanto musicoterapeuta.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

Rui Lavrador has 6694 posts and counting. See all posts by Rui Lavrador

Rui Lavrador

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.