Artes tradicionais japonesas para aprender no Museu do Oriente

O Workshop sobre artes tradicionais japonesas decorre de 16 a 29 Junho no Museu do Oriente. Sashiko, furoshiki, monkiri, mizuhiki e shodo são algumas das artes tradicionais japonesas, de prática ancestral, que vão ser ensinadas em cinco oficinas.

Outrora utilizado para reforçar tecidos, o ponto simples de bordado sashiko serve hoje, sobretudo, para decoração empregando diversos motivos, incluindo geométricos e de desenho livre. No workshop de dia 16 de Junho, às 15:00, os participantes vão aprender a aplicá-lo em padrões circulares, para decorar uma base para copos.

 

 

No dia 22 de Junho, às 15:00, o desafio é aprender a transformar um quadrado de tecido em embalagens para protecção e transporte, através do furoshiki. Esta forma de arte teve origem no período Edo da História do Japão. Os participantes nesta oficina irão descobrir como surgiu e se afirmou esta prática versátil e amiga do ambiente que, ainda hoje, se revela extremamente útil, pois substitui o uso de sacos de plástico. Um saco para a praia, um porta-garrafas ou uma bolsa de cintura são apenas algumas das formas apresentadas, todas feitas a partir de um quadrado de tecido.

 

 

Já a 23 de Junho, às 15:00, a sessão é dedicada ao mizuhiki ou nós japoneses. Trata-se de uma corda de papel de arroz que, depois de uma aplicação de goma, é passada a ferro e tingida, para depois ser entrançada através de nós. Tradicionalmente, cada cor e cada nó possui um significado especial, que pode estar associado a ocasiões cerimoniais como casamentos e funerais. Com origens no século VII, esta técnica viria a ser adoptada pelos samurais a partir do século XVII para prender o cabelo, tendo evoluído para um sem número de aplicações decorativas e funcionais, que vamos conhecer neste workshop. No mesmo dia, “O recorte do mon – origens do monkiri”, recua ao tempo dos samurais para dar a conhecer o emblema que servia para identificar um indivíduo ou a sua família, tal como acontecia com os brasões ocidentais.

 

 

O desenho do “mon” parte de um círculo de papel dobrado radialmente que, quando recortado, revela a repetição de uma forma consoante o número de dobragens. Esta oficina tem como objectivo contextualizar a prática do monkiri na história do Japão, passando-se em seguida à construção de alguns modelos, tais como o mon dos shoguns Tokugawa (três folhas de malva-rosa) ou o crisântemo de 16 pétalas da família imperial.

 

 

A terminar este mês dedicado à cultura japonesa, um workshop de caligrafia inicia os participantes no ‘shodo’, o caminho da escrita, uma arte tão introspectiva quanto visual, explorar desenhando um carácter sazonal, inspirado num poema haiku e na imagética do Verão.

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