Após esgotar o São Carlos, “La Traviata” apresenta-se no Coliseu Porto Ageas

 

 

 

A ópera que o Coliseu e o São Carlos apresentam no Porto, em Outubro, é protagonizada pela soprano russa Ekaterina Bakanova, cuja atuação na Royal Opera House foi uma revelação. Em Abril de 2019 há nova co-produção, desta vez com um concerto de Richard Wagner, com a Orquestra Sinfónica Portuguesa e o Coro do São Carlos.

 

Na noite de 20 de Outubro, sábado, o Coliseu Porto Ageas e o Teatro Nacional de São Carlos (TNSC) apresentam a ópera “La Traviata”, de Giuseppe Verdi. Após cinco récitas esgotadas em Lisboa, em Junho, a parceria entre o Coliseu e o único teatro lírico do país tem, assim, uma importante continuidade no Porto, depois da apresentação de “Turandot”, no final do ano passado.

 

É um dos papéis mais exigentes para qualquer soprano“, afirma Ekaterina Bakanova, a soprano russa escolhida por Patrick Dickie, diretor artístico do TNSC, para protagonizar “La Traviata”. O seu papel como Violetta Valéry na Royal Opera House, em 2015, foi uma revelação que lhe valeu ovações de pé e elogios rasgados da imprensa britânica.

 

No papel de Alfredo Germont estará o tenor português Luís Gomes. O barítono italiano Sergio Vitale substitui o britânico Alan Opie no papel de Giorgio Germont.

 

Ópera em três atos, com libreto de Francesco Maria Piave (1810 – 1876), “La Traviata” foi composta por Giuseppe Verdi (1813 – 1901) e estreou em Veneza com fraca recepção. No dia seguinte, Verdi escreveu ao seu editor: “La traviata, ontem à noite. Fiasco. Culpa minha ou dos cantores? O tempo julgará.”

 

O julgamento do tempo fez desta trama sem herói ou vilão uma das mais aclamadas da história. Violetta Valéry, a protagonista central, desafia as convenções sociais do seu tempo, numa história que se distinguiu na época por uma nova forma de heroísmo, um heroísmo privado, cuja resignação e morte será o preço a pagar para salvar a honra de uma família que a exclui e a obriga a afastar-se.

 

Os públicos do Porto e da Região Norte pedem ópera de qualidade. É por isso que a co-produção de “La Traviata” é um momento marcante. A parceria entre o São Carlos e o Coliseu Porto Ageas teve o seu primeiro momento visível em Outubro do ano passado, com o concerto encenado “Turandot”, de Giacomo Puccini. Há 33 anos que o TNSC não se apresentava no Coliseu. Dia 20 de Outubro, às 20:00, o Coro do São Carlos e a Orquestra Sinfónica Portuguesa regressam a um dos melhores palcos do país para récitas de ópera, acompanhados por um elenco nacional e internacional de luxo.

 

“La Traviata” mantém aqui a sua génese italiana, com direção musical do maestro milanês Michele Gamba e reposição de encenação e desenho de luz do veneziano Massimo Gasparon. A encenação, cenografia e figurinos são da autoria de um dos mais reputados encenadores operáticos do mundo, Pier Luigi Pizzi, que trabalhou com Giorgio Strehler.

 

A 12 de abril de 2019, o Coro do TNSC, a celebrar os 75 anos de existência, e a Orquestra Sinfónica Portuguesa, que também comemora 25 anos, regressam ao Coliseu para um momento sinfónico muito especial: uma versão concerto do terceiro Ato de “Parsifal”, a última ópera composta por Richard Wagner (1813 – 1883). A remeter para o ambiente pascal, esta coprodução que remete para a época de Páscoa mostra-se no Porto três dias antes da apresentação em Lisboa.

 

Os bilhetes para a ópera “La Traviata” custam entre 20€ e 50€ e já estão à venda no Coliseu Porto Ageas, Blueticket e locais habituais. Descontos: 20% para Amigos Coliseu, 10% para estudantes de música, menores de 12 anos e maiores de  65 anos. Os bilhetes para “Parsifal” serão colocados à venda brevemente.

 

Fotografia: Bruno Simão

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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