Anne Carrere: “A música de Edith Piaf continua popular hoje em dia porque são músicas de texto”

 

Anne Carrere subirá a palco no Casino Estoril no dia 6 de Abril, com o espectáculo Piaf! The Show, que presta homenagem a Edith Piaf, nome maior da música mundial. A produção do espectáculo tem assinatura UAU.

Antes, Anne Carrére concedeu entrevista ao Infocul para falar sobre ste espectáculo, a importância de Piaf e até sobre a sua ligação a Portugal.

Como tem sido interpretar Edith Piaf?

Hoje, Piaf é para mim a maior cantora francesa, que atravessa os séculos. Ela era forte em carisma, amor, fragilidade, sensibilidade. Uma mulher cheia de coragem que amava a vida e as pessoas. Ela adorava partilhar as suas emoções através das suas canções. Há apenas uma Edith Piaf, ela é única! A parte mais difícil do espectáculo não é estar na imitação, é ser eu mesma respeitando as melodias, a pronúncia dos textos e reproduzir alguns gestos que marcaram as pessoas.

 

 

Qual é a reacção de um espectador que marcou mais?

A reacção que mais marcou para mim, são as pessoas que vêm me ver e me dizem que amam Piaf e agora depois deste espectáculo também amam Anne Carrere. E isso sensibiliza-me muito.

Quão importante é Piaf para a musica mundial?

A música de Edith Piaf continua popular hoje em dia porque são músicas de texto. Ela conta-nos histórias de vida, amor, alegria, decepção, tristeza e morte…

 

 

 

Actuar em Portugal é especial? O que conhece do nosso país?

Sim é porque o meu avô era português. E eu não pude conhecer este país com ele, mas ele disse-me muita coisa e tenho um amigo músico que vive em Portugal. Adoro a língua, adoro cantar em português e tenho um trio franco-português!

Como foi a preparação para este espectáculo? Em que se inspira?

Eu escutei as músicas de Piaf e assisti os vídeos encontrados na internet e nos arquivos. O filme “La vie en rose” fazia parte do trabalho. Mas foi o meu encontro com Germaine Ricord, que trouxe esse pequeno extra para o meu trabalho como intérprete. Germaine cantou durante 3 anos na primeira parte de Piaf. Ela disse-me: “Não és Piaf, ninguém nunca será ela, ela é única! Mas se cantares com a sua alma e o seu coração, vais tocar os corações das pessoas como ela“. Então penso nessa frase todas as vezes que eu entro no palco e tento interagir com o público com a minha voz e as minhas emoções.

 

 

 

Qual é a reacção de um espectador que a marcou mais?

Já se passaram quatro anos desde que eu interpretei o papel de Piaf em Piaf! O show, à volta do mundo. Eu viajei com músicos de muitos países, mas eu acho que o lugar mais emocionante que eu actuei foi no Brasil porque a reacção do público é incrível. Para te aplaudir, eles levantam-se, gritam, batem os pés por longos minutos e é uma recompensa real para um artista.

Que mensagem você deseja deixar para nossos leitores?

As pessoas devem vir para ver o espectáculo para descobrir ou redescobrir a sua incrível história e as suas canções intemporais. Uma tela gigante ilustra as músicas e encontramos imagens inéditas de Edith Piaf durante todo o espectáculo. E partilhamos emoções…

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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