As Touradas estiveram em destaque na sede do CDS-PP (C/Fotos e Som)

 

 

 

A sede do CDP-PP, em Lisboa, acolheu ontem, 28 de Junho, uma conferência intitulada “Touradas- Factos e Realidades”.

 

O painel foi constituído por Helder Milheiro (Protoiro), Paulo Pereira (Campo Pequeno), José Fernando Potier (Forcado), Mário Coelho (Matador de Touros), Manuel Telles Bastos (Cavaleiro), Joaquim Grave (Veterinário e criador de touros) e Elisio Summavielle (aficionado e presidente do CCB). Importa referir que estavam anunciados Vítor Mendes (matador de touros) e Paulo Caetano (cavaleiro) que por motivos de ordem privada e profissional não puderam marcar presença, sendo substituídos por Mário Coelho e Manuel Telles Bastos. Esta conferência foi organizada pelo TEM (Tendência Esperança em Movimento) e pelo CDS-PP.

 

Perante sala esgotada foi abordada a questão histórica, social, cultural e ainda as componentes ambiental e económica que envolvem a tauromaquia e sobre a importância da mesma quer para a cultura, nacional e internacional, quer para o desenvolvimento do país, sendo geradora de riqueza. O CDS, através do moderador Abel Matos Santos, afirmou-se como defensor da tauromaquia.

 

 

 

Helder Milheiro apresentou-se bem documentado com factos e números que abordaram os diferentes quadrantes da tauromaquia, desde o número de espectáculos ao número de praças de touros e ainda a percentagens de pessoas a favor e contra esta tradição. Um discurso coerente, fundamentado e claro. José Fernando Potier apresentou a perspectiva do aumento de grupos de forcados desde a criação da associação que representa os mesmos e abordou a questão de paixão pelo touro bravo, transversal a qualquer forcado. Paulo Pereira abordou factos e enquadramento dos espectáculos no Campo Pequeno e sobre a concorrência que os concertos e festivais provocam com o espectáculo tauromáquico, em termos de público. Interessante ainda a observação sobre a quantidade de turistas aderentes ao espectáculo tauromáquico e sobre como esse facto, mesmo assim, mantém a autarquia lisboeta sem ar o destaque devido ao Campo Pequeno enquanto Praça de Touros e no que à tauromaquia diz respeito. Mário Coelho apresentou dos discursos mais apaixonados pelo touro e pela festa brava. Décadas de sabedoria e paixão que partilhou com a plateia. Joaquim Grave apresentou uma vertente mais ligada à temática da veterinária, da ética e da bravura. Elisio Summavielle, apresentou a sua visão enquanto aficionado e conhecedor de tauromaquia, e Manuel Telles Bastos abordou a sua ligação aos cavalos e relembrou a história do seu avô e da importância deste para si e para a tauromaquia.

 

Seguiram-se mais algumas intervenções e ainda um convívio no pátio interior com fado a cargo de Gonçalo Castelbranco.

 

 

No final questionámos dois dos intervenientes nesta conferência.

 

Sobre a importância deste tipo de conferências, Helder Milheiro, da Prótoiro, refere que “são muito importantes, na prática a nossa função de levar informação a todos os âmbitos da sociedade e neste caso estamos a falar num contexto de um partido politico, que pode ser este ou qualquer outro”, acrescentando que “não é a primeira vez que fazemos esclarecimentos dentro desta área partidária e noutras também, por isso é que nos convidaram e estamos disponíveis.

 

Hélder deixa claro que “para nós é sempre muito importante, na medida que passar informação, e tivemos aqui o exemplo de muitas pessoas que nos vieram dizer que não tinha noção dos números, dos dados e é isso que é muito importante de se passar”.

 

Sobre os dados apresentados nesta conferência, o método para recolher esses dados Helder Milheiro afirma que “não existia em Portugal até 2013 um indicador que analisasse a actividade tauromáquica como um todo, porque o que a IGAC faz é um relatório administrativo da sua actividade, ou seja, os Açores não estão abrangidos pela actividade da IGAC, não estão sob a sua alçada, estão sob alçada da Secretaria Regional logo os dados que a IGAC reporta são incompletos, além que há outro tipo de espectáculos, como recortadores que não são analisados, nem em termos de espectáculo nem em termos de publico e o que nós tivemos que criar foi procurar uma forma de retractar a realidade tauromáquica formal, de praça. Por isso criamos um indicador que é, todos os espectáculos público em que seja lidado pelo menos uma rês, seja por recortadores ou numa lide tradicional”.

 

 

O Infocul falou ainda com José Fernando Potier, Presidente da Direcção da Associação Nacional de Grupos de Forcados, outro dos oradores nesta conferencia, que disse que “a Tauromaquia está defendida por si só, ela não precisa de ser defendida, aliás os números falam por si, todos os anos nós verificamos que há corridas, há espectadores, portanto a tauromaquia está defendida e deixará de estar defendida quando o publico não for às praças, não é o caso”, acrescentando que estas conferências servem para “desmitificar ma quantidade de inverdades que se dizem, nós temos de saber que há pessoas que não gostam do mesmo que nós gostamos, que é perfeitamente normal e por isso é que vivemos em liberdade e temos essa liberdade de gostar ou não gostar”.

 

 

Potier diz ainda que “há algo que nos diferencia dos outros, dos anti touradas, nós sabemos respeita-los e isso para mim conta muito

 

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Notícia publicada a 29/06/2018


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