Armando Calado em entrevista ao Infocul sobre a estreia do musical Evita no Porto e em Lisboa

O musical Evita estreia em Porto e Lisboa no próximo mês de Outubro. A 10 de Outubro o espectáculo sobe a palco no Super Bock Arena- Pavilhão Rosa Mota, no Porto, e a 17 na Altice Arena, em Lisboa.

As Audições para elenco decorrem a 16 e 17 de Maio, em Almeirim. FF, Madalena Alberto e Mário Redondo são os três protagonistas. A produção é assinada por Armando Calado, que em entrevista ao Infocul abordou este espectáculo e a preparação do mesmo em tempos de pandemia.

Armando Calado, produtor artístico e cantor lírico, que, em 2019, produziu, a nível nacional, O Fantasma da Ópera.

Agora, em Evita, contará com mais de uma centena de artistas portugueses, tendo como protagonistas Madalena Alberto (Eva Perón), FF (narrador Che) e Mário Redondo (Juan Domingo Perón) e conta com encenação e cenografia de Pedro Ribeiro. Os bilhetes já estão à venda AQUI e AQUI.

Quando surgiu a ideia de trazer o Evita a Portugal?

A ideia surgiu logo no seguimento do Fantasma da Ópera, que, em 2019, produzi a nível nacional. Depois disso, os contactos e as boas relações que estabeleci com a empresa do Lloyd-Webber, facilitaram a obtenção da licença para o Evita, possibilitando, assim, que o público português possa ter acesso às as grandes peças de teatro musical famosas internacionalmente.

Em termos de produção, quais os maiores desafios tendo em conta a pandemia que afecta o mundo inteiro?

O maior desafio que se apresenta, neste momento e para já, consiste exactamente na incógnita de sabermos se, em Outubro, haverá condições para um espectáculo destas dimensões.

A produção conta aproximadamente com 100 pessoas. Como está a ser gerir toda esta comunidade em isolamento?

Neste momento, e para ser sincero, tenho conseguido gerir toda a produção trabalhando a partir de casa. O facto de o início dos trabalhos estar previsto apenas para Setembro acaba por facilitar, para já, esta gestão. Esperemos que, nessa altura, a situação já esteja mais controlada e que seja possível, em segurança, estrear, no Porto e em Lisboa, o Evita.

Os castings decorrerão em Almeirim. Com a actual pandemia, espera uma menor (pelo medo) ou maior adesão (pela ânsia de regressar à normalidade)?

Há já imensas pessoas inscritas para as audições. Temos, inclusivamente, inscrições de artistas estrangeiros. O facto de, neste momento, estarmos perante uma realidade em que, infelizmente, muitas pessoas – nomeadamente artistas – estarem sem trabalho, faz com que acabemos por ter muitos candidatos. Os artistas, no geral, são das classes mais afetadas por esta pandemia.

Gostaria, ainda, de passar uma mensagem de serenidade relativamente à realização das audições. Não existe qualquer motivo para receios. Conseguimos, com facilidade, fazer as audições com a máxima segurança, até porque não é necessário qualquer contacto físico.

Do elenco conhece-se já Madalena Alberto, FF e Mário Redondo. Porquê estas escolhas e quais as características que mais destaca em cada um deles?

A Madalena já cantou o Evita, com grande sucesso, em Londres, mas é, ainda, e esperemos que por enquanto apenas, uma cantora pouco conhecida em Portugal. Espero mesmo que essa situação se altere com o Evita. Relativamente ao FF e a Mário Redondo, trata-se de nomes que trabalharam já no Fantasma da Ópera e que têm o perfil certo para os personagens que irão representar.

Este espectáculo têm duas datas agendadas em duas das maiores salas nacionais. Trazer um espectáculo destes a Portugal e produzi-lo, além de muito trabalho, tem um custo elevado?

Uma produção desta dimensão tem custos muito altos, mas tenho a certeza de que existe um público muito ávido por este tipo de espectáculos. O Fantasma da Ópera foi a prova de que há imenso público em Portugal para o teatro musical.

Para quem for aos castings, quais as características ou capacidades que poderão fazer a diferença?

Esperamos dos artistas boa voz e uma grande capacidade de entrar na pele da personagem que representam. É indispensável, ainda, nesta produção, que saibam dançar e mover-se muito bem em palco. Há pessoas com imensa qualidade em Portugal e espero poder vir a colaborar com muitas delas nas minhas produções futuras.

Tem previsão ou expectativa de quando possam começar os ensaios?

Seremos todos muito felizes se, em Outubro e com toda a segurança, nos pudermos sentar em salas de grandes dimensões, com lotação esgotada. Se se reunirem as condições necessárias, o início dos trabalhos está previsto para meados de Setembro.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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