Ângelo Freire e a Banda de Música da Força Aérea, liderada pelo maestro António Rosado, deram um excelente espectáculo, no primeiro dia de Santa Casa Alfama, no Palco Ermelinda de Freitas, situado no rooftop do Terminal de Cruzeiros de Lisboa.

Acompanhado por Marino de Freitas, no baixo, Diogo Clemente, na viola, e por toda a banda da Força Aérea, Ângelo Freire desenvolveu um espectáculo meritório, em crescendo e com boa escolha de alinhamento.

Abriu o espectáculo com o Fado Menor e o Fado Corrido (‘A minha estrela’ e ‘Saudade’, respectivamente) e posteriormente elogiou Luís Montez e José Gonçalez pela iniciativa de “manter este festival com o objectivo de mostrar o que é o fado, nas suas diversas vertentes”. Elogiou ainda “companheiros da minha vida que não me abandonam”, referindo-se a José Marino de Freitas e Diogo Clemente.

Ângelo Freire destacou ainda o facto de “gosto de tocar e cantar as minhas referências”, falando depois em nomes como “José Nunes, Alcino Frazão, Fontes Rocha…” e de seguida interpretou “Canção de Alcipe”, de Alcino Frazão.

O espectáculo estava cada vez com mais público, o ambiente aumentava e Ângelo crescia, tema após tema, e entre cantar e tocar, foi-nos premiando com ‘Afinal’ (uma composição da sua autoria), homenageou e relembrou José Nunes (com o fado Dona Filipa), prestou homenagem a nomes como Vitorino ou Zeca Afonso e deu ainda um ar da sua graça com um medley de marchas populares.

A Banda de Música da Força Aérea teve um tema em que mostrou toda a sua qualidade, com uma interpretação perfeita, levando Ângelo a questionar o público “São bons ou não são?”. A resposta foi mais do que positiva.

Após ouvirmos ‘Guitarra Triste’, oportunidade para uma grande surpresa com a chamada a palco de Daniel Freire. O sobrinho de Ângelo tem apenas 14 anos mas tocou guitarra portuguesa como gente grande. Momento bonito, intenso e familiar.

Tempo ainda para o Fado Cravo e o término apoteótico com o Vira de Frielas, de José Nunes.

Ângelo cantou, tocou e teve uma super banda de música da Forca Aérea, num espectáculo de elevado nível qualitativo.

 

Texto: Rui Lavrador
Fotografias: João de Sousa

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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