Banho Maria pretendem “Ultrapassar alguma resistência das rádios e tv’s generalistas em divulgar projetos novos ou que apareçam sem um “reboque”

capa banho maria

 

 

Banho Maria é o nome do projecto constituído por Tomané (António Lopes), João Alexandre e Moleiro (Paulo Reis), Cláudia Ferreira, Tiago Silva e Miguel Marcelino. “Casa do Castelo” é o nome do primeiro disco de um projecto novo na música portuguesa, mas que sabe, como demonstra em entrevista o Infocul, qual o caminho que pretende percorrer.

 

 

A produção esteve a cargo de Nuno Roque, que produziu álbuns de Tiago Bettencourt, Capitão Fausto, Mercado Negro, Hands on Approach, Golpes, Clark entre outros, e os temas que integram este disco são originais de base acústica e cantados em português. Falam de amores naif e envergonhados sob melodias criadas por violas acústicas, violino, autoharpa, xilofone, teclados analógicos e a percussão.

 

 

Como descrevem a vossa “Casa do Castelo”, nome do primeiro disco?

A nossa ‘Casa do Castelo’ é o concretizar de uma vontade conjunta, de algo que une todos os elementos a uma paixão comum, é a materialização de sonhos idealizados. São vivências, inspirações, situações que nos marcaram, é um pouco de todos nós.

 

 

 

Juntam vários géneros musicais neste disco. É o resultado da individualidade do grupo ao serviço colectivo?

Como todos temos várias influências musicais que passam da música pop, ao fado, e até à música africana, inevitavelmente elas refletem-se no contributo de cada um, logo julgamos criar uma sonoridade diversa mas ainda assim distinta e única.

 

 

 

Quais as mensagens que tentam transmitir com este disco?

Como falamos muito de amor nesta nossa primeira abordagem com a música, queremos transmitir que o amor se manifesta das mais variadas maneiras, seja através do amor para com outra pessoa que nos tocou, seja por alguém que nos marcou e nos ajudou a crescer, seja o amor pela vida e pelas descobertas que ela nos traz.

 

 

 

O amor é o fio condutor?

Visto que este nosso primeiro trabalho fala muito de amores por vezes mais tímidos e envergonhados e outras de amor como gratidão é sem dúvida como inspiração a chave-mestra deste trabalho.

 

 

 

Quem é o elemento mais romântico do grupo?

Nos Banho Maria julgamos que essa característica é comum no entanto talvez se destaque mesmo o elemento feminino, a Cláudia Ferreira e não por ser mulher mas até talvez por ser responsável pela escrita de alguns dos temas mais românticos da “Casa do Castelo”.

 

 

 

Como se desenvolve o vosso processo criativo? Primeiro letras e depois a melodia ou o inverso?

O nosso processo criativo não tem normas definidas, tanto podemos aparecer com uma ideia de melodia e posteriormente surgir uma letra, ou vice versa, ou até surgir melodia e letra em conjunto. Boa parte das vezes através da voz e guitarra. O nosso processo criativo tende sobretudo a ser cada vez mais um processo conjunto sujeito a uma constante melhoria e intervenção de todos os elementos do grupo.

 

 

 

Qual tem sido o feedback que têm obtido da critica e do público?

Até agora o feedback das pessoas tem sido bastante positivo, claro que nos ajuda a crescer e também nos dá alento para continuar a fazer mais e melhor.

 

 

 

Em termos de espectáculos o que está preparado e que possam já revelar?

Em Dezembro iremos apresentar o álbum no Teatro Malaposta em Odivelas. Os  showcases  nas lojas FNAC da Grande Lisboa estão agendadas para Dezembro e Janeiro.

Estamos obviamente receptivos e a trabalhar para termos mais espetáculos pois este álbum está também vocacionado para as apresentações públicas.

 

 

 

Em termos de redes sociais onde pode o público interagir convosco e descobrir mais sobre vocês?

Podem entrar em contacto connosco em www.facebook.com/banhomaria.oficial, no nosso instagram @banho_maria.oficial, e tambem no twitter @Banho_Maria

 

 

Quando surgiu este vosso projecto e qual o objectivo?

Embora a génese do projeto tenha um historial antigo, uma espécie de “vamos inventar canções” como impulso adolescente. os Banho Maria têm cerca de dois/três anos altura em que 4 elementos do grupo de versões Devolta decidiram passar a fazer originais com o objetivo, na altura meio idílico, de vir a fazer um disco.

 

 

 

Como tem sido o vosso percurso?

Tem sido muito bom! Os Banho Maria retiram prazer do que fazem e vão devagarinho conquistando o seu espaço e admiradores, partindo do local, neste caso o concelho de Ourém, para o global muito através das redes sociais e da promoção nos media. Não temos pressa do sucesso e a pressão que sentimos é a pressão de sermos melhores em cada espectáculo, cada ensaio e nos próximos trabalhos. Para já é a nossa “casa do Castelo que queremos levar a todo o lado e levamo-la com muito gosto e orgulho.

 

 

 

Mudariam algo no vosso percurso?

Nada. O erro é bom na música e nas carreiras musicais. pontualmente poderíamos sempre fazer algo diferente, por exemplo durante a gravação de um determinado tema ou no timing de um lançamento. No entanto e sem perdermos um sentido de auto-crítica fundamental não há nada de que nos possamos arrepender verdadeiramente até à data.

 

 

 

Quais têm sido os maiores desafios?

Ultrapassar alguma resistência das rádios e tv’s generalistas em divulgar projetos novos ou que apareçam sem um “reboque”. Essa divulgação é preciosa para projetos como os Banho Maria e felizmente temos conseguido alguma fruto do trabalho de promoção da editora Farol com quem firmamos um contrato de distribuição digital. Esse é um desafio permanente para os Banho Maria  e cada entrevista como esta à Infocul, cada passagem na rádio e aparição na Tv são encaradas como vitórias, momentos de felicidade que contribuem para o nosso propósito maior de chegar a todas as pessoas.

 

 

Banho maria PB promo

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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